Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Ela se virou
e o olhar, bordado de poesia antiga,
tocou as teias do passado
com a delicadeza de quem ainda sente.
Pelas narinas da saudade
respirou a poeira e as teias de aranha
dos dias longínquos
e cada partícula era um verso
à espera de nome e escrita.
O tempo, esse artesão invisível,
pousou-lhe as mãos no peito
e ali, entre cicatriz e luz,
a dor aprendeu a florir em palavra.
✍©️@MiriamDaCosta
Há pessoas
que fazem tudo o que podem
para serem ridículas,
enquanto outras são ridículas
sem o menor esforço.
✍©️@MiriamDaCosta
Encontrar o sentido da existência
é como encontrar
uma pérola rara e preciosa
dentro da concha do viver.
✍©️@MiriamDaCosta
Entre um extremo e outro…
De 40° ☀️🥵 a 22° 🌧🥶
(🌡marcando agora no meu celular📱 )
o corpo aprende a dialogar com o clima,
a pele negocia com o excesso
e a alma busca um ponto habitável.
Há dias em que o sol queima por dentro,
incendeia pensamentos,
derrete certezas.
Noutros, o friozinho assenta,
organiza o silêncio,
e a chuva constante
pede recolhimento.
Entre um calor
que exige resistência
e um frio
que convida à introspecção,
eu existo e resisto,
humana,
oscilante entre extremos
e aprendendo que o equilíbrio
não mora nos extremos,
mas nesse intervalo instável
onde a vida respira,
o pensamento repousa,
o coração aquieta
e a alma transborda versos
entre o banho de suor
e as gotas de chuva...
✍©️@MiriamDaCosta
Um conto conta o conto
descontado de outros
contos contáveis.
Na contagem dos contos,
subtrai-se o supérfluo
no resumo
do que realmente conta.
✍©️@MiriamDaCosta
Ciência cuida
e a vacina salva.
Negacionismo adoece
e a desinformação mata.
Entre bebês e crianças,
a ciência estende os braços.
A vacina protege o futuro.
O negacionismo,
cego de arrogância,
assina sentenças de morte.
Bebês e crianças,
corpos frágeis
confiados à ciência.
Vacina salva vidas.
Negacionismo mata
e chama isso de opinião.
✍©️@MiriamDaCosta
O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.
O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.
O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.
Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”
✍©️@MiriamDaCosta
A Bíblia é como uma espada forjada pelo próprio Deus, feita de um material indestrutível, a verdade eterna.
Mesmo que receba golpes, críticas ou tentativas de distorção, não se quebra, porque sua essência não é humana, mas divina.
Quem a empunha, encontra força, defesa e clareza em meio às batalhas da vida.
A verdadeira felicidade chega com a maturidade.
A partir de certa idade chega a maturidade e, começamos a entender que não é mais a euforia da felicidade que se busca, mas a paz.
E talvez essa seja, na verdade, a forma mais profunda e duradoura de ser feliz.
Já não se quer mais amores intensos que machucam, amizades que cobram demais, nem conquistas que custam a alma.
A prioridade muda.
Queremos silêncio que acolhe, presença que acalma, rotinas que confortam.
A paz vira o bem mais precioso, e tudo o que ameaça isso simplesmente deixa de valer a pena.
Não é desistência da felicidade, é maturidade.
É perceber que o brilho do momento não compensa o peso que deixa depois.
Quando a paz chega, ela cura, organiza e dá sentido.
E é aí que você entende que a verdadeira felicidade não está no que brilha lá fora, mas no que permanece tranquilo aqui dentro.
Ser pobre não impede o amor.
Quem acolhe um animal só precisa de humanidade.
Status não aquece, não cuida, não ama.
✨O Brilho que não se Rouba✨
Ela quis o seu sorriso, sem saber o que ele custa,
Buscou no espelho a forma, mas encontrou a alma injusta.
Cobiçou o fio do cabelo, o tecido da vestimenta,
Mas a paz que em ti transborda, nela apenas vira tormenta.
Agrediu por impotência, pois no fundo ela sentia:
Não se compra o amor de casa, nem se herda a alegria.
Quis a posse, quis o luxo, ser rainha em pedestal,
Esqueceu que a luz do peito é o que vence qualquer mal.
