Somos Ligados pelas nossas Alma

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... somos
nosso próprio tempo e,
ao compreendê-lo tanto quanto vivê-lo
em sua incidência - e não somente pela
extensão que nos oferece - ele se revela
como uma dádiva constante,
jamaiscomo um fardo
irreconciliável!

Às vezes erramos.


Às vezes erramos, e como somos covardes; e não queremos assumir o nosso erro. Quando somos punidos, então procuramos colocar sobre alguém a culpa da nossa sentença.
Isso me faz ver o quanto somos covardes a ponto de não ser capaz de assumir que erramos e o nosso erro nos puniu. Aí, em vez disso, nos fechamos dentro de nós e botamos a culpa do nosso erro em alguém que apenas fez justiça, nos fazendo pagar pelo crime que cometemos contra alguém.

Somos medidos com base na felicidade dos outros: se não fizermos o que eles julgam ser prazeroso, não estamos vivendo, não nos querem por perto.

Gravidade, Idade e Gravidez


Gravidade nos envolve desde o primeiro sopro.
Na infância, somos leves —
corpos ágeis, dançantes, equilibrados.


Com o tempo, a idade se torna grave:
os passos pesam,
o equilíbrio vacila,
a queda ronda como sombra.
A palavra carrega em si
o peso dos anos.


Newton viu a maçã desprender-se,
madura, rendida ao chão.
No seu “tempo grave”,
o fruto encontrou a terra
pela força invisível que rege tudo.


Na gravidez, porém,
a gravidade se transforma.
No ventre, o bebê flutua —
pequeno astronauta,
suspenso em líquido, protegido,
desafiando o mundo externo
enquanto se prepara para nascer.


Assim, gravidade, idade e gravidez
se entrelaçam como fios de um mesmo tecido:
o peso da vida,
o ciclo do tempo,
o mistério da existência.

Somos consequência daquilo que "fazemos" e daquilo que "não fazemos".

Não somos o erro da criação, mas a cura do Criador: somos a anomalia necessária que impede a perfeição de morrer de tédio.

Nós somos deuses que vieram à Terra para brincar de sorrir e de chorar.

Nós somos intérpretes da realidade. Não podemos vê-la, apenas podemos ter consciência da nossa interpretação.

É fácil sermos coerentes quando somos conscientes.

Sou abrigo de um amor que não mora em mim;
ele olha para outra, enquanto eu olho para ele.
Somos desencontros caminhando juntos:
eu, querendo ser escolhida;
ele, querendo esquecer quem não o quis

Todos somos escravos de algo, principalmente de nós mesmos. Se até Diógenes, o homem mais livre, era escravo de si mesmo, quem somos nós para debater a liberdade? Diógenes despojava-se das correntes da escravidão da sociedade, fazia o que dava na telha e espalhava sua sabedoria com seu lampião e seu corpo da forma que veio ao mundo, com seus cachorros. Porém, Diógenes não era totalmente livre, ele era escravo de si mesmo, escravo da sua vontade. A questão é: não existe a verdadeira liberdade. Todos somos escravos de algo; o ser humano tende a se escravizar pouco a pouco com o tempo, limitando sua própria liberdade e se prendendo na moralidade e em valores sociais. O ser humano é um escravo eterno do mundo e de si mesmo.

A nossa liberdade está em nossa consciência, já que, por si sós, somos apenas matéria como qualquer outro objeto. Embora feitos de matéria, entendemos as nossas limitações e através do conhecimento, conseguimos trabalhá-las, modificando, até certo ponto, os sinais de pontuação que a vida impõe em nossas histórias. Não criamos as regras do jogo, mas aprendemos a usá-las a nosso favor; afinal, a mesma água que nos afoga é a que nos mantém vivos e o mesmo fogo que aquece é o que queima.


Isso nos leva a questionar a própria origem de nossas ferramentas. O termo "natural" é definido por boa parte dos dicionários como "aquilo que pertence ou é regido pelas leis da natureza". Por sua vez, a natureza é descrita como "o mundo material, especialmente aquele em que vive o ser humano e que existe independentemente das atividades humanas". Ocorre que, de certa forma, o ser humano, em sua essência, é algo que provém da natureza. Inclusive o cérebro, responsável por criar tudo o que é classificado como artificial, foi criado de maneira natural e é regido pelas mesmas leis.


