Só sei dizer que te Amo
Aproveite a oportunidade enquanto você ainda tem seu pai por perto, pois amanhã só poderá restar saudade. Valorize e abrace seu pai, pois a vida é curta. Reflexão de quarta-feira de Marcos escrito do Brasil: só quando se visita um cemitério frio é que se dá realmente valor aos pais.
É triste pensar que, às vezes, os filhos só dão realmente valor aos pais quando eles já não estão mais aqui. É como se só quando eles descansam no frio cemitério fosse quando os filhos realmente sentissem o quão importante eram para eles. Quão grande era o amor entre eles. Talvez se esses filhos tivessem percebido isso antes, eles teriam aproveitado mais os momentos preciosos com seus pais, antes que fosse tarde demais.
Valorize seu pai enquanto está aqui na terra, meu filho, pois um dia você sentirá saudade e não adiantará abraçar o caixão pedindo perdão. Siga a visão de Marcos, o escritor brasileiro que recebeu o Prêmio de Amor pela Filosofia. Suas palavras trazem ensinamentos e conselhos preciosos para nós todos.
Mulheres brasileiras, valorizem seus pais, pois a vida é curta e eles nos ensinam muito. Não importa quantos anos teremos, o amor e o carinho deles devem ser sempre lembrados. Não deixem que a correria do dia a dia tire o tempo de expressar o quanto vocês os amam. Sejam gratas por tudo o que eles fizeram e façam o possível para passar mais tempo com eles, pois a vida é imprevisível e vocês só vão perceber o quão importantes eles são quando não estiverem mais aqui.
O filho só percebe o quanto o pai significa para ele quando o enterram no cemitério. Ele pensa em todas as coisas que os dois poderiam ter feito juntos e nos bons momentos que passaram juntos. Mas, ao invés disso, o único que o filho consegue pensar é no dinheiro que o pai deixou.
Só lamento!
Quero dizer que, aqui dentro dela, ela que trabalha, que ama o que faz, que às vezes toma a frente de tudo e resolve. E que às vezes não, quase sempre! Não é à toa que sempre que tem algo para resolver a procuram.
Mas o que eu quero realmente dizer é que, aqui, bem do lado esquerdo do peito dela, existe um coração que anseia por vida, por amor e carinho. Desses que se dá sem intenção alguma. Anseia pelo carinho e pela atenção verdadeira. Não precisa ser física ou palpável sempre. Não é desta que ela precisa. Ela precisa saber que você gosta tanto dela e que quando ela sentir o chão fora dos pés, você vai estar lá e vai dizer pra ela: "Não se preocupe, estou aqui". Nem que seja por mensagem.
Para seguir em frente com toda a energia que ela carrega no peito, ela precisa daquele que vai unir a sua vida. Sabe por que ela precisa? Porque ela precisa se lembrar que tem uma feminilidade, tem uma mulher cheia de amor, paixão e desejo dentro dela. Caso contrário essa pessoa linda vai sumir e vai petrificar. Ela não precisa de um homem que a sustente, que lhe dê uma casa ou bens materiais.
Ela precisa daquele que vai olhar nos olhos dela e vai brilhar só porque ela existe. Ele sabe que o que ela precisa é ser e ele saberá ser para ela. Já diria um certo padre: “Quer saber se ama alguém? Pergunte a si mesmo. ‘Qual é a utilidade?”.
Se não souber qual a utilidade, mas não sabe viver sem a pessoa, se quando acontece algo pensa em contar pra ela, quando acorda pensa nela, quando vai dormir pensa nela, quando do nada ri de uma lembrança de vocês…
Quando você entender que não importa mais nada além do que você sente quando está com ela fisicamente ou em pensamentos e deixar isso acontecer, então você encontrou e foi encontrado por aquele tal fio vermelho.
Existe algo além e ela sabe disso, mas sabe também que isso é raro. Da última vez que ela sentiu isso e simplesmente acabou, ela decidiu fechar-se para o mundo e para entrar foi difícil. Desfizeram o muro, a redoma em que ela se encontrava. Mas não foi para ficar que desfizeram tudo.
Dizem por aí que tudo é aprendizado, mas ela aprendeu, muito antes disso, e tinha jurado para si mesma que não passaria por isso novamente. Mas ela foi desarmada e do mesmo jeito que derrubaram o muro, ela o ergueu na maior velocidade.
