Sou Apaixonada pelo meu Namorado

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Nascer potente em Vidal Ramos
e na sua foz em Itajaí encontrar
o meu Oceano Atlântico Sul,
É o curso do Rio Itajaí-Mirim
que enleva razões para mim:
borda sentidos e rega a vida.
Sem o nosso amado rio
é só partida, e logo garrida.


O Rio Itajaí-Mirim eu sou,
e ele obviamente é para mim,
que sou filha da Mata Atlântica
praticamente desaparecida.


Até quando a poesia azul
da amada Santa Catarina,
pelo Rio Itajaí-Mirim falo,
canto, reclamo e declamo,
Porque eu preciso mais dele,
do que ele precisa de mim,
Sabe-se que existe um tipo
de gente que não pense assim.

Não me interessa o que
acontece ao meu redor,
quero ser todo o seu amor,
Você é a festa inteira
que desejo intensamente viver.


O meu coração latino
já a celebra o doce sentir
enquanto minh'alma
espera com a sua se fundir,
sob a Tinguaba a florir.


Pelo seu poder de diversão,
deixo-me entreter,
porque pelo meu
tu haverá de se de derreter,
e inteiro se render.


Um mora na mente
e no coração do outro
sem um minuto sequer
da gente se perder,
O amor é o prêmio
que a vida irá nos conceder.

Sentir o vento quando
chegar no Planalto Serrano
Para hoje é o meu plano,
Lembrar que o seu primeiro
nome era Casa Branca,
que também que foi
chamada de Encruzilhada.


Para os tropeiros foi lugar
de pouso para se refazerem
para enfrentar a estrada,
É de Otacílio Costa
da gente tão hospitaleira
que eu estou falando,
que em qualquer lugar
que você para quieto,
e amigo tu acaba ficando.


Otacílio Costa, erguida,
com honra e muita luta;
Uma cidade de gente
que valoriza a família,
a terra e a honesta labuta.


Otacílio Costa, querida,
de gente amável que
põe sabores na mesa
que são como poesia.


É para aí que estou indo
para sentir o vento
do Planalto Serrano,
tocar as estrelas
e a Lua com os dedos,
porque entre nós
nunca houve segredos.


Otacílio Costa, fostes
parte de Lages,
disso também não esqueci;
Mesmo distante de ti,
contigo no meu coração,
honro para sempre
com todo o amor e paixão,
como parte infinita de mim.

A tez, o sangue e o perfume
são de Cattleya intermedia,
Do Sudeste ao Sul, tudo meu,
inclusive a visível poética.


Os tempos seus, na verdade,
são mais meus do que seus;
Não preciso de pressa porque
confio plenamente em Deus.


A preparação da travessia
do meu peito ao seu tem
algo de Via Láctea que ilumina,
e os olhos rejeitam perder a vista.


Quando você chegar não faço
nenhuma questão de ser forte,
Ou até mesmo ter razão absoluta;
para mim, o suficiente é ser sua.

Línguas ou armas estrangeiras
colocadas contra o meu povo,
da minha parte sempre
encontrarão forte oposição.
Outras Nações jamais
estarão acima da minha Nação.
Espero, da mesma maneira,
que assim seja para você e sua Nação.


Com igual lealdade, ainda que solitária,
tal qual a dos guardiões
das pirâmides do Sudão,
é a que guardo no coração:
ela mantém meus pés e a alma
fincados neste chão
que, sob o Hemisfério Austral,
enlevo em total sagração.
Não sei de onde me lês
nem que terra te chama,
mas desejo a ti a mesma devoção.


Cultivar o nosso amor vivo
em dias solares ou de tormenta,
nas noites de lunação ou escuridão,
é o meu diário voto e querer:
que a poesia se cumpra
e nunca nada me faça esquecer;
para que ninguém nos domine
e nada abale o meu e o teu viver.

Da onde a minha ancestralidade
veio e por onde teve que caminhar,
não troco o meu Brasil Brasileiro
serenamente nenhum outro lugar.


Parte de mim também é indígena
e convicta sob a Timbaúba florida
tenho razões para me inspirar
seja na terra, na água ou no ar.


Não adianta insistir porque
a minha mente não vai mudar,
e o seu tempo comigo irá gastar.


Sei que tudo e todos passam,
e escolhi não deixar me perturbar
porque tudo e todos vão passar.

A Muirajuba que floresce
também no meu Brasil,
traz a conexão profunda
com a América do Sul,
em dias alegres ou tristes,
Faz lembrar que no coração
floresce sob o céu perenal
com apego e total devoção
a nossa chama austral.


A herança do Sul do Sul;
o olhar de romance
que continua invicto
com um quê de lirismo,
mesmo diante de tudo
isso o quê se passa lá fora.


