So o Tempo pode Entender um grande Amor

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Essa sem dúvida foi a coisa mais idiota que já fizemos, e olha que já temos um longo histórico de coisas idiotas.

Um jovem viu nos livros uma escada de oblação.
E fez da leitura diária sua arma de libertação.
Para livrar os pobres dos tiranos de sua geração.
Que burlavam seus direitos sem a mínima oposição.
Este jovem verteu-se em um homem,culto e audacioso.
Fez do conhecimento, um baluarte honroso.
Para defender o povo, do opressor asqueroso.
(Para Lime)

Correr atrás não é sinônimo de expressar um sentimento. Gosta? Mostra. Não gosta? Dá tchauzinho. Mas faz o que TU decidires, o que achas melhor pra ti. E lembra sempre: em primeiro lugar vem tu e em segundo tu.

Se é importante para você, você arruma um caminho. Se não é, você arruma uma desculpa. Tão simples como caminhar, respirar e dar o primeiro passo. Mas no final, não importa o que você faça, o quanto se segure, pense ou sinta, tudo se resume à última pessoa que você pensa à noite. É exatamente lá onde seu coração está. Queira você ou não.

A sensatez de poucas leis e decretos

Penso que um excesso de decretos e de interditos prejudica a autoridade da lei. Podemos observá-lo: onde existem poucas proibições, estas são obedecidas; onde a cada passo se tropeça em coisas proibidas, sente-se rapidamente a tentação de infringi-las. Além disso, não é preciso ser-se anarquista para se ver que as leis e os decretos, do ponto de vista da sua origem, não gozam de qualquer caráter sagrado ou invulnerável. Por vezes são pobres de conteúdo, insuficientes, ofensivas do nosso sentido de justiça, ou nisso se tornam com o tempo, e então, dada a inércia geral dos dirigentes, não resta outro meio de corrigir essas leis caducas senão infringi-las de boa vontade! Para mais, é prudente, quando se pretende manter o respeito por leis e decretos, não promulgar senão aqueles cuja observação ou infração possam ser facilmente controladas.

Sabe quando você passa um tempão separado de um amigo por conta de uma briga idiota e percebe que tem que fazer as pazes com essa pessoa, porque sua vida se torna bem mais triste sem aquele mala do teu lado?

O importante da educação não é apenas formar um mercado de trabalho, mas formar uma nação com gente capaz de pensar.

Uiva o Lobo
Em um canto triste
Odes a sua amada
A lua

O que nasceu no etéreo
Não deve ser consumado
Mas consome

Brilha a lua
Como quem diz:
Não chore. Sou sua.

O lobo não entende
Não pode. A dor cega.
Sofre ele. Sofre ela.

E o Lobo uiva...

Em cada gota do oceano vejo um motivo pra lembrar você, e cada grão de areia me mostra mil motivos pra te esquecer.

Monólogo

- Quem sou eu?
- Meramente um amante das palavras.

Quando encontro um adolescente que sabe escrever, tenho a certeza de que ele é alienígena.

Anima-se, no fim do túnel existe um bar aberto...

Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.

Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.

É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.

Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.

É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.

Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.

É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.

Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.

Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.

Sentado e sorrindo aos pés da cruz vazia

Um dia vou tirar os cravos, que prendem suas mãos e seus pés. Do medo vou deixar de ser escravo. Vou fazer o que me der na telha, e com o coração em ceentelha, vou tirá-lo daí com muita fé, vou lhe fazer um bom curativo, colocando panos e remédios, tirando as dores que a 2000 anos moram...

Erga a cabeça, coloque um lindo sorriso no seu rosto e continue andando, porque ainda tem muita coisa boa para acontecer.

