Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Olhe vê aquele pássaro ao longe plainando, plaina mas não por estar cansado de bater as asas, mas sim para contemplar tudo aquilo que esta aos seus pés...
A noite é linda e a lua com as estrelas brilham, no escuro onde a lua e as estrelas não podem alcançar, alguém rouba....rouba um beijo e um desejo.
No calor eu imploro ao inverno, no inverno desejo o calor... Somos assim, nunca estaremos satisfeitos a tudo que esta a nossa volta ou a que desejamos....
E enquanto isso, o tempo passa... Me perco nos dias, me perco nas horas, o tempo escorre em minhas mãos, e nem vejo, sinto me cansado da multidão, sinto me cansado da solidão
Quando você fecha os olhos, você pode preferir não ver nada, ou você pode olhar para o que você deseja, abrir e lutar por aquilo, mas jamais olhar para atrás, apenas ver o que conquistou!
Os animais vão ter você pra vida toda, mas você só vai ter eles por uma parte da sua vida... Pensando por este lado é tão triste...
Você nunca sabe quando é a última vez, talvez eu tenha feito algo cruel. Ou talvez só tenho observado acontecer
Se tem uma coisa que eu faço é dar conselhos, o problema é que eu não os sigo, na real, quando te escrevo e digo todas essas coisas bonitas, eu só falo por falar, eu não sou forte, e eu talvez não seja capaz. Eu só escrevo, eu não faço...
A última perda me brutalizou. Parte da minha humanidade foi roubada. Sempre fui tão profundamente sentimental que me desafazia por nada. mas agora o fluxo segue seu caminho. É claro que eu me importo com os mais próximos, mas acho difícil demonstrar. Há uma parede na frente, eu sempre quis ser tão forte de modo que nada seria capaz de me abalar, o problema é que eu não consigo.
É horrível aquele sentimento de que algo precisa ser feito para mudar as coisas e ao mesmo tempo não saber o que fazer para que elas mudem