Tipo pinha plantada
pela Gralha-Azul na terra
assim sigo porque tenho
poesia que não se encerra
sem clamar por plateia.


História viva nas veias,
amor e ternura na memória,
quero crer que se perpetua
forte ti mais do que nunca.

O teu bonito olhar feito de astros
que no meu céu parecem dançar
a Dança dos Engenhos de Farinha
da nossa Santa e Bela Catarina,
O quê estamos a imaginar vai
além do que a multidão imagina.


O culto e o desejo pela beleza
como fogo que não se apaga
nos mantém vivos e renovados,
e uma nova aventura acende,
Não é de hoje que encantados
há tradição em nós mutuamente.




Há festas em nós imparavelmente...

Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.


Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.


O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.


Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.

⁠Uma Corujinha-do-mato
se aproximou no telhado,
O meu coração é seu e está completamente apaixonado.

⁠Te levo na balada romântica
deste meu peito,
Faço amor com as palavras
por não ter você por perto,
Acampo com a minha
tenda nômade no teu Universo
para tornar-me o mel
que teus lábios fiquem sedentos,
Assim vou dançando dia
e noite nos teus pensamentos.

⁠⁠Sexta-feira

O meu coração
desde cedo já
em ritmo de bailão
porque te ama
muito de paixão.

⁠Mafra Poética

Mafra da minha História,
minha Mafra poética,
O balançar das araucárias
do meu destino falam
das minhas memórias
que um dia hei de contar,
Nunca deixei de te amar
nesta vida mesmo longe
de ti tendo que caminhar.

Poética Mafra poética,
por tudo o quê fostes,
és e para sempre serás,
Tudo de ti em mim
para sempre sobreviverás.

Mafra poética e amorosa,
quando fecho os olhos
ou vejo uma nectarina,
Recordo que há muita
História a ser contada
nesta Bela e Santa Catarina.

⁠meu tempo
é feito
para o seu tempo

⁠Não olho mais
para o calendário

Esperando por você
espalho o meu perfume

Como Lila florescida
sou absoluta poesia.

Noite fria sobre o Guapuruvu
florido neste mês de Agosto,
No meu destino com toda
a poesia tenho escrito
Versos Intimistas com afinco,
Para quem sabe conhecer
o teu amor em pleno gozo,
e contigo tocar o infinito,
De nós já é tudo ou nada,
é coração, corpo e espírito,
No nosso caminho o amor
por si só já tem sido escrito.

Meu cigarro permanece apagado há 21 anos. Desde que meu pai se foi, em 2005, nunca mais tive vontade de acendê-lo. Naquela época, meus filhos ainda eram crianças: Bryan tinha 6 anos, Mike 3, e Jack era apenas um bebê de 2 meses. Hoje, todos se tornaram grandes homens.
Eu, por outro lado, virei um homem solitário. Bebo de segunda a sexta, vejo os dias passarem devagar e percebo que quase todos os meus amigos ficaram pelo caminho. Meus filhos quiseram me dar uma casa na cidade, conforto, coisas boas… mas eu preferi continuar aqui na roça. Aqui, a paz e a solidão aprenderam a caminhar ao meu lado.
Hoje sou um velho que já não faz mais a barba, que encontra alegria apenas em um copo americano e uma cerveja barata nos fins de semana. A solidão… ah, essa me acompanha há muitos e muitos anos. Mesmo com meus filhos tentando me dar tudo do bom e do melhor, ainda existe um vazio dentro de mim que nada consegue preencher.
Esses dias voltei à antiga mina onde meu pai buscava água. Sentei naquele lugar simples e chorei a tarde inteira. Fiquei lembrando das vezes em que ele me levava de carroça para pegar água com ele. Éramos grandes amigos. Escutávamos músicas, conversávamos sobre a vida e, naquela época, eu não imaginava que sentiria tanta falta daqueles dias.
Hoje, restam apenas as lembranças, o silêncio da roça e essa velha companheira chamada solidão.

Encontrar um Ingá-doce
colher sementes,
fazer um bolo com café,
Ter um dia você do meu
lado ainda está de pé.

O despertar em Rodeio
com os canarinhos
no meu sereno portão
acertaram o meu peito
poeticamente em cheio.


O Sol sempre quando
vai descansar nos braços
do Pico do Montanhão
eleva a minha inspiração
no mais alto da imensidão.


A Lua Crescente sobre
a nossa Cidade que
fica no Médio Vale do Itajaí
é a Lua mais Lua do que
em qualquer outro lugar daqui.

Meu corpo flor de Paineira-Rosa,
o assumo travessa e amorosa,
Toda intrépida capaz de trazer
o teu pleno de maneira venturosa.