Somos Passaros de uma Asamario Quintana
Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.
O brilho de uma pessoa não é um dado natural, mas uma construção simbólica refletida no olhar do outro.
Aldemi E de Matos
O feminicídio é uma das faces mais cruéis da violência no Brasil. Ele não é “apenas mais um crime”: é o assassinato de mulheres por serem mulheres, resultado de uma cultura de desrespeito, posse e desvalorização da vida feminina. Sentir repulsa diante disso é o mínimo; o necessário é transformar essa repulsa em consciência, postura e ação.
Cada mulher que sofre violência é filha de alguém, muitas vezes mãe, irmã, amiga, é uma vida inteira de histórias, sonhos e contribuições interrompidas. E há um ponto que deveria nos tocar profundamente como homens: todos nós nascemos de uma mulher. Foi uma mulher que nos gerou, que enfrentou dores para nos trazer ao mundo, que nos alimentou, amamentou, cuidou e sustentou nossa vida nos momentos mais frágeis. Nossa própria existência começa no cuidado de uma mulher.
Como, então, pode existir ódio, agressão ou indiferença contra quem representa a origem da nossa vida e da vida de toda a sociedade? Respeitar mulheres não é favor, não é gentileza é princípio básico de humanidade e justiça.
Repudiar o feminicídio é dever coletivo. Isso passa por não normalizar agressões, não rir de desrespeito, não silenciar diante de sinais de violência e educar meninos e homens para o respeito, a empatia e a igualdade. Uma sociedade que não protege suas mulheres está falhando consigo mesma.
Que a indignação não seja só discurso, mas mudança real de atitude. Porque toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade. E porque a vida de uma mulher nunca pode ser tratada como algo descartável.
Fingir ser uma pessoa boa é como oferecer água a quem tem fome, é uma ação que não atinge quem recebe.
E isso não é sobre fome!
Um coração confuso, uma mente alucinada
E eu querendo a ti cada vez mais e mais.
Chamo a ti, e nem assim me espia.
E a solidão se torna minha companhia.
A noite cai, a escuridão me envolve,
e a tua ausência me judia.
Tento esquecer, mas não consigo deixar de pensar em ti.
Me perco em sonhos, me encontro em teus olhos, mas ao acordar, a realidade me golpeia
e a dor da saudade me açoita,
A espera é longa, o tempo não para,
e a esperança se esvai, como areia na mão.
Mas mesmo assim, eu te quero, eu te espero,
e a tua falta é um vazio que não some, não enche.
(Saul Beleza)
Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.
A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)
A música, tem o poder de alimentar um momento, uma lembrança, uma nova história ou até mesmo, um grande amor.
Diga-me
Diga-me que o amor é uma alegria que não tem fim;
Diga-me uma frase ´para eu pensar em você sem intervalos durante o dia;
Diga-me sussurrando no meu ouvido que eu não estou sonhando;
Diga-me que amanha será melhor que hoje;
Diga-me que a nossa história tem capítulos infinitos;
Diga-me que o mundo já sabe que é tudo verdade, o que existe entre nós;
Diga-me em fim, que não haverá fim.
Chega de loucura, deixa eu dormir! Ou você vai embora de uma vez ou eu vou morar em uma clínica psiquiátrica...
Escudos
Ter a habilidade de desviar de uma avalanche;
Atravessar um incêndio sem ser queimado pelas chamas, evitando sequelas;
Encarar o inimigo invisível, com a certeza da vitória;
Agir com inteligência e ter o dom de passear alegremente em cima dos problemas;
Salvar a máquina pensante e a máquina de amor que carregamos, controlando as emoções com sabedoria.
Amor, Extremo Amor!
Minha vida com você parece coisa de cinema, nossos corpos tem uma sintonia incomparável, nem as leis da física conseguem calcular a pureza do nosso amor, as vezes não me importo com mais nada, só quero vê as horas passando na velocidade da luz para chegar novamente o momento de te reencontrar. Eu não espero respostas sobre o futuro do nosso amor e também não quero chegar a exaustão, só te peço que entenda porque os meus abraços são fortes, os meus beijos são quentes e porque o meu corpo é só sentimentos e magia junto ao teu.
Estou numa linha tênue entre viver o amor extremo ou conhecer o amor ao extremo.
Reconstruir
As vezes me sinto como se estivesse sozinho no pico de uma montanha coberta de neve,
Ando pelas ruas da cidade grande a noite e esbarro em algumas pessoas, mas parece que sou invisível,
Minha sombra tem sido a minha unica companheira nestes últimos tempos, os sons dos animais urbanos e os ruídos dos carros são o meu consolo, a noite apenas a Lua me escuta e me entende,
Cuidadosamente, o travesseiro tenta contar histórias boas para eu dormir, me livrando momentaneamente da insonia,
Nada melhor que um dia após o outro, diriam os antigos sábios,
Aconteceu comigo, estes dias chegaram. Recuperei o meu impeto, a minha sede de vitória e o algo mais que estava faltando, sinto a brisa do mar me alcançando, agora além da Lua, conquistei a amizade do Sol, percebo a energia positiva cobrindo o meu corpo e a minha mente, estou ressurgindo das cinzas para um novo momento, para reconstruir a minha história.
