Só sei dizer que te Amo
Não tem como a vida ser só sol. Haverá dias nublados, de chuva, tempestade mas, mesmo nos dias nublados e chuvosos é possível nos sentirmos aconchegados, acolhidos e quentinhos sob a promessa do dia de sol que está por vir.
Quando descobrimos que só pedimos o que não temos, a gente para de pedir amor e começa a se preocupar em doá-lo.
Atravessarei o tempo, vencerei o sofrimento
Só para os meus olhos te encontrar
Através do amor, atrás da minha flor
Te buscarei voando sobre esse enorme mar.
Guarde seus pensamentos
porque é nesses pensamentos
que você enxerga o que só você pode enxergar.
E viva intensamente essa visão maravilhosa
desenhada unicamente para você.
Hoje ainda é o momento mais cedo que você tem para começar — tarde demais só é aquilo que já virou ontem.
Entenda: independente do quão bonito tenha sido, passado são só memórias de um tempo que não volta mais.
INCREDULIDADE
A morte, por si só, nunca foi a obsessão que assombra a vida da humanidade desde os tempos mais remotos, mas sim o desejo pela imortalidade que, infelizmente, está associado ao sonho de manter a juventude eterna ligada a frescuras inesgotáveis.
Isso porque, para os incrédulos, uma vida eterna devastada pela fraqueza, pelas doenças, pelas deficiências, pelas limitações, pelo declínio do corpo e pela deterioração dos sentidos não seria senão a somatória da infelicidade com a miserabilidade, de tal forma que o sonho da imortalidade se transforma em um verdadeiro pesadelo, e a morte avassaladora passa a ser vista como um desejo.
Rosimara Saraiva Caparroz
O futuro não existe, o passado já foi vivido; só existe o dia que estás a viver. Nesse dia encontra a felicidade e partilha-a.
Sem Retornar
Somos onda e rocha,
queda e voo,
suspiro e alívio,
numa melodia que só existe
quando a tua pele
contra a minha,
torna-se combustão.
Os nossos corpos
ferverosos e urgentes,
procuram os gemidos
que desfazem as incertezas,
numa febre que se acendeu
vagarosamente.
E eu ardo.
Ardo contigo,
por ti,
em ti.
Sem medo,
sem freio,
sem retornar .
Há encontros que só acontecem
quando nos deixamos afundar,
como raízes que se procuram no subsolo até se reconhecerem,
e só então perceberem que
sempre foram a mesma árvore.
