Sou repleto de desistências,completo de insistências,e me sinto inteiro,embora fora da expectativa alheia.
Fui lá,e não me senti recebido,me tornei lar,moro em mim,e sou correspondido.
Sou uma exposição cheia de esculturas,um dia todas já foram vivas,não se assuste se em uma visita não se reconhecer.
Não sou dono de oficina que faz consertos,ajustes remendos na vida alheia,para as pessoas que só aparecem fugindo do furacão,é melhor fingir dignidade e não mendigar minha boa vontade.
Sou taxado de cafona,porque ainda choro com despedidas,e crio cenas de reencontros.
Sou água livre no rio, obstáculos não me impedem, represa só me prende se me couber inteiro.
Assim como o mar,sou intensidade,só ouse me descobrir se tiver coragem de navegar.
Sou feito de renúncias,livre de grilhões,ave indomada,que ninguém corta as asas.
Sou um cáos,um destroço de uma invenção sonhada por um inventor,e não culpo ninguém por isso.
Eu sou foda demais,
Pra sujar minhas mãos com seu toque delirante.
Sobre plágio,sou a favor apenas do amor,mas nem isso se dão o trabalho.
Me reconstruí de escombros,hoje sou minha própria morada,e nada me abala.
Não sou poeta,apenas escrevo para as estrelas.
Sou tornado,furacão,
me abrace,
me torne calmaria.
Sou um clichê dos bons,que até quem me acha cafona deseja ter.
Sou uma carta numa garrafa perdida,achada por quem tinha sede e não sabia ler.
Eu sou apenas um anjo rebelde que fez um voo rasante e se sujou na tinta do arco iris.
Sou como arma de fogo,manusear-me direito,ou posso disparar fatalmente em seu peito.
Sou assim, selvagem,manso,arisco,manhoso,organizado,bagunceiro,intenso,suave,imenso,pequeno,amante,perto ou distante.
Sou retalhos de alguém que se rasgou algumas vezes que tentou,mas que não deixou medo impedir.
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