A cada sorriso teu que vejo, sinto que tudo mudou, e nada é como antes, você tem sua vida com um outro alguém, e toda nossa história chegou ao fim. Agora, quando olho em teus olhos, não consigo mais enxergar tua alma, meus pensamentos agora estão muito confusos, e sem nenhuma expressão neste mero papel, através de palavras tento dizer um pouco do que sinto, mas é tudo em vão; não sei mais o porquê de tudo isso estar acontecendo, mal sei o porquê de termos nos afastado assim, porém talvez assim seja melhor, mesmo que nem amigos possamos ser agora, eu acho bem melhor que tudo fique assim como está. Se você me pedir se pode voltar, por mais impossível que isso pareça, eu vou lhe responder ‘não’, meu corpo e minha mente já não necessitam mais de você, e mesmo com o meu coração transparecendo por meu olhar e lhe mostrando que ainda preciso de você, eu juro que não voltarei. Não, desta vez, tudo o que represento a você são meras lembranças, lembranças que você finge querer esquecer, mas eu sei que, bem no fundo, a verdade você esconde, a verdade de que sente minha falta.
Aos ventos que agora sopram, eu grito e tento que me escute, mas você parece morto, deve estar desacordado, pois não me responde, nem ao menos olha pra lua no céu pra lembrar de mim, meu corpo está vagando solitário a procura do teu calor, mas você não está, simplesmente está caído no chão, está cheio de mágoa, e suas lágrimas se espalham com as gotas da chuva, eu ainda estou tentando te achar, mas não consigo te enxergar, parece que tudo está sombrio, que a escuridão está escondendo teu corpo como um manto, mas eu sei que você está ali, e eu vou até você para te erguer e te dizer que, não importa o tão baixo e caído que você esteja, eu sempre estarei ali para te erguer novamente e te colocar de pé, nunca eu deixarei você caído, as cores estão voltando aos seus olhos, e você me olha como se soubesse o que estou pensando, como se quisesse parar o tempo ali, naquele momento, pra que ele dure mais que um simples momento, como se tudo e todos não importassem mais, e que apenas nós dois fôssemos o mundo, e, por um instante, sinto que, mesmo sem pronunciar uma única palavra, você está ali me olhando e me sentindo, como eu o sinto, então as gotas da chuva molham nossos rostos, que se aproximam cada vez mais, e nossos lábios se tocam, todo o barulho existente dos carros desesperados ao redor, ou da gritaria que há naquele lugar, some, tudo ao nosso redor desaparece, e o calor volta em mim e te aquece, como se aquele fosse o último momento de nossas vidas. Este foi o mais intenso e aquecedor, beijo, e então a chuva continua a cair, e então nos afastamos por alguns centímetros, e de repente ainda me vejo mergulhada no teu olhar fascinante e que me faz bem, então olho para tua boca e apenas uma frase você consegue pronunciar, ‘eu te amo’, pode ser a frase mais comum de se ouvir, porém nunca havia sido pronunciada com tanta verdade escondida, incrível, não, apenas uma frase pode mudar completamente o rumo da tua vida, e então você vem comigo, partimos para um futuro obscuro e sem regras, onde o que mais importa é o simples fato de sermos quem somos, e amarmos quem nosso coração escolhe!

⁠Mesmo se você for embora por um instante
Eventualmente vai nos querer de novo
O menu mais quente que nunca vai esfriar
Grave esses sabores em seu paladar

Os deterministas me dizem, com um grau de verdade, que o determinismo não faz diferença na vida diária. Isso significa que, apesar do determinismo saber que os homens não têm livre arbítrio, mesmo assim, ele continua tratando-os como se tivessem.

Meu lugar perfeito

Sei que existe um lugar
Onde é possível escutar
O barulho suave das folhas
E o silêncio suntuoso do mar

Sei que existe um lugar
Onde toda a paz e ternura está
E a confiança não será mais suspeita
Mas certeza acenada no olhar

Sei que existe um lugar
Onde a bondade será costumeira
Com reciprocidade habitual
A verdade fiel e a fé verdadeira

Sei que existe um lugar
Onde o amor haverá
É lindo, é perfeito
E é lá que eu vou te encontrar

O buraco do espelho


o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora