Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
"E a pergunta que se coloca é a seguinte: você aceita compreender o que está se passando na sua vida? E em que medida você vai agüentar? Oitenta por cento dos filósofos a quem você fizesse essa pergunta correriam de medo, porque há certas coisas que são terríveis de entender, sobretudo as conseqüências do que cada um fez na vida."
As pessoas são tão competentes sendo "juízes da vida alheia" que acabam esquecendo de ter o mesmo rigor com a vida delas mesmas.
“ A medida do meu universo sou eu que determino”. Somente eu posso mudar minha realidade, pois o meu universo que o cria sou eu.
O luar criou um vale de sombras insufladas pela imaginação, no qual se movia o que assombrava a mente.
Atribuir fracassos a um objeto é confortador. Você nunca se libertará dessa amarra enquanto mantiver esse jogo.
O defeito da realidade é sempre se meter em tudo sem se dar conta de que sua presença é indesejável.
Se tu tentar contestar algo que julga ser seu por direito, dificilmente conseguirá sem o uso da força, e quando usamos ela somos terríveis impiedosos e sem condições para se ter por perto. Me pergunto se tem algo a se fazer em relação à isso, pois se não tem então somos fadados ao poder dialético.
A vida é um jogo projetado com intenção de fazê-lo perder, para testar sua real capacidade e determinação de ganhá-lo.
Quanto mais tempo fico nos Estados Unidos, mais nítida se torna, aos meus olhos, uma diferença crucial entre o Brasil de hoje e as nações civilizadas: é a completa ausência, no nosso país, de qualquer debate científico ou filosófico, pelo menos audível em público, ou mesmo de qualquer consciência, entre as classes alfabetizadas, de que esses debates existem em algum lugar do planeta.
