So quero que tu me Queiras

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... a verdade
só presta serviços
a quem, dela, honestamente
se serve!

... mesmo preferindo
a companhia de outros seres,
mormente avesso a qualquer resquício
de solidão - ainda assim, ninguém fugirá de
si mesmo - daquilo que mesmo acompanhado
ou ocasionalmente recluso, representa o mais especial
dos seus embates como espírito: a conquista
de suaautonomia comoum ser
único e capaz!

... assevera
a filosofia do espírito que
cada homem personifica um Ser
condenado ao cultivo e sofisticação
de sua inalienável liberdade — porquanto, lançado ao mundo, ele se torna o único responsável por aquilo que fez, faz
e ainda fará em favor do seu
impermutável destino!

Eu só escrevo quando me calo, porque ouço o sussuro da minha alma que me inspira.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026

Sinto muito,mas eu não sei lidar
com pessoas, que só conhecem...
palavrões,como resposta.

⁠“O verdadeiro caráter só se revela no enfrentamento das adversidades porque quando se está na zona de conforto é comum, mesmo fácil, se exibir exemplo de boas ações”
Ney P. Batista
Feb/06/2021

Tudo aquilo que amei,
Amei só!

Só quero viver essa vida e fazer ele FELIZ.

Quero um mapa para te achar,
mas, no fim, só quero achar


que estamos no presente,
em que você esteja presente.


No fim, sinto sua falta,
mas eu fiz falta.

⁠Não sussurre no meu ouvido "só vivemos uma vez".
Nós não.
Vivemos infinitamente.
Eternamente,
Condenado a um "requintado para sempre".

⁠Parece que o eu leva ao não-eu,
a mente aponta para a não-mente
e o sonho reflete de volta o sonhador.
No entanto, tudo acontece sem estrada, sem ponteiro,
e sem reflexo.

A Janela Aberta
Naquela noite, não foi só o pub que ficou para trás.
O corpo voltou para casa. Os pensamentos, não. Sentaram-se na poltrona, caminharam pelos cômodos vazios e, quando perceberam que eu insistiria em dormir, fizeram do travesseiro um bloco de concreto. A casa inteira parecia cansada. Não era o desgaste do tempo. Era o peso da consciência.
Há noites em que a insônia não é ausência de sono.
É excesso de lucidez.
Saí para a varanda.
A janela da casa ao lado estava aberta. A vizinha permanecia ali. Devia ter uns trinta e cinco anos. Reservada. Dessas pessoas que nunca prolongam uma conversa, mas jamais deixam de cumprimentar os vizinhos. Antes disso, eu a tinha visto caminhar lentamente pelo cômodo, como se cada passo precisasse ser convencido a acontecer. Depois os movimentos diminuíram, até desaparecerem por completo.
Não havia televisão ligada. Nem música. Nem qualquer ruído que denunciasse companhia, como era habitual. A casa parecia ter prendido a respiração.
Vi quando ela puxou a cadeira, virou-a de frente para a parede e se sentou. Não olhava pela janela. Não olhava para a rua. Parecia encarar aquela parede como quem espera que o silêncio finalmente responda alguma pergunta antiga.
O corpo foi cedendo aos poucos, numa posição impossível de sustentar por muito tempo, como se tivesse esquecido a maneira correta de existir. Um braço pendia sem propósito. As pernas procuravam apoio onde já não havia equilíbrio. A cadeira fazia o que podia, mas parecia pequena demais para sustentar um peso que não era físico.
Ela não caiu.
Apenas cansou de fingir que ainda estava de pé.
Ficou assim durante muitos minutos.
Tempo suficiente para que a imaginação começasse a fabricar hipóteses.
Talvez esperasse uma ligação que nunca viria.
Talvez estivesse apenas exausta.
Talvez estivesse travando, em absoluto silêncio, uma guerra que ninguém do lado de fora seria capaz de enxergar.
A solidão tem esse hábito perverso: quando não encontra respostas, inventa histórias.
Depois de algum tempo, a penumbra tomou conta do cômodo. Já não conseguia distinguir seus movimentos, nem saber se ainda permanecia na mesma posição. A janela continuava aberta, mas a noite havia fechado o resto da cena. O que aconteceu dali em diante eu nunca soube. O que permaneceu comigo foi apenas a última imagem que meus olhos conseguiram guardar. O restante foi preenchido por essa estranha mania que a solidão tem de transformar lembranças em fotografias mentais.
Foi então que compreendi que algumas janelas permanecem abertas não para deixar o ar entrar, mas porque já não existe força suficiente para fechá-las.
É curioso como a tristeza raramente faz escândalo.
Ela prefere paredes descascadas, cadeiras antigas e o silêncio.
Gosta do silêncio porque o silêncio não faz perguntas.
Talvez ela tenha perdido alguém.
Talvez tenha perdido a si mesma.
No fim das contas, quase dá na mesma.
O mundo admira pessoas que continuam sorrindo enquanto apodrecem por dentro. Chamam isso de força.
Eu chamo de bom comportamento... maldito bom comportamento de gado no matadouro.
A verdadeira exaustão não pede licença. Ela apenas faz o corpo escorrer sobre qualquer pedaço de madeira disponível, como um copo esquecido no fim da madrugada.
Depois de certo ponto, a identidade deixa de importar.
Você não é mais advogado, artista, pai, mãe, amante ou fracassado.
É apenas alguém tentando sobreviver ao próprio pensamento.
As paredes conhecem esse tipo de gente.
O concreto guarda segredos melhores que qualquer padre. Já viu homens ricos chorarem sozinhos, mulheres bonitas desistirem da própria beleza e gente comum morrer muitos anos antes do coração parar.
Naquela varanda compreendi que existem intervalos maiores do que qualquer derrota.
Existe uma diferença enorme entre perder a guerra e simplesmente não ter forças para levantar naquele dia.
Vivemos num mundo que confunde movimento com vida. Gente correndo atrás de dinheiro, curtidas, diplomas e promessas de felicidade vendidas em prestações. Basta, porém, fechar a porta e apagar as luzes para descobrir que muita gente continua respirando apenas porque o corpo ainda não recebeu o aviso de que a esperança foi embora.
Na manhã seguinte, ela acordará.
Preparará o café.
Responderá mensagens.
Comprará pão.
Cumprimentará os vizinhos.
Se alguém perguntar como está, sorrirá o suficiente para encerrar o assunto.
E a cidade continuará funcionando com a eficiência de sempre.
Os ônibus passarão.
Os escritórios abrirão.
Os bares voltarão a encher.
Ninguém perceberá que uma mulher quase desapareceu diante de uma parede na noite anterior.
Talvez porque todos estejam ocupados demais escondendo a própria parede.
Voltei para dentro de casa.
A janela dela continuava aberta.
Fechei a porta da varanda, mas não consegui fechar aquela janela dentro de mim.
Desde então, algumas noites não terminam quando amanhece.
Elas apenas mudam de endereço.
Há dias em que caminho pela rua, entro num café, espero numa fila ou observo alguém parado no trânsito e me pergunto quantas pessoas ali estão vivendo exatamente a mesma noite que vi naquela janela.
A resposta nunca vem.
Talvez porque a tristeza mais profunda tenha aprendido um truque antigo: descobriu que ninguém desconfia de quem continua respirando.
E foi então que percebi uma ironia cruel.
Naquela noite, eu acreditava estar observando a solidão de uma mulher.
Hoje já não tenho tanta certeza.
Talvez eu nunca tenha escrito sobre ela.
Talvez, desde a primeira linha, eu estivesse apenas descrevendo a janela da minha própria casa.