E aqui mora o medo que tenho em relação a isso tudo! Ela jamais vai baixar a guarda, ela não vai! Pois a conheço bem. Ela vai ficar cada vez mais em casa, não vai se preocupar em ficar linda, vai deixar pra lá. Não vai existir mais magia para ela. Quebraram o último encanto. E não tem culpado, só lamento.
Ela vai focar na vida prática e sem emoção. Fogo isso viu! Eu a conheço e ela não vai mais ceder a qualquer tentativa, pelo contrário. Ela vai afastar as pessoas até que ninguém vai vê-la. Ela quer ficar invisível. E sabe o que mais? Ela não quer mais sentir-se indefesa. É como uma droga.
Ela ficou limpa por muito tempo e recaiu, agora vai se limpar e não vai mais tomar ou sentir. A regra de ouro é evitar pessoas, situações e lugares que te levam a ficar doente. Você não pode voltar para onde adoeceu. E ela sabe disso.
Sabemos que não foi por mal, mas fez mal porque abriu e deixou ali exposta sem a pessoa que a protegeria se algo viesse ferir seus sentimentos! Mas, não viram isso! Agora voltamos para aquele lado em que a magia perdeu. Saiba que isso é um crime! Aquela redoma ficou inquebrável, te garanto isso!
Ela não vai condenar ou vai culpar alguém além de si mesma, afinal, foi ela quem decidiu enfraquecer seu forte, foi ela que baixou a guarda achando que o mundo exterior já tinha mudado pois estava em silêncio tudo! Foi erro dela e nada que possa dizer vai fazer com que ela pense o contrário. Eu, ficarei aqui lamentando e vendo aquela que nasceu para irradiar ser apagada e enterrada viva pela última vez…
Bom era isso! Era isso que eu queria dizer! E como lamento dizer tudo isso!
O tempo pode ser uma coisa bem voraz, às vezes se apodera de todos os detalhes só para si mesmo.
O Caçador de Pipas.
“Por você, eu faria isso mil vezes”
Entretanto…… Amir foi o personagem que mais me decepcionou.😢 tô com raiva de Amir, nunca tive um Hassan na minha vida, me identifiquei por demais, passei pelos mesmos conflitos que ele, as mesmas situações, por razões bem parecidas nos anos 70, no meu caso foi trancafiado (pelos Amir da época) em um quarto escuro, por dias, por meses, era costume da época. As famílias especialmente as religiosas escondiam, se escondiam, atrás do manto da bondade enquanto praticava crimes em q a dor nos marca para o resto de nossas vidas. Onde está Amir agora, o grande escritor. Não, não o perdoo, a menos que ele tivesse tornado público em seus contos a verdadeira história que ele silenciou. Não estou preparado para o perdão.
CARTA DE PRINCÍPIOS
A idéia da formação de um partido só dos trabalhadores é tão antiga quanto a própria classe trabalhadora. Numa sociedade como a nossa, baseada na exploração e na desigualdade entre as classes, os explorados e oprimidos têm permanente necessidade de se manterem organizados à parte, para que lhes seja possível oferecer resistência séria à desenfreada sede de opressão e de privilégios das classes dominantes. Mas sempre que as lideranças dos trabalhadores e oprimidos se lançam à tarefa de construir essa organização independente de sua classe, toda sorte de obstáculos se contrapõe aos seus esforços.
