So o Tempo pode Entender um grande Amor
Larga desse Papo!
Pra que vir com esse papo agora
De você só quero um beijo
Me abraça larga disso, me namora
Vem matar o meu desejo
O tempo parou, vem aqui que é a hora
Quero extrair seu mel
Como uma flor, uma declaração suave, bem sonora
Mas você insiste nesse fel...
Só quero ser feliz
Simplesmente sentir prazer
Não me interessa o que me diz
Vem, se entrega e vem me fazer...
Meu corpo minha vida
Não quero anel
Quero viver e ser vivida
Não quero promessa nem véu
Me faz alcançar o céu
Sem essa de me julgar
Nem me colocar como réu
Só vem... e vem me beijar
Um dia para definir seu futuro,
Um minuto para você desistir dele,
Um segundo para perceber que só depende de você,
Uma vida inteira que você entender que o futuro é agora!
Você vota em quem quiser! Namora quem quiser! Vive como quiser! A escolha de cada um só diz respeito à ele mesmo. Algumas escolhas, obviamente interferem na vida de um relacionamento, de uma família, de uma comunidade, de uma cidade, de um Estado, de um País. Mas, mesmo assim, respeitar o outro, demonstra a evolução de cada um. O que podemos fazer, é pelo exemplo, irmos mudando aquilo que nos incomoda. E olhe, o universo continua sem você! Continua sem mim! Ele continua! Respeite-se! Cuide-se! Ame-se! E respeite o outro!
Tudo em mim, é um projeto inacabado.
Só peço ao artífice, ao escultor sem gosto que talhou o meu perfil de vida, que me restitua os meus lindos olhos de menino, na estatueta imperfeita que me quis oferecer, mas que eu, orgulhosamente, rejeitei.
Na vida, uns têm muito dinheiro por um preço vil.
Outros, só têm valores humanos, que são muito mais valiosos.
POEMA PARA UM IRMÃO QUE NUNCA TIVE
Nasci só para ser só!
Tão só
Que quando nasci
E a luz vi
Disse a minha mãe:
Vê se me trazes um irmão,
Para podermos jogar ao pião...
E os partos dolorosos
Sulfurosos
De minha mãe, continuaram...
Nove anos, após o primeiro passaram
Depois do pedido feito
A minha mãe,
Agora no Além
Mas sem efeito
A súplica minha,
Talvez mesquinha.
E então, cá fiquei até agora
Sem aurora
Neste inverno da vida
Que nunca foi vida, não,
Sem ti, meu imaginado irmão!
Que triste é morrer
Sem ter
A costela de um irmão
Encostada à minha que vive
À espera desse irmão
Que nunca tive.
(Carlos De Castro, in Poesia de Mim Só, em 26-07-2022)
BEIJOS DO DESERTO
Ele, só lhe pedia:
- Dá-me um beijo, se não morro à sede...
E ia desfalecendo...
Aos poucos, morrendo.
E ela, ao lado dele, atirava:
- Quem vai morrer, não precisa de beijo!
Ele então tropeçou,
Aninhou,
Levantou,
E caminhou
E cada vez mais dela se afastou...
Afastou...
Mais à frente ele encontrou
Um cato no deserto,
Que depois de aberto,
A sede dele matou.
E então correu, como proscrito,
Correu pelo deserto infinito...
Já não quis o beijo que lhe matava a sede.
Depois chegou ela e viu o cato.
O cato, já estava seco,
De facto,
Mirrado,
Como um cão esfaimado.
Mas ela para matar a sede
Beijou o cato,
Pensando beijar os lábios dele
E morreu...
Do beijo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 24-11-2022)
O CRISTO E EU MAIS OUTRO
Só há tempos confirmei
Em êxtase, no cimo de um outeiro,
Que o Cristo nasceu na mesma terra
Que eu, quanto sei,
Se a memória não me erra.
Numa rude manjedoura,
Lá no cimo do "monte do bicho",
Que em pequeno e por capricho,
Lhe construi no presépio de madeira,
Com mãos de artista de primeira,
Em recordação duradoura.
Já homens, eu e ele, ainda sem o outro,
Sentados à sombra dos pinheirais,
Imaginávamos o mundo dos mortais
Sem penas, nem dores e só amores reais...
..................
Depois, vieram algozes e levaram-nos
Sem julgamento, ao suplício final.
Chicotearam-nos,
Ridicularizaram-nos,
E cruxificaram-nos no alto do " monte do bicho"
Também por capricho.
Na pressa de completar o quadro:
Foram então buscar o "Gestas", o mau ladrão.
Deram-me o nome de "Dimas" o ladrão bom.
E ao Cristo, não deram nome, não.
Ele não precisava de graça, pois já nasceu Cristo
E posto isto,
Ele ficou na cruz ao meio.
Eu, Dimas, um dos ladrões, fiquei-lhe à direita
E o Gestas, o bebedolas da aldeia, mais a torto.
Porque ele gostava de morrer,
Dizia
E insistia:
Para ficar vivo, depois de morto!
(Carlos De Castro in Há Um Livro Por Escrever, em 15-03-2023
“É impossível exercer democracias humanitárias, quando o líder, só atende um grupo minoritário de subalternos.”
“Podemos comparar um Reikiano a uma mangueira de jardim, só que, em vez de água, o que jorra é a Energia Cósmica de Amor. Se tencionarmos uma mangueira de borracha, a água não fluirá à vontade. Da mesma forma, ao ativar o ego, bloquearemos o fluxo de Reiki.”
O indivíduo é um espetáculo ensaiado só esperando a cortina abrir. A depressão é uma cortina que não abre. E atrás da cortina o espetáculo da vida não acontece.
A religião é uma ponte que permite aos que não conseguem atravessar de um lado ao outro do abismo sozinhos.
O porte físico de cada um só reflete sua força física, mas não mostra o tamanho de sua força mental que é mais importante
