Sou Apaixonada pelo meu Namorado
O último romântico
Sou um poeta romântico,
Em meio ao caos da atualidade
Onde o amor é passageiro,
O falso é verdadeiro
E a desunião é realidade.
Sou um poeta romântico,
Em meio ao estranho século 21
Onde a moda é odiar,
Onde estranho é amar,
Onde lealdade é quase incomum.
Sou um poeta romântico,
Em meio a frieza do mundo
Onde gostar de alguém é ser emocionado,
Onde se apaixonar é errado
Onde o medo de amar é profundo.
Sou apenas um ser qualquer,
Com o dom de se reinventar
Esse é meu lado poético,
Meu eu lírico é discreto
Afinal, ser poeta é ir além do verbo amar.
Eu não sou quem eu fui, e jamais serei quem sou agora, pois a cada instante, sou apenas a sombra do que já passou e um reflexo do que ainda não existe.
Se falarem que sou uma péssima pessoa, eu sou. Eu posso receber todos os adjetivos e ser tudo aquilo que o outro acha que sou na perspectiva dele, nas vivências dele. Eu posso ser um fragmento na mente dele. E eu não tenho controle sobre isso. Eu sou o que realmente sou.
Eu sou como um pássaro ferido tentando se curar para poder voltar a voar, preciso parar de jogar sal nas minhas feridas, só assim conseguirei sentir novamente a sensação de ser livre, livre de pesos desnecessários que me impedem de alçar voo.
Eu só peço uma coisa: não me minta.
Não me diga que sou importante se suas atitudes mostram o contrário.
Não diga que me quer na sua vida enquanto age como se eu não significasse nada.
Não prometa o que não pode cumprir, não alimente expectativas que não pretende sustentar.
Eu entendo muita coisa, mas não entendo essa contradição entre palavras e ações. Então, faça o que quiser comigo, só por favor… seja sincero.
Sou conciente das consequências de tudo que eu fiz,
É por isso mesmo,que não vou me desculpar por estar feliz.
"Assim como a infância virou lembrança e depois será esquecida, eu também sou apenas algo temporário no fluxo indiferente da existência."
POESIA CODA
Sou muitas mãos
E muitas vozes
Também sou muitos ouvidos
E tantas outras expressões
Sou telejornal e novela das 8
Encarte de mercado
Promoção de biscoito
Sou a pausa – do sinal afoito
Astronauta em dois mundos
Indo e vindo neles... amiúde
Alguém que se reinventa
Sou um poema (nas mãos) de Nelson Pimenta
Sendo assim, deixa-me suspenso
Entre configurações de mãos
e grunhidos de meus pais
Sinto deles o cheiro
(até hoje)
Quando falo em sinais
Se no dia em que eu me for, não houver tempo para me despedir. Saiba que eu sou grato, por cada momento que vivemos!
