Sorria Mesmo

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Na linguagem do amor todos desejam falar o mesmo idioma

As pessoas não gostam somente de intimidade, elas amam mesmo é intimidar.

A vida segue salgada, mesmo com o mar morto.

Deus morre, mesmo que por um instante, quando a nossa mãe vai embora.

O cientista empírico, mesmo diante da pedra filosofal, não diz “abracadabra”.

Inteligência é saber para que serve o vidro; sabedoria é saber que não se come, mesmo temperado.

Do fruto proibido, a Maçã é para os fracos, Jesus lidava mesmo era com sementes de mostarda.

A sabedoria percorre o deserto ainda que seus passos não sejam ouvidos; a inteligência faz o mesmo percurso, mas se certifica antes se há um oásis à sua espera.

⁠Aquele que procura um coração de ouro, tem que tomar muito cuidado para ele mesmo não ser o ourives

⁠Ao alcançar as estrelas teremos a plena certeza da nossa pequenez e ao mesmo tempo da nossa grandiosidade diante daquilo que somos

Minha pequena,
tão leve em meus braços,
ao mesmo tempo gigante em um abraço.
Como pode um coração
todinho preenchido
no simples laço de um abraço.


21/07/26

Acredite em si mesmo, tenha fé em Deus e siga em frente!

As mulheres quando nos fazem sofrer por amor, ou nos tornam bêbados ou poetas, o que dá no mesmo.

"Direita, esquerda; apolíneo e dionisíaco; bem e mal; matéria e alma: as duas asas do mesmo abutre. Somente o Espírito pode voar livre sem asas!"

Quem escolhe preservar a delicadeza, mesmo depois da dor, também escolhe interromper o ciclo que transforma pétalas em pedras.

Não existe loucura maior do que ser "comum" para os outros por medo de ser você mesmo.

Momentos de bondade e reconciliação valem a pena, mesmo que a despedida tenha que vir mais cedo ou mais tarde.

Do desabafo


Manhã chuvosa... um friozinho lá fora sugeria que o melhor mesmo era negociar com Deus e ficar debaixo das cobertas por mais uma horinha... pelo menos ;)
Afofei o travesseiro, me encolhi todinha... fechei os olhos... e
... toca o celular.
Já coloquei uma musiquinha que me agrada... porque não gosto quando o telefone toca... pra dizer a verdade, meus telefones – sim, meus, porque tenho quatro – estão ou sem bateria, ou desligados, ou no silencioso... a maioooooor .... bem maioooooor parte do tempo.
Converse com algum amigo meu ou colega de trabalho pra você confirmar: todos dirão – ‘sim, é muito difícil conseguir contato com ela por telefone...’ (mas isso é papo pra outro dia).
Sabe quando uma coisa tem de acontecer? Ela acontece! Punto e basta.
Deixei a musiquinha tocar um pouquinho... estava entre atendo, não atendo... a coisa que tinha de acontecer era eu não deixar de atender ;)
Então atendi. Ah! Nunca olho o número antes de atender...
Mariana... minha colega de profissão – professora.
A sua voz era um misto de tristeza, indignação, raiva... de um não saber mais o que fazer da vida.
Depois dos cumprimentos formais em que todo mundo responde que está tudo bem... ela desabafou...
Vou fazer um resuminho aqui da nossa conversa:
- Estou de saco cheio! Não aguento mais! – disse ela.
O problema era a sua profissão... ingrata profissão de professor (acho que isso depende do ponto de vista, mas falaremos disso em um outro dia).
- Você já pensou em abandonar sua carreira profissional? Porque eu já pensei mil vezes – perguntou ela, já dizendo qual era seu pensamento.
Sim, claro... já pensei... e quem não pensou? Já decidi enfaticamente uma centena de vezes mudar totalmente o rumo da minha vida profissional... e já ‘desdecidi’ a mesma quantidade de vezes... e quem já não pensou?
Às vezes o ‘desdecidir’ acontece minutos depois de ter decidido seguir por um mar profissional nunca dantes por mim navegado... doutras vezes... a ‘desdecisão’ vem um bommmmmm tempo depois.
Às vezes o ‘desdecidir’ vem depois de alguém ter me mostrado que vale a pena no caminho conhecido continuar... doutras vezes... sou eu mesma a enxergar que o melhor é deixar tudo como está e continuar a professorar.
Professorar... uma arte cuja tarefa é difícil demais pra quem nela se envolve por puro comodismo... falta de algo melhor a fazer... ou pra ter dinheiro pra suas continhas no fim do mês poder pagar.
Professorar... uma arte por cujos olhos, coração, mãos passam todos (ou quase todos, né?) os cidadãos deste nosso Planeta Terra.
A minha amiga Mariana?
Bom, ela desligou melhor depois do desabafo...
porque às vezes a gente só precisa mesmo é desabafar.


Rosangela Calza

Maturidade hoje em dia está tão difícil
Fácil mesmo é a maldade e a língua de veneno

Da mudança


Mudar dói... mas mais do que permanecer no mesmo lugar desértico, frio e desesperançável?
Minha zona de conforto se amplia a cada dia. Estou feliz nela? Acho que não. Não... definitivamente não. Mas... Já a conheço tão bem... tudo nela é tão previsível... não há canto escuro ou obscuro pelo qual eu já não tenha passado, olhado, acariciado e colocado bem no fundo do baú. Mas dentro do meu campo de visão... bem à minha mão.
Oras, não sou boba nem nada... o conhecível me faz bem, me dá segurança... tudo bem que tenho de engolir todos os sapos que pululam ao meu redor, mas sei o chá que devo tomar pra não sofrer intoxicação mortal. E há sapos que não são tão venenosos... dá pra engolir de boa mesmo.
Então, não mudo, não sofro. Resignadamente me resigno a tudo e a todos, todos os dias. Mas na segurança do caminho conhecido, of course. Vou eu enfrentar preocupações com mudanças? Sei onde estou. Sei o que tenho. Punto e basta.
Mesmo?
Não sou boba nem nada. Conheço a frase 'melhor um pássaro na mão do que dois voando'... mas sei que isso me diz: 'fique com o menor, assegure-se, mantenha firme o pouco que você tem... deixa ir o maior... dispense o grande'.
Por que, então, conhecedora de que pode haver o melhor, o maior, o mais confortável, o sucesso, a alegria, a paz... e mil e umas outras coisinhas maravilhosas com uma mudançazinha aqui e acolá, eu fico amarrada no mesmo lugar?
Por que fico pagando um preço (talvez alto demais) por uma pseudosegurança?
Se eu agir é sempre fitty-fiffty. E mesmo que seja, como resultado, o fifty
-50%, só o fato de eu ter disposição para correr risco já me faz ganhar... e vai que o resultado seja mesmo o +50%?
Entonces... mudar dói (exige um certo esforço)... mas... se não se mudar nunca se poderá saber o resultado do passo em direção à mudança... e essa adrenalina é boa... ah!!!! se é.