Embora o cérebro tenha a capacidade de idealizar, tudo aquilo que é materializado deve seguir as leis da física; portanto, da mesma forma que tais leis regem o cérebro humano, regem também suas criações e manipulações. Onde surgiu, então, a diferenciação do que é natural? Se as leis da natureza são as mesmas que regem os seres humanos e suas criações ditas "artificiais", o conceito de natural seria ele próprio artificial?


Além do mais, o cérebro humano se enquadra nas características de "natural", visto que ele seria independente da atividade humana? A menos que ele materialize — ou melhor, que seja o princípio da atividade humana, o que é razoável supor. Pode-se dizer que o ser humano é fruto da reprodução de outros dois seres humanos, o que encerraria a questão biológica imediata; todavia, nem sempre foi assim. Sabemos que nem sempre existimos e que não somos eternos. Em algum momento, algo não humano originou o ser humano. Esse "algo", por definição, faria parte da natureza? Se sim, a consciência que nos dá liberdade é, no fim das contas, a própria natureza manifestando-se contra suas próprias limitações ?

Eu fico pensando como, às vezes, ainda somos ignorantes… com os outros e até com nós mesmos.
Como ainda é comum ver pais tentando prender os filhos, em vez de deixá-los voar. Sim, faz parte ensinar o certo e o errado, mostrar caminhos, formar caráter com amor, respeito e limites. Mas a gente não pode esquecer de algo essencial: filho a gente cria pro mundo, não pra si.
Porque chega um momento em que aquela criança cresce. E quando cresce, ela passa a ter suas próprias opiniões, seus próprios sonhos, seus próprios caminhos. E ninguém tem o direito de decidir por ela o que é viver “certo” ou “errado”.
A verdade é que a gente tem pouco tempo aqui. Pouco tempo pra viver, pra sonhar, pra sentir felicidade de verdade.
E mesmo assim, as pessoas insistem em rotular.
Se alguém estuda, trabalha, corre atrás de um diploma, é motivo de orgulho. Mas se outro alguém escolhe viver mais leve, viajar, sair, curtir, logo é julgado.
Se um jovem decide focar na carreira, tudo bem. Mas se ele vira pai ou mãe cedo, parece que “acabou a vida”.
Mas quem decidiu isso?
Quem disse que existe só um jeito certo de viver?
Cada pessoa tem sua própria história, seu próprio tempo, seu próprio jeito de crescer. Tem gente que encontra felicidade construindo uma família cedo. Tem gente que encontra felicidade conhecendo o mundo. Tem gente que precisa se perder um pouco pra depois se encontrar.
E tá tudo bem.
A vida não é uma fórmula. Não é uma linha reta.
Eu sei como é cansativo viver nessa cobrança de “tem que estudar, tem que trabalhar, tem que vencer”. Eu vivo isso. E por isso, eu nunca vou julgar quem escolhe ser feliz do seu próprio jeito.
Porque no fim… todo mundo aprende. De um jeito ou de outro, a vida ensina.
Alguns se perdem, e isso entristece. Mas muitos se encontram no caminho. E é isso que importa.
Então, pra quê tanto julgamento?
Pra quê tantos rótulos?
No final, todos nós vamos para o mesmo lugar. A gente nasce, cresce, vive… e um dia parte. E com o tempo, quase tudo se apaga.
Então por que não viver da forma que faz sentido pra você?
Por que não aproveitar a sua própria vida?
É isso que eu penso.

Não criamos raízes onde
nascemos ou vivemos
Criamos sim, onde somos
amados"

"Todos os dias são iguais
porém não somos os mesmos
todos os dias , por isso não
podemos dizer se será um
Bom dia ou umMau dia, isso
quem decide somos nós"

"Somos a soma da generosidade que nos esvazia e da vulnerabilidade que nos preenche."

Somos meras vibrações neste infinito oceano.
Que sejamos então boas e singulares frequências neste mar de vida.

Poesia Ancestral


Somos brasileiros, frutos de migrações.
Chegamos a esta terra que já era Pindorama,
habitada por aqueles que cruzaram Bering
e fincaram raízes na vastidão da floresta.


Somos mestiços de muitas regiões,
acolhedores, enérgicos, diversos.
Em nossa cultura não há fronteiras,
há encontros, há braços que se abrem.


Na gastronomia, temperos se misturam,
aromas dançam, modos se reinventam.
Carregamos raízes fecundadas em terras distantes,
que se entrelaçam às raízes que aqui florescem.


Somos brasileiros com fervor,
não superiores, mas únicos:
resultado da obra divina,
expressão viva do universo.

Somos arquitetos de nossos destinos.

Somos a cura dos traumas dos nossos pais.