Soneto da Saudade

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"Ainda que, por breves instantes, a saudade se distraia,
ela volta, silenciosa, e se instala de novo.
As horas passam, mas não levam consigo


a dor que aperta o peito
nem a imensa falta que ela faz,
como se parte de mim tivesse ficado
no lugar onde você está."

Saudade que arde,
consciência amargada,
troca de alma
mal interpretada,
mas no peito derrete,
doce e late,
feito dor misturada
com calda de chocolate.

"O gosto da minha saudade
tem sabor de chocolate,
doce que invade,
aquece e não se abate,
derrete na boca,
na mente se espalha,
amor que retorna,
memória que não falha."

Saudade do que foi vivido


Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.

“Envenena-me de saudade
a realidade é o antídoto.”

San Telmo


Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.

Há quem olhe de longe
não por saudade,
mas por inquietação.
Curiosidade não é cuidado.
É a pergunta que se faz
sem coragem de escutar a resposta.
Quem observa em silêncio
costuma carregar dúvidas
que não sustenta em voz alta.
Espia para confirmar
se a escolha feita
ainda se justifica.
Mas olhar não é presença.
E visitar não é permanecer.
Há histórias que não aceitam plateia
de quem escolheu não ficar.
Algumas portas seguem visíveis
não por convite,
mas por transparência.
Outras jamais se reabrem,
mesmo quando vistas.
E se alguém entende ao ler,
entende porque sabe.
Curiosidade reconhece
aquilo que não foi resolvido.

harmonia....de paz!

“ O sossego da solidão desponta perfeita
Harmônica com a saudade...
e quando estiver calado o coração...
Quero que a tua voz me fale aos ouvidos
Que o tempo é infinito...não volta ...não regressa...que o agora é a
memoria do dia de ontem...
- quando estivemos juntos -

Mas que amanhã será um novo dia e que este silencio
não é... nem será solidão....E sim uma harmonia de paz de nossos sentires...acordes de canções onde
as notas musicais serão nossos afagos ... carícias e
sussurros de amor...

Serão sempre e para sempre eternos...
quieta nesta ilusão...eu creio e enlaço-te docemente
olhando-me no cristalino do teu olhar...!”

Procurei a saudade...

O meu amor procurou a saudade que se escondeu...
Busquei passagens,
trilhas abandonadas... Encontrei
No fundo do baú desta paixão que já morreu...
fui lá...não achei quase nada só destroços..
Um coração despedaçado... Ilusões arrancadas...
Verdades que não foram ditas...
Lágrimas... E muitas mágoas ... desenganos
Segredos de sonhos passados...
Deixei plantados ali meus versos ...e pedi aos céus
Uma estrela cadente para pedir que a saudade volte pra
mim... para sempre!

Reina em mim um jeito, misto de alegria e saudade.
Quando eu vejo teus olhos por mim a brilhar
De tamanha ansiedade
Em me ver...

Mora em mim o absurdo da palavra escrita
Dos poemas saudosos que jamais voltam
Saudade da moça bonita
Bem querer...

Quando nossas bocas trocaram profundos beijos
Ardentes, voluptuosos.
Nas noites frias ainda me lembro
Dos nossos abraços saudosos...

E da inveja perfídia dos laços
Que se romperam na madre aurora
Ficarás sempre em meus braços
Minha paixão de agora...
















Nesta linda noite
Noite de luar
Sinto tua presença infinita
A presença do amar

Deixei vossa lembrança
Inundar a minha mente
De belíssimos pensamentos
Se materializarem na minha frente

A dor da saudade em mim, ordena-me silêncio, reflexão e as luzes apagadas.
Tudo no escuro...




Carlos De Castro

O PAI E A SAUDADE


Meu pai, foi-se cedo.
Fugiu.
Meu Deus, credo
Que meu pai partiu
Cansado,
Martirizado,
De tanto me ouvir,
Insistir,
Perguntar:
Porque me construíste, pai!?...
A mim, um vivo-morto
Cada vez mais vivo na morte
Que se fosse de outra sorte
Eu sentiria conforto
Se te tivesse comigo
Como aquele amigo
Que além disso é pai
E a gente pensa
Mesmo na descrença
Que ele, nunca, mas nunca se vai.


(Carlos De Castro, in Há um Livro Muito Triste Por Escrever, em 23-10-2025)

"Há momentos na vida da gente que a saudade dói, tal e qual, casca de ferida quando arrancada.


-A tristeza pensa em firmarmoradia;
-O mar quer desaguar inteiro pelos olhos;
-O peito aperta e o ar foge...


Mas, o bom é que Tudo Passa!
Tudo recomeça!
Tudo volta a florescer!"
Haredita Angel
20.04.25

Saudade.
Chega e entra sem pedir licença.
És a dona da chamada ausência.
Chega e aperta a ferida.
Nem se importa se estou na lida.
Contigo tenho que aprender a andar.
Me ajustar ao teu caminhar.
Dependendo do momento, sei a sua idade.
E seu nome? Chama-se saudade.

⁠ Não chores por mim

Enquanto a saudade bater,
Eu estarei aqui para te ver...
E quando as lágrimas cair
Eu te darei novos motivos para sorrir

Não é que eu queira que me esqueça,
Eu quero que você continue a viver
Mesmo com saudades, tenha esperança
Que em seus sonhos eu virei te ver

Não, eu não quero que chores por mim
Você sabe que sempre amei te ver sorrir,
Quando você chora, eu não estou aí,
Para acalmar teu coração e te ver feliz.

A saudade é um rasgo na pele,
Que somente o tempo sabe remendar.

Eu fui pra não voltar,
Se ficou alguma saudade minha no teu castelo de farsa,
Faça as honras.

Se sentir que vai morrer de saudade,
Procure distância de quem te feriu.
Isso não é sobre orgulho,
É sobre dignidade.

Saudade

Saudade do tempo, dos ventos, dos abraços ao relento, saudade das raízes, das pessoas felizes, das noites incríveis, dos sonhos inesquecíveis, saudade do poeta, das festas, das amizades discretas,saudade [...]

Essa saudade de nós, essa vontade de você que me consome!
É vontade de você, de sua alma, de seu desejo... de seu íntimo.
Vontade do teu corpo... Vontade de nós! Do nosso jeito gostoso de sermos nós.