Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
A vida pode tirar muito de nós, mas enquanto os verdadeiros amigos permanecem vivos ao nosso lado, já temos o maior dos presentes.
Nada ameaça mais a democracia do que um juiz que esquece que sua caneta serve à lei, e não ao próprio ego.
Quem vive de fraudes patrimoniais constrói castelos de areia sobre um terreno minado pela verdade jurídica. O bom advogado não ataca o castelo — ele desarma a mina, rastreia a areia e vira o vento.
Onde houver fumaça de fraude, há bens escondidos. A chave está em rastrear o uso real do bem, as relações pessoais do devedor e a ausência de lógica econômica nas operações.
O que está destinado a nós não tem precisa de pressa para acontecer, pois tudo já esta preparado na medida e no tempo certo.
Vida: um pesadelo terrível, efêmero, amargo, onde nada é real, dele só acordamos quando o beijo da Morte nos desperta, maternal e gentil.
A borboleta não lamenta o fim da lagarta — ela entende que para voar é preciso deixar a antiga pele no chão da história.
Liberdade já foi rua - palco da vida, e dos quintais de frutas maduras - a festa da meninada. Foi um tempo em que a vida não cabia nos limites que os pais queriam - mas todos os excessos encontravam a coerência que a vida exigia e queria!
O perdão deve preceder a oração: PERDOE. Não perdoar, guardar, mágoas, ressentimentos, é dar um recado para Deus: "temos justiça em nós mesmos e portando podemos cobrar justiça dos outros" - um recado errado e contrario a sua vontade.
