Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Há aqueles que não conseguem enxergar "pessoa" na multidão, exceto se houver alguns dos seus parentes.
Há algo a ser dito, feche os olhos e sinta. A coerência em saber que um gesto vale mais que mil palavras a fará compreender.
A vantagem de um cadeirante que não pode assumir a sua vontade própria é que não corre o risco de fazer o que não agrada ao Senhor!
Muitos observam em silêncio a queda do ousado. Sabem que há um precipício logo à frente, mas calam-se. Quando cai o ousado eles fingem sentir dó, mas somente enquanto relatam sua queda. Há novos ousados para espiar.
Haverá um tempo em sua Missão que você Evangelizará sozinho e aqueles que te acompanharam irão embora, só Deus estará no barco com você!
Quando somos apartados dos momentos silentes e solitários, nos tornamos incapazes de sermos gente e, consequentemente, desaprendemos rapidamente o significado real do vocábulo "próximo" quando ele é evocado e, principalmente, quando ele está diante de nós.
Em meio à multidão isso não é possível; ela nos devora e dissolve nossa alma. A agitação e os ruídos incessantes nos impedem de ouvir o outro e de nos reconhecermos nele, tornando toda e qualquer possibilidade de diálogo uma quimera, terminando por nos distanciar de Deus e, consequentemente, acaba por nos separar de nós mesmos.
A fronteira que separa a sátira do ataque vil é mui estreita. Estreita pra burro. E os palanques desta delicada cerca estão firmados entre o coração de quem as escreve e na alma daquele que as lê.
Falar mal de outrem, simplesmente porque temos ódio do caipora, não nos torna um herói. Apenas faz de nós um palhaço, sem graça ou maquiagem.
A chacota apenas tem vida quando é feita sem ódio no coração. Quando ela é feita simplesmente por despeito, aí não tem graça não. É apenas um troço pra lá de feio.
Adoro uma boa troça. Não apenas isso. Acredito, sinceramente, que a vida tornar-se-ia uma bosta se o enxovalho e a sátira fossem banidos de nossa vida.
Os amigos permanecem, pouco importando como está o tempo e a maré. Amigos brigam um com o outro, tretam entre si, dão um tempo até, mas, ao final, se perdoam e se ajudam, porque se amam. Agora, uma coisa é certa: traíras são incapazes de compreender e viver isso porque não sabem amar. E o pior é que as pessoas descobrem essa dura verdade quando já é tarde demais e das piores formas possíveis.
Vejam só: a galerinha limpinha da grande mídia está aprendendo a falar palavrões por causa do Olavo. Mais um pouco, quem sabe, essa gente chique e diplomada aprende a ser sincera e a falar com o coração na mão com o professor Olavo.
Quanto uma pessoa diz que “sempre pensou isso ou aquilo”, tenha certeza de duas coisas: ela não sabe o que diz e muito menos o que está [supostamente] fazendo.
