Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Mulheres sempre conseguem o que querem, fazem bico, batem o pé, colocam a mão na cintura… Levam um cara pra onde desejam, seja pro céu ou pro inferno… Eu sei bem disso.
Se ando com você é porque não consigo ficar longe de ti, de brigar contigo, de olhar seus olhos, mesmo que nem sempre estes estejam voltados para os meus... Se converso com você é porque não consigo parar de ouvir sua voz, de sentir a brisa de suas palavras... Se sonho é para tentar ter você neles... Se penso é para tentar lembrar-me da tua imagem, mesmo que distorcida. Se durmo é porque suponho que no dia seguinte eu levantarei e te terei junto a mim.
A distância machuca por impedir o abraço insubstituível, os momentos mais marcantes e os olhares mais apaixonantes.
"Reencontros são como o destino inevitável, impossível de ser impedido, se esperamos reencontrar alguém um dia cedo ou tarde vai acontecer independente da situação"
Busque sempre a autenticidade, para poder discernir a manipulação feita pelas pessoas ao seu redor e assim poder fazer suas próprias escolhas.
sabe o que você faz com o seu amor? engole ele, me falaram que coisas ruins é melhor deixar dentro do lixo.
Não se concentre em suas fraquezas, para que não o detenham e não o impeçam de se esforçar em melhorar.
Se você se acha no direito de julgar alquém, lembre-se que você estará interropendo o seu direito de ser inocente.
Lá está ele, em uma casa solitária, com luzes acesas. Na estante, fotografias antigas, pessoas importantes, momentos que o fazem lembrar do que passou e se perguntando onde estão aquelas pessoas. Não há ninguém ao seu lado, com exceção de seu fiel animal que o olhava, deitado naquele chão, ele sempre ficava naquele canto da sala quando chegavam, ficava lá até o cair da noite, o qual acontecia minutos depois da chegada deles. Não vejo ninguém ir lá há tempos. Não consigo ver com nitidez o que ele está fazendo por conta da janela embaçada, devido aos pingos de chuva, a tarde estava escura, diferente de seus cabelos. Mas parece que estava sentado, na velha poltrona, de olhos fechados, com seu amigo, o qual recebia carinho. Com a outra mão segurava aquele retrato, como sempre fizera. Depois de alguns instantes, um barulho, seguido de um latido, semelhante a um uivo. -Finalmente as luzes foram apagadas. -
