Só sei dizer que te Amo
Liberdade como máscara: o psicopata social.
A liberdade que muitos celebram às vezes é só um disfarce. Há quem use autonomia como licença para moldar-se ao gosto alheio, manipulando sorrisos e histórias para escapar de responsabilidades. Esse é o “psicopata social”: não o monstro das manchetes, mas a pessoa que vê relações como tabuleiro, onde empatia é peça descartável. Sua liberdade parece arrojada — viver sem amarras, seguir só o próprio desejo — mas é uma liberdade vazia, construída sobre a negação do outro.
Ao transformar escolhas em espetáculo, confunde-se autonomia com impunidade. Quem observa sente o perigo: a confiança se rompe, e a comunidade perde terreno. A verdadeira liberdade não é ato solitário; é contrato silencioso de cuidado. Reivindicar espaço não autoriza ferir; ser livre implica reconhecer que minha liberdade encontra limite no corpo e na alma do outro. Só assim a autonomia deixa de ser máscara e vira compromisso: viver plenamente sem destruir, criar sem manipular, respeitar sem desculpas.
Existe uma parábola simples sobre um copo quebrado no chão. À primeira vista, parece só perda, estilhaços espalhados, água derramada. Mas quem observa com calma percebe que aquele espaço vazio no chão é também o lugar onde algo novo pode ser colocado.
O vazio funciona assim. Ele chega como se fosse o fim de tudo, mas na verdade é apenas um começo disfarçado de ausência. Quando perdemos algo, uma pessoa, um sonho, um propósito antigo, sentimos que o chão sumiu debaixo dos pés. Só que esse chão vazio não é um abismo, é um terreno limpo, pronto para receber uma nova construção.
Pense num campo depois da colheita: parece morto, sem vida, sem cor. Mas é justamente esse vazio aparente que permite à terra descansar e se preparar para germinar de novo.
Assim é a alma humana diante das perdas profundas. O vazio dói, sim, e dói de verdade, mas ele não é o destino final da história, é apenas a página em branco antes do próximo capítulo ser escrito. Quem aprende a enxergar o vazio dessa forma, aos poucos para de temê-lo e passa a usá-lo como espaço fértil de recomeço genuíno.
Só desejo que as garrafas com as cartas de amor sejam encontradas, e o carteiro não devolva nenhuma ao remetente.
Não alimente saudade,de quem só estava de passagem,não vale apena ocupar pensamentos por quem não acrescentou sorriso a teus dias.
As vezes não é nem falta de interesse,é que arrumar a desordem que deixam em nós,só quem fica sabe.
Medo,
De alçar voo,ou da queda brusca.
O medo está nas duas ações,
A queda só acontece se o voo acontecer,
O voo pode acontecer sem queda.
A escolha é livre.
A gente não precisa,
De uma exposição de afetos.
A gente só quer,
Disposição de quem desejar viver isso.
Só dispare uma flecha,
Se tiver certeza que quer ferir o alvo.
Arranca-la de volta,
Pode causar mais estrago.
Só desejo que você se cure,e quem não ouviu teus soluços,ouça tuas risadas,
Nem todo mundo quer saber das tragédias alheias.
Se partiu com pressa por motivo de sobrevivência,
Não volte para pegar as coisas.
Eram só coisas,
Até quem ficou.
Não me subestime,
Sou capaz de queimar o barco comigo dentro em alto mar,
Só pra ver quantos ratos faltam pular.
