Soneto da Mulher Perfeita
Obedeça sem questionar e ganhe essa medalha,
meu respeito e gratidão serão eternamente falsos,
assim como a gratidão e respeito dos meus aliados,
que são para mim como vaso clonado;
visando beneficio, lucro, generais da ambição,
alimentando-se de mortes de inocentes cidadãos.
Vou enchendo minha farda de medalha
e meu coração de ódio e maldade,
ganhando sempre mais falsas lealdades,
tendo prazer e admiração da nação que não vê
torcendo para seu ideal “certo” vencer.
Assim segue a crueldade, medalhas a quem
obedece o que é dito sem questionar. Quando irá parar?
Há os que matam e, há quem reclama e não age, qual é a maior crueldade?
O que precisamos é despertar, simplesmente despertar,
acordar!, parar e ver que temos muito a fazer.
O pássaro está à sair, finalmente sua liberdade chegou; gaiola aberta, janela aberta e o dono a dormir.
Aproxima-se da porta da gaiola, olha para trás e vê sua comida, sua água, seu brinquedo que adora bicar, seu balanço que ao balançar parece estar a voar;
mas voltou o olhar a frente, e, de um salto planado chegou a janela ausente
E ao observar, decidiu a gaiola voltar.
Não importa seu estado
quero ver resultados!
Chega de enrolação
‘fossa’ é imaginação,
cala a boca
e já para ação!
Assim disse o patrão.
Há uma lucidez nos loucos que me intriga
A realidade dele é nossa surrealidade
ou será que a nossa realidade é a surrealidade deles?
Há uma lucidez nos loucos que me intriga
Quando dizem
há uma convicção em todo o seu ser
muitos são contra
mas só corajosos contradizem
Há uma lucidez nos loucos que me intriga
A fala liberta, o corpo liberto, a moral liberta
Tudo bem
nós também somos livres!(?)
Há uma lucidez nos loucos que me intriga
Estrofes confusas numa vertente convicta
palavras jogadas, embaralhadas
Mas
como no emaranhado da fala
ouvimos tanta verdade?
A causa?
Fuga, medo, raiva...
podem procurar a origem do sentimento
mas a origem de tudo, somos nós mesmos
Há uma lucidez nos loucos que me intriga.
Quanto mais vivo, mais percebo que família não tem a ver com sangue
tem a ver com o coração
Quanto mais vivo, mais percebo que sobrenome igual é algo corrente,
mas o sobrenome igual do coração é surpreendente
Quanto mais vivo, mais percebo que genética é só aparência
o que vale é a junção moral-espiritual, isso é ciência
Quanto mais vivo, mais percebo que descendência é história
mas o que importa é a união do conjunto das ideias
Pois o sangue se vai
o sobrenome altera
mas o coração, o espirito, e a ideias
essas, são eternas.
Ainda me lembro da primeira vez que te vi. Dá primeira vez que ouvi sua voz.
Do seu primeiro sorriso, do seu olhar tímido.
E ainda posso sentir seu abraço aconchegante e protetor, e por fim sinto quando pensas em mim.
A seca e o Nordestino
Ah! que saudade eu tenho
Do meu sertão quando chovia
Que enchia nossos rios
De uma noite para o dia
A fartura em nossas casas
Nesse tempo existia
Não faltava em nossos lares
Milho, arroz e feijão
Produzíamos ainda mais
O ouro branco do sertão
Ah!que saudade sentimos
Das safras de algodão
Por falta de sorte
Ou por desgraça talvez
Os nossos rios secaram
Todos de uma só vez
Nunca vi coisa igual
Nem tão grande estupidez
As nossas culturas morreram
Ou já não produzem mais
Já está faltando água
Até para os animais
Crianças choram com fome
A miséria é demais
O sol que nos castiga
Inclemente e brasador
Que queima a nossa pele
Que causa tanto calor
Mas não queima a esperança
Não mata nossa fé
No Cristo, o Salvador
Não queima do Nordestino
Sua honra, seu valor
Não vai destruir
Força, Esperança e Amor.
Poetisa precoce
Quinze anos, eu invejo
a tua precocidade
que seja por toda a vida
cheia de felicidade
pautada sobre a virtude
conhecida como verdade
Que tenhas como suporte
o dom da sabedoria
como a tua protetora
a Santa Virgem Maria
sendo homenageada
pela tua poesia
Que a tua poesia
seja a arte que encanta
seja a fonte a sussurrar
como a prece de uma Santa
a mãe que o seu bebê
nos seus braços acalenta.
Tudo vale a pena
se a dor não for pequena,
se o vício que envenena
e a alma aliena,
o corpo e a mente alimenta.
De quando as tardes eram domingos
O fim de tarde traz os versos de mais um adeus,
até que chegue a hora do último.
Mas,
isto não é o início do fim,
Mas,
o fim de um novo começo,
pois para que ter a tola ideia
de que um dia tudo acaba,
se esse pensamento é tão ruim?
Os caminhos cruzaram
nossas histórias e,
cada vida,
um livro que se escreve
com as lembranças
e a memória,
se encheu de mais palavras
e o horizonte se alargou.
Experiências.
As conversas demoradas,
acompanhadas d'um
bom café quente.
Frases mal elaboradas
que o riso descontraído
o trabalho alegrou.
E viva a vida.
E viva o dia.
Pois ainda que
chegue a hora
do adeus
nunca é tarde
para um novo começo.
E no embalo
destes versos
enfim,
por mim,
eu me despeço.
Criticidade
Aos tolos e iletrados
Falsos leitores de poesias
Julgam-se interpretes inatos
Na sua horrenda analogia.
As artes nascem de esforços hercúleos
Da solidão à perseverança
Engaiolada num verão de janeiro
Desabrocha a criação.
Muitas vezes vivo o que escrevo
Momentos que trago à clausura
Outras vezes do nada sai o pensamento
São palavras que se amoldam com formosura.
Os asnáticos nunca saberão
O que escrevo é somente à minha interpretação
O que eles leem...
Não é mais a minha poesia.
Dias de chuva
O brilho dum céu
azul celeste
traz a prece
da redenção.
Uma garoa fina
lava a grama
e faz do verde
a lama que
quer pedir
perdão.
Cada gota
de chuva
cai como
confissão
e pesa
culpa sobre
a minha
cabeça.
Rezo,
portanto,
pela expiação
das minhas
falhas e que
minhas faltas
não sejam
a prova exposta
daquilo que
nem sei.
Não importa que as palavras se escondem quando estamos perto.
Os seus olhos dizem muito mais que simples palavras jogadas ao vento!
Desejo que a Páscoa seja o acontecimento que marque o
Renascimento dos teus maiores e melhores sentimentos!
Guria da Poesia Gaúcha
Mas de corpo eu lhe digo
Eu Já vivi antes, a alma que habitas em mim
É do tempo do Egito quando eu tinha
120 anos.
Amigos guardem estas palavras que hoje eu lhes digo,
Abracem teus filhos
Abracem suas mães.
Deixem o ódio de lado, e plantem um novo amor em vocês.
Quando se morre nada aqui se leva e tudo volta ao pó
Dó que adiantará todas as mágoas?
Caixão não aceita perdão, a terra te suga
Lágrimas não trás ninguém de volta .
E se não fosse a poesia e os livros
O que seria dos homens bons
Da onde sairia o cavalheirismo
Quando ajoelharem
Pra beijarem vossas mãos ?
Tu escreveste tão bem que partiste meu coração,
Não é uma canção mas um verso,
Um verso que chama o universo
Pra mim tudo é poesia
Os teus versos teu desenho
É amor é melancolia