Sou eu quem te ama
Uma gota atrás da outra, foi ouvida em meio a escuridão,
Os teus passos foram se afastando, o calor dos teus dedos antes colados nos meus foram se esfriando,
A nossa história é um romance real, vou até o fim na busca de escrever um final feliz,
As duas alianças estão penduradas no meu pescoço, prometo te devolver, eu juro!
Como vou deixar você, se sou eu quem te ama?
Mosaico de uma vida
Espelho quebrado, estátua de si mesmo,
Em cada pedaço, uma imagem, uma faceta da vida,
Em cada olhar fixo, uma exposição da gema, uma visão íntima,
Ver o que não era visto, perceber o que não percebia, saber o que era sabido,
Sombras do passado, marcas do presente, mosaico de uma vida.
Equilíbrio incomum...
A minha vida tem sido uma roda gigante, sempre com altos e baixos,
nesse meio termo sem base sólida existe de certa forma um equilíbrio incomum, ele vai além dos meus domínios e quando eu penso que não tenho soluções ai as coisas se assentam naturalmente e eu consigo continuar a caminhar com a mesma brisa do mar saudável que me acompanha nas minhas doces lembranças e emoções.
Uma noite, um dia...
Já fui tratado como um fantasma,
me tornaram invisível por algum tempo,
o frio e as madrugadas zombavam do meu anonimato,
curiosamente a minha sombra reagiu a tudo em silêncio até que,
uma chegada repentina me trouxe uma mudança generosa e assim do dia pra noite comecei a ser acompanhado pelos olhares atentos da lua bem como fui recebido pelo sol com seus aplausos e abraços quentes,
hoje ao lado dela caminho vendo o mais belo horizonte.
Antes e depois
Antes de você o meu coração era uma densa neblina e olhando mais a fundo era escuridão,
tudo era difícil de lidar, as tentativas e erros eram medidas baseadas em manipulação, falsos julgamentos e culpa,
com você o meu coração achou o pote de ouro, a pintura da tela ficou vibrante, ficou colorida,
da tua água eu bebi, a tua compreensão eu senti, dos teus afagos me enchi, e agora, como bom "João de barro construtor" faço do meu coração uma lar para você morar.
Se você esmaga uma barata sob o sapato, o mundo aplaude em silêncio: herói anônimo, salvador do asco, executor do invisível inimigo que rasteja nas sombras da cozinha. Ninguém chora pela carapaça estalada, pelo corpo achatado que some no lixo. É justiça prática, vingança contra o repulsivo, o que fede e contamina. Mas mate uma borboleta — ah, que crime! Suas asas iridescentes, pintadas pela alquimia da natureza, tremem no ar como um verso de Mallarmé. Esmagá-la é vandalismo contra a beleza, profanação do frágil milagre que dança no jardim. De herói a vilão em um piscar de antenas. Eis o enigma: o julgamento não reside na morte, mas no estético que a encobre. A barata é o feio encarnado ,crocante, marrom, legionária das trevas, merecedora do extermínio por sua mera existência. A borboleta, em contrapartida, é o belo efêmero, embaixadora do verão, cujo voo evoca a alma poética que lateja em nós. mata-la fere nossa própria sensibilidade, como se o sangue colorido manchasse o quadro da vida. Aqui começa a tirania do olhar: a moral não julga atos, mas aparências. O que repele é punível; o que encanta, sagrado. Essa dicotomia revela o abismo humano: vestimos a ética com roupas de nosso gosto. O herói mata o monstro disforme; o monstro, ele próprio, devora a flor alada. Filósofos como Kant sussurraria sobre o sublime no terror da barata, enquanto Nietzsche riria da fraqueza que poupa a borboleta por vaidade. No fim, somos prisioneiros do espelho: o que é belo absolve, o feio condena. E assim, entre o estalo da barata e o adeus da asa, ergue-se o tribunal supremo, não da razão, mas da retina.
Existe uma casa, para eu morar.
Existe um lugar, para eu dormir.
Existe um lugar;
para me proteger da chuva,
do sol,
e do frio.
Existe uma comida e
uma bebida,
que me dá vida.
Existe movimento, no meu corpo.
Um dia eu nasci,
eu vivo,
sei que vou morrer um dia.
Eu fui no Hospital,
lá existe gente que trabalha.
Fico feliz, com o pouco.
Durmo, e acordo.
O tempo passa.
Vejo terra, no chão.
Vejo montanha.
Eu estava em um lugar, fui para outro.
O carro, precisou consertar.
"Quando olhamos para uma árvore, vemos apenas à árvore. Não vemos os átomos que formam a árvore. Quando todas as centelhas se juntarem; Deus aparecerá".