Essa situação vivida milhares de vezes em todos os países do mundo vem acontecendo agora no Brasil. Começando a sacudir o pesado jugo a que sempre estiveram submetidos, os trabalhadores de nosso país deram início, em 12 de maio do ano passado (greve da Scania), à sua luta emancipadora. Desde então, o operariado e os setores proletarizados de nossa população vêm desenvolvendo uma verdadeira avalanche pela melhoria de suas condições de vida e de trabalho. A experiência dessas lutas tem como resultado um visível amadurecimento político da população trabalhadora e o crescimento, em quantidade e qualidade, de suas lideranças. Esse rápido amadurecimento político pode ser visto claramente no aprimoramento das formas de luta de que os trabalhadores têm lançado mão. O início das lutas é marcado por um período de greves brancas nas fábricas. Já os embates mais recentes, dos quais a greve geral metalúrgica do ABCD é o melhor exemplo, mostram a retomada, em toda a linha, das formas clássicas de luta: grandiosidade das assembléias gerais, a ação decisiva dos piquetes e dos fundos de greve. Os trabalhadores entenderam ao longo desse ano de lutas que as suas reivindicações mais sentidas esbarravam em obstáculos cada vez maiores e é por isso, dialética mente, que vão sendo obrigados a construir organizações cada vez mais bem articuladas e eficazes. Diante da força da greve do ABCD, os patrões e o governo precisaram dar-se as mãos para impedir o fim da política do arrocho salarial e o fim das estruturas semi fascistas que tangem os nossos sindicatos. Os patrões usam de todos os meios ao seu alcance para quebrar a unidade dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que se recusam a reconhecer os acordos obtidos no período das greves fabris. O governo desencadeia sua repressão: os sindicatos são invadidos e suas direções destituídas oficialmente, enquanto nas ruas a polícia persegue os piquetes e tenta impedir, pela violência, que os trabalhadores consigam local para se reunir. Por seu lado, o apoio que os metalúrgicos conseguem dos demais trabalhadores, embora seja suficiente para impedir que a repressão se aprofunde e faça produzir um recuo parcial, carece de maior conseqüência, devido, é claro, não à inexistência de um espírito de solidariedade, mas sim devido às limitações do movimento sindical e à inexistência de sua organização política. Tanto isso é verdade que as lideranças da greve são obrigadas a se escorar no apoio, muitas vezes duvidoso, de aliados ocasionais, saídos do campo das classes médias e da própria burguesia. Não puderam os trabalhadores expressar de modo mais conseqüente todo o seu apoio aos grevistas do ABCD, e essa impotência tenderá a continuar enquanto eles mesmos não se organizarem politicamente em seu próprio partido. É por isso que a idéia de um partido dos trabalhadores, ressurgindo no bojo das greves do ano passado e anunciado na reunião intersindical de Porto Alegre, em 19 de janeiro de 1979, tende a ganhar, hoje, uma irresistível popularidade. Porque se trata, hoje, mais do que nunca, de uma necessidade objetiva para os trabalhadores. Cientes disso também é que setores das classes dominantes se apressam a sair a campo com suas propostas de PTB. Mas essas propostas demagógicas já não mais conseguem iludir os trabalhadores, que, nem de longe, se sensibilizaram com elas. Esse fato comprova que os trabalhadores brasileiros estão cansados das velhas fórmulas políticas elaboradas para eles. Agora, chegou a vez do trabalhador formular e construir ele próprio seu país e seu futuro. Nós, dirigentes sindicais, não pretendemos ser donos do PT, mesmo porque acreditamos sinceramente existir, entre os trabalhadores, militantes de base mais capacitados e devotados, a quem caberá a tarefa de construir e liderar nosso partido.
Estamos apenas procurando usar nossa autoridade moral e política para tentar abrir um caminho próprio para o conjunto dos trabalhadores. Temos a consciência de que, nesse papel, neste momento, somos insubstituíveis, e somente em vista disso é que nós reivindicamos o papel de lançadores do PT. O povo brasileiro está pobre, doente e nunca chegou a ter acesso às decisões sobre os rumos do País. E não acreditamos que esse povo venha a conhecer justiça e democracia sem o concurso decisivo e organizado dos trabalhadores, que são as verdadeiras classes produtoras do País. É por isso que não acreditamos que partidos e governos criados e dirigidos pelos patrões e pelas elites políticas, ainda que ostentem fachadas democráticas, possam
Propiciar o acesso às conquistas da civilização e à plena participação política para o nosso povo. Os males profundos que se abatem sobre a sociedade brasileira não poderão ser superados senão por uma participação decisiva dos trabalhadores na vida da nação.
O instrumento capaz de propiciar essa participação é o Partido dos Trabalhadores. Iniciemos, pois, desde já, a cumprir esta tarefa histórica, organizando por toda parte os núcleos elementares desse partido.
1. A sociedade brasileira vive, hoje, uma conjuntura política altamente contraditória e, sob muitos aspectos, decisiva quanto a seu futuro a médio e longo prazos.
Vista do ângulo dos interesses das amplas massas exploradas, desde sempre marginalizadas material e politicamente em nosso país e principais vítimas do regime autoritário que vigora desde 1964, a conjuntura revela tendências extremamente promissoras de um futuro de liberdades e de conquistas de melhores condições de vida. Dentre as tendências auspiciosas, destaca-se a emergência de um movimento de trabalhadores que busca afirmar sua autonomia organizatória e política face ao Estado e às elites políticas dominantes.