Ela ostenta o que é de fora, mas habita o deserto,
Invejando o teu abraço e o teu destino tão certo.
Enquanto ela grita e fere, em sua pobre imaturidade,
Tu segues sendo riqueza... ela, apenas vaidade.
Elfo Maia
Quem tenta apagar o brilho do outro acaba no escuro. Você não perdeu o chão, você ganhou o horizonte. A cura é um processo lento, mas é o único caminho que garante que o seu próximo destino seja feito de luz, e não de sombras do passado
Elfo_Maia
Ela é uma força da natureza em pequena estatura, uma mente perspicaz e autodidata que nunca cansa de florescer através do estudo. Embora o mundo tente diminuí-la para evitar a concorrência com sua luz, e muitos confundam sua doçura com fragilidade, ela finalmente compreendeu sua própria preciosidade.
Entre o coração genuíno e a determinação de aço, ela aprendeu a blindar-se contra julgamentos; hoje, ela não busca aprovação, busca o seu próprio bem. Quem vê o frasco não imagina a imensidão do conteúdo: uma mulher que aprendeu a ler a vida de forma diferente e que, ao olhar para trás, reconhece que sua trajetória é a prova viva de um potencial que ninguém, além dela mesma, tem o direito de medir
💛O Dono do Meu Silêncio💛
Eu te escrevo antes mesmo de te ver,
Pois te sinto nas entrelinhas do que sou.
Meu fogo de Áries aprende a te esperar,
Enquanto o tempo, em segredo, nos desenha.
Tu és o chão firme onde minha rima descansa,
O olhar de terra que entende a minha pressa.
Meigo no toque, mas firme no passo,
Teimoso o suficiente para nunca desistir de nós.
Eu sei que amas o que é eterno e clássico,
O que é feito à mão, com calma e com alma.
Por isso, guardo minhas estrofes no peito,
Como quem guarda um segredo em mármore.
Vênus está tecendo o fio que nos une,
Sem pressa, com a paciência de quem cria arte.
Não te busco no ruído, te encontro no destino,
E quando o mestre Tempo finalmente permitir,
Minha poesia deixará o papel...
Para morar no teu abraço.
Amanda Tamiris da Maia:
Não busco superioridade, mas percebo a fragilidade moral ao meu redor. Não sinto piedade; o que há é o impacto profundo de observar o vazio espiritual de quem escolheu a omissão do amor e da compaixão por mim. Minha nobreza reside na minha capacidade de sentir, mantendo a mente límpida e uma consciência que não se abala pela mediocridade alheia
Taciturnidade
Zetalhões de poesias a disposição.
Quanta literatura
Livre para ler.
Tanta manifestação
De falsas virtudes.
Tenho saudade dos filmes mudos
Estes sim, diziam muito.
Criticidade
Aos tolos e iletrados
Falsos leitores de poesias
Julgam-se interpretes inatos
Na sua horrenda analogia.
As artes nascem de esforços hercúleos
Da solidão à perseverança
Engaiolada num verão de janeiro
Desabrocha a criação.
Muitas vezes vivo o que escrevo
Momentos que trago à clausura
Outras vezes do nada sai o pensamento
São palavras que se amoldam com formosura.
Os asnáticos nunca saberão
O que escrevo é somente à minha interpretação
O que eles leem...
Não é mais a minha poesia.
Sem analogia de almas
Sou puro sentimento, sou mulher,
É na constância sentimental que alimento a minha alma,
Os céticos que a lê, dizem que em mim não existe.
Digo com solidez que a vida não é arbitrária,
Tenho como princípio o antagonismo,
Para alimentar o meu sentimento, ajo com a razão.
Sou uma imperfeição de pessoa
Tenho como causa primária às exceções
Profano as regras capazes de eliminar a minha abstração.
Quem comigo conjumina, leva-me a uma triste impressão,
De tirar-me o privilégio do desvio, do habitual.
Quem clarividência minha alma, elimina a minha consciência sutil.
Não aceito esse dogmatismo que dissimula a minha regalia
Sou uma semideusa, assim, onipotente,
Tenho uma alma conceitual sem similitude.
