Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Só comecei a compreender quem realmente sou, após ter parado para contabilizar as turbulências de que fui acometido e cometi na minha vida.
Uns gostam de mim com sal, outros com açúcar, a maioria prefere simples, ao natural, tal como sou, sem corantes, conservantes e outros colantes.
Nunca aproves nem reproves aquilo que escrevo, sem primeiro estudares ou tentares, pelo menos, adivinhar a razão do espírito que eu senti no momento em que escrevi.
Depois que eu comecei a assumir a vertente do pensamento, da meditação feita reflexão, o globo terrestre de muita gente passou a girar ao contrário.
Enquanto o cerne da génese do ser humano não for cientificamente modificado, jamais deixará de existir o erro, a devassidão e o crime, à face da Terra.
Nunca são os governos, os presidentes, os ministros e outros mandões que ditam leis no seu próprio país, mas sim os poderosos grupos económicos instituídos, dos quais, os tais, são subservientes bajuladores.
Quando a alma que nunca vimos, se torna objeto na nossa mente, é porque a sentimos e lutamos com ela de frente.