Esse é, sem dúvida alguma, o elemento inovador e mais importante da nova etapa histórica que se inaugura no Brasil, hoje. Contudo, a par dos dados auspiciosos da conjuntura política, coexistem também perigosos riscos, que podem levar as lutas populares a novas e fragorosas derrotas.
Aqui, cabe destacar que o processo chamado de abertura política está sendo promovido pelo mesmos grupos que sustentaram e defenderam o regime hoje em crise. Com a evidente exaustão de amplos setores sociais com o regime vigente no País e com a crise econômica que abalou a estabilidade dos grupos dominantes que controlam o aparelho de Estado, os detentores do poder procuram agora, e até este momento com relativo êxito, reformar o regime de cima para baixo. Vale dizer, pretendem reformar alguns aspectos do regime, mantendo o controle do Estado, a fim de evitar alterações no modelo de desenvolvimento econômico, que só a eles interessa e que se baseia, sobretudo, na superexploração das massas trabalhadoras, através do modelo econômico de onde sobressai o arrocho salarial. Já está demais evidente que o novo governo militar pretende manter a continuidade dessa mesma política econômica ditada pelo capital financeiro internacional, agravada agora pelos planos de austeridade e recessão que já se esboçam. Isso significa que o sofrimento, a miséria material e a opressão política sobre a população trabalhadora tenderão a se manter e aprofundar.
O que significa estado de direito com salvaguardas? O que pretendem com anistia restrita? O que visam com a propalada reforma da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] e da Lei de Greve, urdidas secretamente? Qual o sentido da diminuição das penas previstas na Lei de Segurança Nacional e a preservação do espírito que informa essa mesma Lei?
Esses e tantos outros fatos indicam que o regime busca reformar-se tentando atrair para seu campo de apoio setores sociais e segmentos políticos oposicionistas, com vistas a impedir que as massas exploradas explicitem suas reivindicações econômicas e sociais e, o que é mais importante, a sua concepção de democracia. Em poucas palavras, pretendem promover uma conciliação entre os de cima, incluindo a cúpula do MDB, para impedir a expressão política dos de baixo, as massas trabalhadoras do campo e da cidade.
2. Essas afirmações não ignoram o fato de que o MDB foi utilizado pelas massas para manifestar eleitoralmente seu repúdio ao arbítrio. Tampouco pretendem ignorar a existência, entre seus quadros, de políticos honestamente comprometidos com as lutas populares.
Isso, no entanto, não pode impedir e não nos impede de apontar as limitações que o MDB – partido de exclusiva atuação parlamentar – impõe às lutas populares por melhores condições de vida e por um regime democrático de verdadeira participação popular.
O MDB, pela sua origem, pela sua ineficácia histórica, pelo caráter de sua direção, por seu programa pró-capitalista, mas sobretudo pela sua composição social essencialmente contraditória, onde se congregam industriais e operários, fazendeiros e peões, comerciantes e comerciários, enfim, classes sociais cujos interesses são incompatíveis e onde, logicamente, prevalecem em toda a linha os interesses dos patrões, jamais poderá ser reformado. A proposta que levantam algumas lideranças populares de “tomar de assalto” o MDB é muito mais que insensata: é fruto de uma velha e trágica ilusão quanto ao caráter democrático de setores de nossas classes dominantes.
Aglomerado de composição altamente heterogênea e sob controle e direção de elites liberais conservadoras, o MDB tem-se revelado, num passado recente, um conduto impróprio para expressão dos reais interesses das massas exploradas brasileiras. Está na memória dos trabalhadores a conduta vacilante de parcelas significativas de seus quadros quando da votação da emenda Accioly, da lei antigreve e de outras medidas de interesse dos trabalhadores. Apegado a uma crítica formalista e juridicista do regime autoritário, o MDB tem-se revelado impermeável aos temas sociais e políticos que tocam, de fato, nos interesses das massas trabalhadoras.
Amplos setores das elites políticas e intelectuais das camadas médias da população têm afirmado que “não soou a hora” de se dividir a oposição articulada no interior do MDB, afirmando que a democracia não foi ainda conquistada. Rechaçamos com veemência tal argumento. Primeiro, porque em momento algum podemos aceitar a subordinação dos interesses políticos e sociais das massas trabalhadoras a uma direção liberal conservadora, de extração privilegiada economicamente. Segundo, porque não podemos aceitar que a frente das oposições se mantenha às custas do silêncio político da massa trabalhadora, único e verdadeiro sujeito e agente de uma democracia efetiva. Tampouco consideramos que a existência de partidos políticos populares venha a contribuir para romper uma efetiva frente da luta dos verdadeiros democratas. O PT considerem imprescindível que todos os setores sociais e correntes políticas interessados na luta pela democratização do País e na luta contra o domínio do capital monopolista uni fiquem sua ação, estabelecendo frentes inter partidárias que objetivem conquistas comuns imediatas e envolvam não somente uma ação meramente parlamentar, mas uma verdadeira atividade política que abranja todos os aspectos da vida nacional.
