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Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

Cerca de 151807 frases e pensamentos: Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

Enquanto Houver Motivos

Enquanto houver motivos
Eu vou te amar;
Enquanto o meu sorriso
Tiver motivos
Eu vou sorrir;
Enquanto meus olhos
Tiverem motivos
Eu vou te olhar.
***
Enquanto a porta
Da sua morada
Tiver aberta
Eu vou entrar;
Enquanto houver sonhos
Em mim
Eu vou te sonhar;
Enquanto o tempo
Não se importar
Eu vou te esperar!

É melhor ficar de boca fechada, se as suas palavras são destrutivas, principalmente quando as pessoas que está recebendo essas palavras, estão fragilizadas por algum motivo, ou são pessoas passando por sérios problemas de saúde. O silêncio neste caso é a melhor ação.
Se for para abrir a boca, que seja para edificar, e aliviar, e nunca para destruir e nem para lançar desespero e desesperança nas pessoas.

Eles dizem :
- Nossaaa! Como você escreve bem da onde vem tanta coisa se você não gosta de ler,
Eu simplesmente respondi
- vem do meu coração
Afinal o ser humano tem falado tantas coisas sem ter entendimento algum, porque não pode eu escrever sem gostar de ler?

Você acha que eu não sei quando falas diferente comigo?
- Logo eu que leio narrando querido?.

O sol é casado com a lua
Mas não podem se tocar
Toda noite o mar e a lua
Se encontram para se amar
Seja isso um triângulo amoroso?

Era uma rosa branca
Pintei-me de vermelha
Queria ser tão bela quanto ela
vestida na cor do amor.

Antes era rosa branca bonita
Depois rosa branca sem brilho
Agora vermelha querendo ser bela
No final sempre serei quem sou.

Fiz o que pude para ser quem não sou
Quando percebi que não era quem queria
Nunca serei rosa vermelha mesmo rubra
Minhas pétalas por dentro são neve.

Não posso voltar a ser quem era
Nem sei mais quem sou
Perdida entre o vermelho e o branco
Só queria simbolizar o amor.

O presente nunca é puro:
há sempre as nódoas do passado.

Um dia, volveremos ao infinito.
Onde estaremos? E o que seremos?
O nada do infinito não responde,
pois não há ninguém para escutar.

De tudo somos possuídos:
coisas, pessoas e idéias.
Mas só a morte nos possui de vez.

O passado cresce como musgo
nas paredes do presente,
até que não haja paredes
livres para o presente.
Até que não haja presente
e nem existam paredes.

Nada há que segurar.
O vazio é que sustenta
mundos,
seres
e coisas.

Os livros estão extinguindo
as árvores.
Temos livros de mais
e árvores de menos.

O homem inventou a igualdade.
Na natureza tudo é desigual.
A perfeição é invenção geométrica.
A ordem do mundo é o caos mutante.
A criação é sempre nova:
só acontece uma vez.
Se você aprender a ver
nunca mais dirá que o mundo
é o mesmo o tempo todo.

Um dia, morreremos
(ou acordaremos?).
E, se acordarmos,
o que seremos?

O acaso é um deus imprevisível.

Mas Deus é previsível?

Tortura tecnológica
para manter quase vivo
o que quase morto está.

Todos vigiam e são vigiados.
Eis o que é segurança.

E a liberdade?

Da janela do presente
observa-se o presente
com os olhos do passado.

Da janela do presente
observa-sse o futuro
como extensão do passado.

Quando somos o presente,
não há futuro e passado,
porque só há o presente
observando o presente.

O que será do guerreiro
se ninguém quiser lutar?!

O espírito é um sonho
que, um dia, se fez carne
e pensou que era carne,
até voltar a ser sonho.