Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Eu sei que você pensa coisas ao meu respeito,
teu olhar denuncia o que a boca insiste em calar.
Nos detalhes pequenos, escondes teus desejos,
segredos que só a noite ousa revelar.
Devassa…
Exploras meu mundo quando estás perto de mim,
mas finges tão bem indiferença
quando não posso habitar teu jardim.
Teu silêncio provoca,
tua ausência incendeia,
há um jogo perigoso
na forma como me rodeia.
Refrão
Depravada — me usas em teu mundo secreto,
mas não me convidas para a festa do teu querer.
Fechas portas, guardas teus afetos,
ensinas o amor a se esconder.
Depravada — divide comigo o teu mistério,
vamos aprender juntos, sem medo ou disfarce,
o segredo de amar em silêncio…
sem que o silêncio nos afaste.
Se teus desejos são labirintos,
deixa-me ao menos tentar decifrar.
Não me deixes do lado de fora
do que também me faz sonhar.
Devassa…
Se vais incendiar meu peito,
não me condenes a queimar sozinho —
faz do teu segredo
o nosso caminho.
Às vezes, o vento sussurra segredos de Deus em meu coração, e ao ouvir, sinto gratidão por ter a chance de viver e compartilhar esse amor com os outros
Por causa de você,
Bate em meu peito
Baixinho, quase calado,
Coração apaixonado por você.
No meu ponto de vista, cafonice nada tem a ver com gosto pessoal ou classe social.
Uma pessoa é cafona quando possui os pensamentos primitivos e a alma rudimentar.
A cafonice pode aumentar se vier acompanhada de um péssimo caráter.
Obrigado, meu Deus, por cada amanhecer. Nada é fácil, mas só de estar em pé, correndo atrás sem atrasar ninguém, já é uma vitória!
Se o meu olhar te despe,
é porque tua pele me chama
como o mar chama a areia
numa ressaca constante.
Não tenho pressa em percorrer-te.
Quero decorar teus atalhos,
fazer morada em teus arrepios,
e beber do silêncio
que escapa da tua boca entreaberta.
Tu dizes que conversa o desejo,
mas eu escuto a tua alma.
E quando minhas mãos desenham
o mapa do teu corpo,
não busco o caminho de volta...
Eu busco o abismo.
Onde eu termino,
onde tu começas,
e onde nós, enfim, deixamos de ser dois. Ever .. .. ...
No meu modo de pensar, mal penso — simplesmente realizo, num instante, tudo o que imagino. Às vezes dá certo; outras vezes, eu só acredito que deu.
E a vida segue seu curso...
-) SILÊNCIO E SOLIDÃO?
Apliquei o meu coração para desvendar os mistérios do silêncio e da solidão.
Compreendi que solidão não existe e o silêncio não persiste, pois eu ouvi meu coração.
Solidão é sentimento de quem anda vazio de planos, de sonhos para o futuro.
E o silêncio? Ah! O silêncio...
O silêncio produz um som que só em silêncio se pode ouvir.
"Guerreiros têm tamanho diverso, mas coragem gigantesca. E coragem, meu amigo, emagrece caminhos impossíveis."
Não divido isso com ninguém, porque percebo, no fundo do meu caminho, que certas verdades só brilham quando caminham sozinhas comigo.
“Meu cupido deve ter sido treinado pelo Exército Brasileiro: ele não atira flechas, dispara um canhão — e sempre no alvo errado.”
VICTORIA DOCINHO
Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”
6 de janeiro de 2024
·
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LA VAI O MENINO (Para meu neto Cauã, em 06.01.2024)
Lá vai meu menino
Catando o destino
Levando carinho,
Vencendo sozinho!
Mochila nas costas,
Certezas já postas
No amor da família
Seguro ele aposta!!
Vai levando liberdade
Vai traçar sua verdade,
E um dia dizer contente
Voltei, trazendo felicidade!
TE VEJO COM OS MEUS OLHOS
Uma presença pesada sussurra em meu interior,
"Não posso mais carregar".
Um vazio me consome, um grito que não posso mais calar.
Memórias que insistem em me alcançar, como o vai e vem das ondas.
Lembranças salgadas demais,
Inundam meus olhos e me prendem as margens desse mar.
Já tentei prosseguir, mas fico com a dor, do que não posso mais lembrar.
O esquecimento é uma sombra, que me segue por toda parte,
Um lembrete constante, do que perdi, do que não posso mais ter.
Tento fugir, mas a dor do esquecimento me alcança.
Ainda vejo, com os meus olhos, fantasmas do passado;
pesadelos que não posso mais sonhar.
Então, enlouqueço;
devo virar as costas para o mar do esquecimento que;
antes fora o meu lar.
Seguir em paz com a dor, que de tempos em tempos;
sinaliza para onde não devo mais voltar.
Kátia Terra.