3. O Partido dos Trabalhadores denuncia o modelo econômico vigente, que, tendo transformado o caráter das empresas estatais, construídas pelas lutas populares, utiliza essas empresas e os recursos do Estado, em geral, como molas mestras da acumulação capitalista. O Partido dos Trabalhadores defende a volta das empresas estatais à sua função de atendimento das necessidades populares e o desligamento das empresas estatais do capital monopolista.
O Partido dos Trabalhadores entende que a emancipação dos trabalhadores é obra dos próprios trabalhadores, que sabem que a democracia é participação organizada e consciente e que, como classe explorada, jamais deverá esperar da atuação das elites privilegiadas a solução de seus problemas.
O PT entende também que, se o regime autoritário for substituído por uma democracia formal e parlamentar, fruto de um acordo entre elites dominantes que exclua a participação organizada do povo (como se deu entre 1945 e 1964), tal regime nascerá débil e descomprometido com a resolução dos problemas que afligem o nosso povo e de pronto será derrubado e substituído por novas formas autoritárias de dominação – tão comuns na história brasileira. Por isso, o PT proclama que a única força capaz de ser fiadora de uma democracia efetivamente estável é a das massas exploradas do campo e das cidades. O PT entende, por outro lado, que sua existência responde à necessidade que os trabalhadores sentem de um partido que se construa intimamente ligado com o processo de organização popular, nos locais de trabalho e de moradia. Nesse sentido, o PT proclama que sua participação em eleições e suas atividade parlamentares se subordinarão a seu objetivo maior, que é o de estimular e aprofundar a organização das massas exploradas.
O PT não surge para dividir o movimento sindical, muito ao contrário, surge exatamente para oferecer aos trabalhadores uma expressão política unitária e independente na sociedade. E é
nessa medida que o PT tornar-se-á, inevitavelmente, um instrumento decisivo para os trabalhadores na luta efetiva pela liberdade sindical.
O PT proclama também que sua luta pela efetiva autonomia e independência sindical, reivindicação básica dos trabalhadores, é parte integrante da luta pela independência política destes mesmos trabalhadores. Afirma, outrossim, que buscará apoderar-se do poder político e implantar o governo dos trabalhadores, baseado nos órgãos de representação criados pelas próprias massas trabalhadoras com vistas a uma primordial democracia direta. Ao anunciar que seu objetivo é organizar politicamente os trabalhadores urbanos e os trabalhadores rurais, o PT se declara aberto à participação de todas as camadas assalariadas do País. Repudiando toda forma de manipulação política das massas exploradas, incluindo sobretudo as manipulações próprias do regime pré-64, o PT recusa-se a aceitar em seu interior representantes das classes exploradas. Vale dizer, o Partido dos Trabalhadores é um partido sem patrões! As tentativas de reviver o velho PTB de Vargas, ainda que, hoje, sejam anunciadas “sem erros do passado” ou “de baixo para cima”, não passam de propostas de arregimentação dos trabalhadores para defesa de interesses de setores do empresariado nacional. Se o empresariado nacional quer construir seu próprio partido político, apelando para sua própria clientela, nada temos a opor, porém, denunciamos suas tentativas de iludir os trabalhadores brasileiros com seus rótulos e apelos demagógicos, e de querer transformá-los em massa de manobra para seus objetivos.
O PT não pretende criar um organismo político qualquer. 0 Partido dos Trabalhadores define-se, programaticamente, como um partido que tem como objetivo acabar com a relação de exploração do homem pelo homem. O PT define-se também como partido das massas populares, unindo-se ao lado dos operários, vanguarda de toda a população explorada, todos os outros trabalhadores – bancários, professores, funcionários públicos, comerciários, bóia- frias, profissionais liberais, estudantes, etc. – que lutam por melhores condições de vida, por efetivas liberdades democráticas e por participação política. O PT afirma seu compromisso com a democracia plena, exercida diretamente pelas massas, pois não há socialismo sem democracia e nem democracia sem socialismo. Um partido que almeja uma sociedade socialista e democrática tem que ser, ele próprio, democrático nas relações que se estabelecem em seu interior. Assim, o PT se constituirá respeitando o direito das minorias de expressarem seus pontos de vista. Respeitará o direito à fração e às tendências, ressalvando apenas que as inscrições serão individuais.
