So quero que tu me Queiras
O silêncio de um espírito cansado
Sentir vontade de morrer não é matar a carne, e sim só um espírito cansado implorando por socorro.
Van Escher
*Efeito espelho quebrado*
Tem gente que só enxerga seu valor quando te perde.
Enquanto você era porto, tratava como passagem.
Enquanto era cuidado, chamava de exagero.
Aí o espelho quebra na ausência e,
de repente, você vira “inesquecível”.
Eu perdoo, mas não reabro a porta. Aprendi que quem não soube me cuidar quando tinha, não merece meu replay.
Meu valor não depende de arrependimento tardio.
_Van Escher_
A tecnologia só deu escala pro que já existia:
coragem e covardia.
Antes a covardia ia a pé.
Agora vai de 5G.
_Van Escher
*O Circo Van Escher Chegou: Parte 2 - No Mercado*
Eu fui só comprar pão. Juro.
Em 10 minutos eu já tinha:
Derrubado uma pilha de Danone,
Feito amizade com a moça do caixa,
E virado fiscal não oficial da fila do açougue.
Minha filha só falou: "Mãe, pelo amor de Deus".
Eu falei: "Filha, entretenimento gratuito pro povo".
Moral: se me ver no mercado, corre.
Ou pega uma pipoca e assiste.
_Van Escher_
PEDIDO DA PLATEIA 😂🎪
*O Circo Van Escher Chegou: No Banco
Eu fui só resolver uma coisinha no banco. Juro.
Em 7 minutos eu já tinha:
Entrado na fila errada,
Contado minha vida pro segurança,
E virado conselheira financeira da tia do caixa eletrônico.
Meu extrato me viu e pediu socorro.
O gerente me viu e pediu demissão 🫣
Eu só queria um comprovante.
Saí com três boletos pagos, um consórcio e uma crise existencial.
Moral: se me ver no banco, finge que não me conhece.
Ou já separa uma senha preferencial pra mim.🤦🏼♀️
Ps: o sistema caiu. A culpa não foi minha.
Eu acho.
_Van Escher_
Às vezes prefiro um soco no estômago.
Que tira o ar e a maquiagem.
Sobra só eu: verdadeira.
— Van Escher
Comecei a chorar.
E senti um abraço.
Não vi, não ouvi.
Só senti.
Era Deus me abraçando
no silêncio do quarto.
Pedi minha voz de volta.
Ele me deu colo.
Van Escher
"A a culpa é dela "
Essa é a assinatura do crime!
O golpista não rouba só dinheiro.
Rouba a culpa.
Inverte tudo.
"Você que é intensa demais."
"Você que não soube levar."
"Você que confiou."
E a vítima, com o coração arrombado, ainda pede desculpa pelo assalto.
Van Escher
Não confunda meu 'não' com jogo difícil.
É só padrão alto mesmo.
Quem sabe, sabe. Quem não sabe, observa de longe.
Van Escher
Agora tudo é só
lembranças.
Momentos bons,ruins
São lembrados da mesma forma?
Aquele sorriso no canto da boca
Ao lembrar
Dos namoricos, das brigas
Das pessoas
Que foram embora e que já não
Estão como eram em nossas
Memórias
As coisas parecem distantes e
Ao mesmo tempo são rememoradas
Como se estivessem acontecendo neste
Mesmo instante.
Como aconteceu? Será que lembramos
O bastante?
Desde quando o mundo é assim?
Será que estou velho
Ou é ele que desde sempre é ruim?
Os amigos, nem lembro como
Os conheci
Desde quando eles sabem tanto
Sobre mim?
E as perguntas que tínhamos
Já encontramos as respostas?
Tudo já foi vivido e
São apenas memorias, mas
E quando estamos lá, vivendo
Por quê não nos disseram que
Seria apenas aquele momento?
Por quê tínhamos a impressão
Que éramos imbatíveis para o
Tempo?
