Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
"Eu te entreguei o meu melhor porque você merece o mundo, mas entendo que, agora, o que você mais precisa é de espaço. Vou respeitar o seu tempo com a mesma intensidade com que dediquei o meu amor, pois amar também é saber soltar a mão para que o outro se encontre."
"Não me guie pelo comum; leve-me onde a música é alta e a alma é livre. Quero a estrada menos percorrida e o som de um clássico que nunca morre. Perca-se comigo no solo de uma guitarra e se encontre no pulsar do nosso coração."
"Ele não é um amador; é um macaco muito bem adestrado — e muito bem pago — para dançar conforme a música."
"Quanto mais conscientes de nós mesmos nos tornamos, menos dependemos da aprovação de quem nada nos acrescenta."
O primeiro passo para a nossa reconstrução é conscientizar-nos de que ninguém caminha sozinho. A vitória exige partilha; e quando vencemos ao lado de um amigo ou de um irmão, o triunfo se torna sagrado. Diante do caos, o nosso maior escudo é a serenidade. É preciso pausar, respirar fundo, decifrar os fatos e silenciar para refletir. Afinal, a falibilidade é intrínseca ao ser humano, e nem todo fardo que carregamos nasce de uma culpa nossa ou alheia. Há uma realidade espiritual que nos cerca e, com frequência, são as nossas próprias concessões invisíveis que dão legalidade àquilo que nos afeta.
"Dizem que quando o suor está saindo do corpo é porque a preguiça está indo embora... Mas tem gente com tanta preguiça que nem o suor consegue fazer ela se mover!"
"Existo entre dois mundos: o exterior, onde finjo a calmaria enquanto o ar me falta, e o abismo interior, um refúgio de brancura estéril onde me escondo de tudo, inclusive de mim."
"Quando o peso das memórias e o caos do mundo aceleram o meu peito, eu me encolho para dentro da minha própria cabeça -- flutuando como nuvem no vazio claro, onde o meu terror se cala para que ninguém o veja."
"Nas tempestades em que o ar me falta e a mente transborda, eu me torno um fantasma no meu próprio santuário branco: um lugar onde o vazio é o único abraço que não me sufoca."
"Não ignore certas coisas que você acha insignificantes, pois os pequenos detalhes podem ferrar com você."
Para uns, fazer o bem é a âncora que dá sentido à vida; para outros, fazer o mal é o próprio combustível da existência.
Elevar o patriarcado à chave-mestra de toda a brutalidade humana é substituir a complexidade do mal por um monismo redutor — uma simplificação que, ao pretender explicar a violência, acaba por aprofundar a guerra dos sexos.
Quanto maior a proximidade entre quem elogia e quem é elogiado, maior a possibilidade de condescendência.
