Somos Passaros de uma Asamario Quintana
O amor é como as águas d'um rio
Uma avalanche de sentidos
É como um alazão no cio
pelo vento galopando perdido
É desafio pra quem sente e manifesta
É provimento pra matar ou alimentar quem o poeta.
Para cada Solução
Uma concha de lágrimas, uma gota presa na garganta tem poder de oceano pode nos afogar.
Codifico uma senha
na hemisférica de mim
passarinho quase etérea pelas voláteis nuvens azuis matizadas ao marfim...
A vaidade causa tola impressão de eternidade
Na verdade nada nos pertence nem é usufruto de infinidade...
O sorriso de uma só criança causa um furor de felicidade e atinge tantos...
O extermínio de milhares pelo mundo causam sentimento profundo de impotência e atinge quantos?
Relâmpagos acendem o céu úmido dessa alvorada, uma rajada de trovão grita o dia bucólico chora, a vibração em pranta à flor da terra, canta um mantra sagrado purificador aos sons das águas à dádiva ao solo é Amor.
Na doutrina do pluralismo há uma oferta abundante, há multiplicidade de cores, de formas e sabores, tudo depende do que você está procurando o que você quer?Qual o seu alvo?Como disse e deixou escrito Shakespeare você há de ter um rumo certo, porque se incerto qualquer rumo lhe serve...Quando estamos à deriva, estamos sem rumo, mas procuramos, desejamos terra firme para nos aprumar.
Na doutrina do pluralismo há uma oferta abundante, há multiplicidade de cores, de formas e sabores, tudo depende do que você está procurando o que você quer?Qual o seu alvo?Como disse e deixou escrito Shakespeare você há de ter um rumo certo, porque se incerto qualquer rumo lhe serve...Quando estamos à deriva, estamos sem rumo, mas procuramos, desejamos terra firme para nos aprumar.
Levanta-te, caminha...
Se arrima se arruma
Vai dar uma voltinha
Quem sabe nessa encruzilhada
Tua volta cruza com a minha
Se arriba e apruma a coluna
A vida é cheia de gente una
Tem luna, tem luz, tem poente...
Peito estufado, olhos estrelados
Abdome camuflado
Olhos bem abertos, atentos
Corre que ainda dá tempo
De ver o dia fluir bem poético...
O poeta soprou o sol
Hipoteticamente por fantasia
Poeticamente falando...
Só Poesia...
Falando de forma concreta o poeta necessita d'uma ponte de ligação entre ele e a lua para regressar à Terra de quando em vez e sentir-se mais seguro em relação ao mundo.
Se tens um "relacionamento"ruim ou uma "busca constante"não encontrou seu Amor, mesmo porque Amor não se procura ele nos encontra, só deixar fluir e Amar no presente sempre, esquecer o passado e dominar a ansiedade do futuro, pois este sabe de nós, mas nós nada sabemos sobre.
De pura inquietude sou feita, vontade de lamber o mundo como fosse uma tigela cheia de mel melecar as mãos e os beiços no sentido mais simples da palavra lábios de mel.
Realidade em amor incondicional
é igual uma tela de pintura ternurenta
onde o pintor pinta com instinto sobrenatural
com seu olhar mágico de beleza atenta
Captura a arte num coletivo de cores
se deixa seduzir pelas matizes
e o artista dá mostra do dom sensorial
são nesses momentos mais felizes
expande a alma repleta de amor atemporal
matiza a realidade como fosse virtual
expõe por vocação,
é estilista da luz do infinito
traduz toda emoção,
Uma xícara de bem me quer
outra chávena cheia de poema...
Há ligação aguda entre homem e mulher
Perturba os sentidos.
Ah, quanta beleza se faz na simplicidade...
É uma beleza sem fórmula de manipulação
Não é um perfume spray
é líquido eu sinto eu sei
Exala o cheiro da alma odorante
destila o coração volátil, fragante
Ao restituir a confiança em quem já mentiu, há uma ressalva de fios de desconfiança...
A confiança perdida é como um cântaro japonês que institui em sua carpintaria o colamento das fendas abertas, com fios d'ouros.
Há uma trégua e todo ponto reluz
A Luz abrange os olhares imaculados
Abruma em contingentes inebria seduz
Incólume é o verbo dos apaixonados
...sobre o amor, é bem assim, uma segurança insegura, uma loucura que se cura com a presença, mas deixa efeito colateral com a ausência...Um frio que percorre a espinha dorsal congela o coração fractal, que tenta manter o vício aflito do batimento imprescindível, busca alento, quem sabe no vento que conduz o melro que seduz com poesia...
