So quero que tu me Queiras
Silenciei o mundo para ouvir a voz de Deus… E no jardim da alma, floresceu a paz que só Ele pode plantar.
Janice F. Rocha
Quem só te enxerga pelo retrovisor, nunca verá a paisagem linda que Deus está construindo à tua frente.
Engraçado como alguns pensam que a vida da gente é fácil, só porque não expomos nossas dores e não fazemos da reclamação um hábito. A verdade é que cada um carrega suas batalhas em silêncio, e escolher o silêncio muitas vezes é força, não ausência de lutas.
A gente tenta maquiar, inventar desculpas e criar versões que confortam, mas que não existem. Só que a VERDADE sempre encontra uma fresta para aparecer no olhar, na maneira de tratar quem não pode retribuir nada, no cuidado ou na falta dele, na postura de quem pensa que ninguém está vendo.
Há dias em que a dor é só uma marola... suave, quase mansa.
A gente até acredita que aprendeu a lidar. Mas então vem outra onda, maior, e nos engole por inteiro.
A vida nos testou, e a fé foi o que nos manteve de pé. Descobrimos que o amor não é feito só de alegrias, mas também de decisões... aquelas que fazemos no silêncio, escolhendo ficar mesmo quando o caminho parece cansado.
Que cada um encontre, dentro de si, um pequeno refúgio de paz... um lugar onde só a voz de Jesus tenha espaço. É ali que descobrimos quem realmente somos:
filhos e filhas amados.
O coração se cansa... não de tanto trabalhar, mas de tanto se afastar da paz. E essa paz só é encontrada quando voltamos ao nosso refúgio interior, o lugar silencioso onde o amor de Deus fala baixinho conosco.
Há dias em que o coração aperta e eu nem sei por quê… só sei que dói.Mas confio em Deus, porque Ele entende o que nem eu consigo dizer.
Às vezes a alma só precisa de um abrigo onde possa chorar sem medo e, ao mesmo tempo, lembrar que o choro também é uma forma de cura.
Diante da dor dos outros, percebi que há respostas que só o pranto revela. Respostas que não vêm em palavras, mas em presenças.
O luto, no fundo, é o amor que continua existindo... só que agora de um jeito que a gente ainda está aprendendo a lidar.
