Sorria Mesmo

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Tinha vezes que eu desejava ser o Super-Homen, ao mesmo tempo que eu gostaria de ser o diabo.

E foi mesmo na frente da igreja que a vida de Antônio deu uma volta medonha, pois, no que viu Karina, seu coração disse pra sua cabeça, vá, e sua cabeça disse pra sua coragem, vou, e sua coragem respondeu, vou nada, mas sua boca não ouviu e beijou Karina bem ali, no meio da praça, e a boca de Karina não disse não, e nem poderia, pois estava por demais ocupada.

Daí pra frente se sucederam muitas noites de festa e muitas outras de desgraça tanto no coração dele como no dela, pois a graça do amor é justamente esse emperrado. Quer, não quer, pode, não pode, quer mas não pode, pode mas não quer, um passa a querer o que o outro desquer e esse só vai querer novamente com a desquerência do outro. O fato é que, foi, não foi, Karina e Antônio foram destrocando juras para lá e para cá, cada vez mais muitas, e Nordestina acabou se acostumando com aquelas palavras de amor passeando pelas ruas até não sei que horas da madrugada.

O nome de Antônio e Karina passara a só andar juntos na boca do povo. Lá vêm Karina e Antônio, lá vão eles. A palavra sempre lhes servia de acompanhante. Os dois não se afastavam nem nas frases, nem nos cantos, nem mesmo no pensamento. Seus olhos também não se afastavam nunca, os dele dos dela, os dela dos dele, nem as bocas e nem as mãos. Os pedaços de um foram descobrindo os pedaços do outro, por partes, até chegar a hora em que cada pedaço de um conhecia o outro inteiro. Karina nunca tinha visto isso nem em filme. Não daquele jeito. Antônio também desconhecia esse negócio que dá dentro da pessoa nessa hora. Um negócio que só tem vantagem, uma atrás da outra, e bastam apenas dois para senti-lo, mais nada, podia existir coisa melhor na vida? Na noite em que Antônio e Karina viraram um só de vez, quando todos os pedaços dos dois, sem faltar nenhum, se ajeitaram num mesmo espaço, e as duas bocas, enquanto separadas, murmuraram bobagens importantíssimas, e os dois pensamentos conheceram juntos lugares que não existem, coincidiu que a lua também estava cheia. E se a lua estava cheia, a noite também devia estar se sentindo o máximo.

Adriana Falcão

Nota: Trecho do livro A Máquina (1999).

Alguém que realmente odeia a si mesmo não pode amar, ele não pode colocar sua confiança nos outros.

⁠Família pode ser mais do que só aqueles com o mesmo sangue... Você pode escolher.

Ser madrinha é ser duas vezes escolhida: pelos pais e por Deus. É pertencer a um serzinho, mesmo que ele não te pertença, e querer cuidar dele como você cuidaria de um filho. Porque, afinal de contas, ele é. É um filho que nasceu do seu coração.

O amor não é bom em si mesmo: é bom enquanto virtude e ruim enquanto vício.

Quem tem uma batalha mais difícil do que aquele que se esforça para vencer a si mesmo?

Difícil mesmo é passar dos 30 anos e ainda se sentir uma menina.

Nós sempre podemos tentar fazer o melhor. Sermos melhores, consertar um erro, mesmo quando ele parece ser irreversível. É claro que "eu sinto muito" nem sempre resolve. Talvez porque nós o usamos de diversas maneiras. Como uma arma, uma justificativa. Mas quando estamos realmente arrependidos, quando o usamos corretamente, quando pedimos de verdade… Quando nossas ações falam o que palavras não podem, quando fazemos da forma correta, "eu sinto muito" é perfeito. Quando fazemos isso direito "eu sinto muito" é redenção.

Amar a si mesmo, é o inicio de um romance espetacular que dura por toda eternidade pois... É no amor próprio, que passamos a entender na pratica, que Deus habita dentro de nós.

⁠Eu definitivamente sou pior em me expressar do que as outras pessoas. Mas, mesmo assim, a verdade é… A verdade é que eu sempre… Só queria alguém que realmente entendesse quão difícil e doloroso é… Querer gritar e chorar, mas não ser capaz de expressar isso.

Admirável mesmo é o sorriso de um coração triste.

O certo era a gente estar sempre brabo de alegre, alegre por dentro, mesmo com tudo de ruim que acontecesse, alegre nas profundezas. Podia? Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma.

Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas

"- É maldade conseguir o que se quer, para se satisfazer, mesmo que faze-lo causará sofrimento de outro?
- O que alguns chamam de maldade, acredito que seja uma reação apropriada a um mundo cruel e injusto."

"- Perdi a conta de quantas vezes você esteve la por mim e todos com quem se importa. Mas hoje, você salvou alguém que não é nada para você. Por que?
- Porque você pediu. Porque o importante para você é importante para mim. O que te faz feliz me faz querer mante-lá assim. O que assusta você eu quero destruir."

Quando a gente gosta de alguém, é normal sentir saudade, mesmo que só faça, sei lá, alguns dias que a viu (que, na verdade, parecem anos). É normal ter aquela vontade de mandar mensagens e mal controlar a vontade de ouvir a voz. Talvez seja normal chorar de vez em quando, porque você sente um vazio irritante quando estão longe. É normal tentar fazer milhares de coisas só pra não ficar o tempo todo no pé da pessoa, sendo pegajosa. É normal ter medo de fazer ou dizer algo que magoe. É normal se preocupar se chega tal horário e nenhuma mensagem chegou. É normal, ou talvez nem tanto, querer avançar o tempo pra quando puderem ficar juntinhos de novo. É normal procurar qualquer assunto só pra ter um motivo pra falar, passar algum tempo relendo mensagens e pensando em coisas pra escrever, pra quem sabe, conquistar mais um pouco uma pessoa. Eu espero que seja normal se sentir insegura de vez em quando, ficar chateada consigo mesma e querer estar com a pessoa cada segundo do dia. Porque, se não for normal, vou precisar de um médico.

Nunca coloque a paixão acima dos seus princípios, mesmo que você ganhe, você perderá.

Se você tem um sonho, lute por ele, mesmo que todos te chamem de louco, sonhador e tentem te impedir de realizá-lo. Afinal, o sonho é teu, e o único que deve acreditar nele é você.

Vocês só dão importância a si mesmo. Acham que podem adiar a morte. Vocês se iludem com essa frívola paz. Quando se mata alguém, você assina sua própria sentença de morte. O ódio é a corrente que liga vocês.

O importante é ser você, mesmo que seja, estranho, seja você

Sou bipolar. Posso postar coisas alegres e tristes no mesmo dia. Posso gostar e não gostar de uma coisa. Posso querer e não querer. Acostumem-se .