Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Saudade da mais bela flor
A cada pétala que cai , será um belo amor que se vai.
A cada rosa à secar verá meu coração à chorar
A cada outono,Primavera,verão e os mais frios invernos . Não trará você de volta meu grande amor .
Mais quem diria que ao olhar as flores brotar
Me lembraria de você à cantar no mais belo nascer da Primavera com sua voz suave aquela bela canção , que por mais estranho que pareça .
Você cantava sobre a beleza da Primavera e como lindo estava seu jardim .
E com uma frase que marcaria minha mente .
"Aparece as flores no Jardim e o tempo de cantar chega."
Então me lembro de sorrir .
E sei que passarei o inverno ,verão,outono e o dia que chegar a Primavera eu com muito amor no coração cantarei aquela linda canção .
Pois eu sei bela flor Joana que te amarei de verão a verão.
Saudade da Minha Terra
Saudade sua é mato que não raleia… lembranças que não saem, centelhas que incendeia. — Me ponho a lembrar de tudo… do entardecer, do cantar do galo no amanhecer; das batidas da cancela no mourão, do som do chocalho e do mugido do gado na pastagem ou deitado a remoer. Saudade do luar do sertão, que à terra toda prateia, de um passado distante que o pensamento campeia... Meus pés ganharam o caminho, ao frescor da memória a impactar o meu sentir… Ruas, estradas, trilhos, atalhos, encruzilhadas… dão-me a esperança de seguir. A poeira que, converteu a cor dos meus calçados, num pó esbranquiçado (pelos passos do passado) é a prova do quanto andei.
Onde vivo
Vivo numa casa, rua, cidade e pais,
Mas logo mudarei pelo tédio que há ali á
a chance de prosseguir ali não há
Liberdade sem saber, é necessário procurar
Eu preciso me desvincular
Dessa forma de me enxergar
Entre esse abismo de desinteresse
Por esse lugar
Encontrar, procurar me perder sem me
Achar, acredito que em algum lugar
Longe ou perto do mar na tranquilidade
Vou me refugiar
Ainda mais eu que tenho crise social
Não gosto de lugares grandes, barulhentos e com muitas pessoas
Me sinto perdida
Meus olhos não sabem no que focar e acabam ficando cansados de tanto procurar
Meus ouvidos não sabem em que som se concentrar
E derepente fica difícil de respirar
Pegue suas lembranças boas
Enterre no seu coração,
pois só lá que vão continuar existindo.
Sua vaidade não tinha limites,
você vivia em seu mundinho imaginário.
Vivendo de falsas alegrias,
vivendo longe de todos,
vivendo falsos momentos.
Assim mato minhas ilusões
e volto a sorrir para um mundo verdadeiro,
onde homens matam homens para provar que são mais fortes.
Um mundo em que seus próprios habitantes o destruíram por causa de sua ganancia e totalitarismo.
Minha missão é protege-la de tudo
proteger até de si mesma.
Não posso falhar,
os humanos falham muito eu também,
mas com ela não vou falhar.
Confusas minhas que só os loucos entendem,
minhas essas loucas palavras.
Palavras as vezes que poucos loucos entendem.
''Vivo feliz neste mundo infeliz''.
Ironia da vida falar está frase entre aspas.
“E quando me dei conta,
Estava ali parado, inquieto, calmo e turbulento...
Era só de um abraço apertado que eu precisava, ou só queria.
Era só algumas palavras que eu queria, ou precisava ouvir.
Eram tantas coisas que eu só fiquei ali, parado, calmo e turbulento!”
Rótulos são muito importantes...
Para identificar produtos, fornecer informações relevantes a consumidores e órgãos reguladores.
Mas pessoas não são produtos!
Cada vez mais as pessoas estão rotulando umas às outras e até a si mesmas.
Rotular uma pessoa é deixar de reconhecer a complexidade do ser humano, ignorar a individualidade e desrespeitar a diversidade da raça humana.
Lembre-se! Cada pessoa é um ser singular, possui digitais e código DNA únicos.
Um ser humano passa por três fases nitidamente marcantes da vida, na infância a fase dos porquês, na juventude a fase das certezas absolutas e na vida adulta quando reconhece enfim que nada sabe e prossegue em busca do autoconhecimento e da reforma íntima para alcançar a paz espiritual.
Creio que assim será com a humanidade de maneira coletiva, passando por estas três fases chegaremos ao ápice onde teremos uma civilização que buscará conhecer-se a si mesma em busca da paz universal.
Quem é mais forte? O campeão do Iron Man, o campeão mundial de halterofilismo, a mãe que carrega seus filhos na seca da caatinga, ou o pai viúvo que sozinho educa seus filhos na selva de pedras da cidade grande? Sabe-se que uma formiga é capaz de carregar cem vezes o seu peso. Então quem é o mais forte?
Nada é absoluto e tudo é relativo. Portanto não podemos jamais, sem conhecer todo um contexto afirmar que um pessoa é fraca porque tomba, já que não temos a ideia real do peso que ela carrega. O que aos olhos de um pode não ser nada, para outra pessoa pode ser uma dor quase que insuportável.
Vou pedir um café para um.
Apreciá-lo vagarosamente
no tempo de aproveitar sua temperatura. Pela janela, olhar para o nada. Pois isso me traz de volta tudo.
Tudo que vivi, tudo que senti, tudo que entreguei e recebi, dos amores, da vida.
E enfim, sorrir em gratidão
Somos todos Achiles.
Heróis de nossas batalhas pessoais.
Aclamados e também objetos de cupidez, laureados muitas vezes. Mas não devemos nos enganar.
Por mais rebelde, sempre haverá o momento de nos entregarmos à docilidade, pois não há alma, que não a deseje em seu íntimo.
E o Universo,
em Sua Sabedoria Suprema
conhecendo nosso espírito
e nossas fraquezas
criou a Música
para nos fortalecer
e manter viva
a chama que existe em nós
Somos navegantes.
Planejamos a viagem,
traçamos as rotas,
prepararamos a embarcação.
Mas quem de fato determinará
a que destino chegaremos
são o mar, o tempo e o vento.
Estes sempre parecem saber ler melhor nossos corações que nós próprios.
O Universo é regido por uma Lei Suprema.
Não há apelação, chicanas ou subterfúgios.
É A Lei.
Pode chamá-La como quiser.
Até ignorá-La.
Mas viverá sob Ela.
Não importa afirmar conhecê-La, proclamá-La.
Ela não necessita de ti, mas tu dependes Dela.
Será sábio quem apenas vivê-La.
Alguém de boa índole não precisará de motivos para praticar o bem,
tal qual aquele de má índole sempre encontrará um motivo para a prática do mal.
Tempo
Contamos o tempo.
Mas com o tempo... podemos contar?
E o que podemos contar ao tempo,
do que vivemos...
e não deixamos o tempo nos roubar?
No passado me deixava livre.
correr, brincar, sorrir, sonhar...
Depois passou a ser mais exigente,
já não me deixava tão assim, livre mente...
Aos poucos cada vez mais eu era refém,
de suas mudanças, tão apressada mente,
É o Tempo, que outrora era liberdade,
e hoje é corrente.