Como organização política que visa elevar o grau de mobilização, organização e consciência de massas; que busca o fortalecimento e a independência política e ideológica dos setores populares, em especial dos trabalhadores, o PT irá promover amplo debate de suas teses e
propostas de forma a que se integrem nas discussões:
• lideranças populares, mesmo que não pertençam ao Partido;
• todos os militantes, trazendo, inclusive, para o interior do debate partidário proposições de quaisquer setores organizados da sociedade, e que se considerem relevantes com base nos objetivos do PT. O PT declara-se comprometido e empenhado com a tarefa de colocar os interesses populares na cena política e de superar a atomização e dispersão das correntes classistas e dos movimentos sociais. Para esse fim, o Partido dos Trabalhadores pretende implantar seus núcleos de militantes em todos os locais de trabalho, em sindicatos, bairros, municípios e regiões.
O PT manifesta alto e bom som sua intensa solidariedade com todas as massas oprimidas do mundo.
A COMISSÃO NACIONAL PROVISÓRIA
1º de maio de 1979
PARTIDO DOS TRABALHADORES
Leitura: Fernando kabral 13
Toda cor visível a sua volta, só existe por causa da luz e sua refração, Deus coloria o mundo quando disse: " Haja luz..."Gênesis 1:3, E Cristo iluminava e coloria a alma do que estava, e está coberto pela escuridão, quando disse: " Eu sou a luz do mundo..." João 8:12. @luizsrmorais
Quando você sabe algo, e sabe que sabe, então você sabe verdadeiramente. Pois, se soubesse e não souber que sabe então você só sabe parcialmente, pois para saber completamente é necessário saber o que sabe e saber que sabe o que sabe. Você sabia disto?
O inconsciente é um saber que a gente não sabe que sabe, ele sabe que nao sabemos o que ele sabe sobre o saber, se nos sabermos o que ele sabe completamente e necessário saber que sabe e saber que sabe o que sabe.
Ela Vai Gemer
Olha só esta gatinha
Como dança sem parar ,
Provoca provoca
Provoca provoca
Provoca provoca
Provoca provoca ,
[Refrão]
E no baile só da ela
E o palco é seu lugar ,
Provoca provoca
provoca provoca
Provoca provoca
provoca provoca ,
Ela desce desce desce
desce desce até o chão
Com o dedinho na boca
Rebolando sem pará ,
Pra fechar com a gatinha
É preciso se mexer
Pegar na cintura dela
E fazer ela gemer ,
Provoca provoca
provoca provoca
Provoca provoca
provoca provoca .
As vezes pensamos com o coração, agimos com o coração,
e dizemos coisas lindas que só o coração pode entender.
Não devemos abandonar um jardim
Só porque as flores tem espinhos,
E muito menos desistir de lutar
Se o fracasso persistir,
Ou dar as costas aos amigos
Atribuindo a eles o erro de apenas um,
Ou deixar de viver a vida por ter perdido
Um ente querido, e não jogar fora
A oportunidade de viver intensamente.
Queria ser só Teu...
Queria ser o teu sono
Para contigo adormecer,
Ser a tua alegria que lhe
faz sorrir todo dia
A cada amanhecer
Queria ser todo teu
Sem medo de te perder,
Ser o ar que tu respiras
Teu verso em poesia
Tua razão de viver
Queria ser teu universo
Tua própria constelação,
Aquela estrela cadente
Que após o sol poente
Ilumina-te na escuridão
Ah ! Como eu queria
Ser teu jardim em flores,
Ser regado com carinho
Ser o teu próprio caminho
Que lhe conduz ao amor.
Poesia caipira
Descurpe mais eu vô dizê,
Num posso ficá calado,
Só quero que ocê me escute
Senta aqui do meu lado
Num tenho leitura ninhuma
Num sei lê, nem escrevê,
Falo meio atrapaiado
E fico meio vexado
Si tô perto de ocê
Por isso eu tô assim
Andano pra là e pra cá,
Sabe aquela flô que te dei ?
Foi a forma que encontrei
pra podê te declará.
