Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
A mediocridade é rapidamente contagiante, se tão somente não for combatida eficazmente. Todos nós temos hábitos desagradáveis...
Forçosamente se coloca um exemplar das minorias incoerentemente em nome da igualdade de gênero. A moda escraviza os seres.
Navegar contra os ventos preciso é, porque se esperar por bons ventos, nunca chegará ao lugar proposto em tempo, se chegar.
Quem muita justiça faz, por ela será condenado. O que é acima de qualquer suspeita, deixa indícios condenatórios. O juízo é já.
A consequência do primeiro erro é a certeza do não continuar, como do nada se ganha num jogo, mas se insistir, perderá tudo, e mais... É o valor da tentativa contra a permissão do insistir. É para doer menos a frustração por errar do que a vergonha por não tenta. O irônico é que nunca se saberá o certo sem medir as consequências. Sempre precisamos repetir o erro para confirmá-lo.
Sou um cronista desvairado, criticando milagres simples, acobertando santos vulgares. Carapuças minúsculas que só servem em cabeças pequenas.
O ruim por si só se destrói, mas não antes da reivindicação do bem em desequilíbrio. No fim último, estabelece-se a harmonia, quando o pêndulo parar. Excessos são ruins.
De nada adianta ter uma pessoa ao seu lado para apoiá-lo ou atrás para respaldá-lo ou à sua frente para defendê-lo, se você não conta com seu próprio apoio.
Para o deprimido, o ‘sim’ representa uma luz no fim do túnel. O ‘não’ , um eco interminável na escuridão.
Nascemos em prisões. Não escolhemos as celas e, mesmo quando tentamos escapar, somos caçados até a morte.
O Brasil foi meticulosamente planejado pelo capeta para que aí todas as vidas deem errado, exceto as que não merecem dar certo.
