Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Em uma noite qualquer sonhei que eu estava em um canto escuro chorando, queria uma luz, alguma inspiração para arte ou poesia, então vi um vulto, era uma mulher. Algo nela me fez sentir vergonha da situação em que eu estava. Levantei, enxuguei minhas lágrimas, e assim que ela se aproximou enxerguei lindos olhos castanhos que me sugaram para dentro, e então vi cores, que representavam, alegria e tristeza, coragem e medo, o tempo parou por um segundo, senti meu coração parar de bater e me acordei com vontade de escrever, algo que atraia aqueles olhos para minha realidade.
Eu queria escrever algo bonito para alguém especial, mas não sou experiente o bastante com as palavras a ponto de escrever algo que toque em algum coração, talvez eu nem seja digno de tocar em um. Pois às vezes minha mente age por conta própria fazendo as palavras viajarem em minha cabeça me causando uma cinesia cerebral que faz eu me sentir nauseabundo por não controlá-las, separá-las e torná-las algo bonito de se ler. O jeito é arrancá-las de minha mente lançando-as para fora em uma batalha mental brutal, para que elas não me dominem a ponto de me enlouquecer. E talvez um dia quem sabe eu as domine e as tornem legíveis, fazendo assim que eu toque no coração de alguém especial.
O banho que estou dando só se for de língua afiada. Porque hoje estou muito a fim de te deixar nadando na saliva de uma lábia apaixonada.
A prova de que passei por esta Terra não será deixada em papéis ou nas calçadas da fama, mas sim nos corações daqueles que permanecerem aqui por mais tempo
O amor que tantos querem explicar, alguns tentam entender, eu desejo encontrar. Poetas citaram-no, outros o usaram para se divertir, mas poucos foram os que puderam sentí-lo. Tão nobre, divino, eu ainda o carrego, só que nada é tão perfeito até o amor é cego
Se o tempo sem ti for o que me resta de vida, que me levem o último suspiro. Pois estar com você é o único motivo pelo qual respiro.