Humanos não agem por lógica. A gente acha que sim, e até quer, mas, no final, nós somos só guiados por instinto e emoção. E depois nos justificamos para nós mesmos.

O Justiceiro
2ª temporada, episódio 10.

Ôxe, cabra...


Tu só vai amadurecer de verdade
quando parar de perguntar só:


“Eita, isso aqui me dá prazer?”


e começar a perguntar, com o juízo sentado na cadeira:


“Que tipo de homem eu tô virando
com essas recompensa que eu vivo correndo atrás?”


Porque prazer, meu fi,
até vento em porta velha faz barulho.


Mas maturidade mesmo
é saber se aquilo que tu persegue
tá te fazendo homem inteiro
ou só menino grande
com fome usando roupa de adulto.

O aleijado só dá muito valor a muleta quando cai.

O que não me serve, não me cabe

Cansei de dar palco
pra quem só fazia silêncio.
Cansei de regar chão seco
e chamar de jardim.

Não dou mais valor
pra o que não tem valor.
Não empresto mais minha paz
pra quem vive em guerra comigo.

Vou crescer.
Vou mudar.
E se doer, que doa.
Mas que seja a dor de quem está nascendo de novo.

Deixo no passado
o que não me acrescenta.
As palavras tortas,
as meias verdades,
o peso que não era meu.

E se acham que estão me derrubando,
que pensem.
Porque eu já entendi:
opinião alheia não paga meu aluguel,
não cura minha ferida
e não constrói meu futuro.

A partir de hoje eu escolho leveza.
Escolho quem me soma.
Escolho eu.

E quem não entendeu,
ficou pra trás.

406🙏🌹 nós caminhamos só, não que queiramos mas que não nos querem mais, uma total negligência e desprezo do ser humano conosco não temos mais valores, nada temos que despertemos no próximo atenção, não se importam com nada que sentimos ou gostamos, acabou a graça, o tempo passou e somos deixados de lado esquecidos...
Não temos mais nada para despertar no próximo e isso provoca um vazio muito grande em nós, uma tristeza sem tamanho, imensa, somos inguinorados por onde passamos, ficamos invisíveis para uns e outros , esquecem que a idade vai chegar, o abandono os alcançaram no momento de cada um ...🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA...Ayache Vidal.

Fingir que não sente parece ser o melhor remédio para a dor,
mas é um truque enganoso,
que só envenena a alma.
A dor não desaparece quando escondemos o que sentimos.
Ela precisa ser acolhida, compreendida
e, aos poucos, transformada em força.
Não permita que a mágoa faça morada no coração.
Perdoar não significa esquecer o que aconteceu,
significa escolher não carregar para sempre
aquilo que um dia tentou destruir você.
Helaine Machado

As coisas ordinárias são as mais extraordinárias,
só porque poucos se dão ao trabalho de notar.

Eu só tenho uma coisa para dizer o aço da minha pistola é Gerdau ou seja ou foi feito por mim ou pelo meus irmãos.