O Vermelho da Mente e a Simulação do Tempo
por Celso Roberto Nadilo
O vermelho só é vermelho porque a natureza assim determina — ele habita dentro da nossa mente. Somos construídos pela memória de cores, sons e cheiros. Em uma onda transdimensional, vemos colidir os conceitos da filosofia e da física.
Ao obliterarmos as cores assimiladas, deparamos-nos com o niilismo das almas aniquiladas; falanges momentâneas de objeções e questões que dão partido a novas crônicas. A cada renovação, concedemos livre-arbítrio às informações extraídas das profundezas do nosso ser. Seres animados obliteram o próprio paradoxo existencial, relutando em aceitar que o tempo é apenas a distorção de cores primordiais dentro do nosso cérebro.
O tik-tok constante parece um mantra diante do qual deformamos as premissas da realidade. Observando o tempo transitar pelo espaço, tomamos esse fluxo como nosso — o próprio epígrafe da humanidade. É um voo consciente de energia em movimento, até que a inércia se torne a desenvoltura do tempo que já passou, cumprindo o percurso de uma vida programada até o seu epílogo. Mesmo assim, continuamos a deduzir a morte como um estado no qual abraçamos as estrelas ou contemplamos um mundo sobrenatural. O tempo transformou em memórias eternas os resquícios de uma existência que, tantas vezes, foi apenas pó voltando ao pó da escuridão.
Vemos o verde em uma sintonia de fantasia: enquanto os fantasmas deslizam pelos arcos do destino, enxergamos o verde das florestas, o verde-abacate, o verde do burro que foge. Então, recebemos a visita do branco — a pureza de uma noiva ou o branco cego da raiva, que por viver no sujo logo desbota. Torna-se amarelo, quase o marrom do barro onde o cão vira-lata pula e marca suas patas. As chamas da vivência transformam-se na evidência oca de uma natureza devastada. O verde volta a ser o mesmo pó de que somos feitos.
Essa dinâmica eleva o formato da consciência. Mesmo na alienação intelectual, nos tornamos rebeldes sem resiliência, pois o bot humano é um enigma. Dentro das sensações, negociamos nossas escolhas. Para uma startup, o cenário mundial se deforma ao passar das horas; as metáforas do capitalismo atrelam-se novamente aos conceitos de liberdade e igualdade. Acreditamos ser grandes e melhores porque carregamos o vento e o glamour de ser críticos — de ostentar uma identidade diante dos algoritmos. Vemos a projeção de códigos alinhados ao tempo e ao espaço. Das cores primárias fazemos o partido do pensamento, tornado fluxo abrangente da nossa era.
Os conceitos espaciais básicos tornaram-se meros modelos da indiferença social. Olhamos para o lançamento de um foguete e vibramos quando ele pousa; com outros olhos, vejo apenas ostentação e ganância desmedida. Ao mesmo tempo, enxergo a verdade da exploração espacial: evoluímos ou abraçamos as asas da eternidade diante de inovações científicas. Mas o que realmente muda em nossas mentes? Apenas um intervalo para distrair o espírito antes de retornar ao trabalho duro. A vida revela-se uma série de absurdos embalados por ironias.
De repente, percebo a composição da alienação: a assimilação da simulação é apenas a equivalência do espírito humano. O mundo pode ser cinza, mas na variação temporal enxergamos realidades paralelas. Vemos projeções em código nas elipses da continuidade enquanto devoramos a nós mesmos. Nós, vassalos do tempo, resgatamos a virtude da esperança através do livre-arbítrio, mesmo imersos na alienação.
E ela floresce no exato e irônico momento em que sonhamos acordados — quando a mente acolhe a escuridão das lembranças e o silêncio cruel diante das lágrimas da alma.
Somos vampiros da nossa consciência...
Nada criamos só replicamos.
Mais profundo do sentido as máquinas pensam...!
