So o Tempo pode Entender um grande Amor
Tragédias nos fazem parar a correria e questionar o que fazemos da vida.
Temos a obrigação de extrair das tragédias algo que nos faça prosseguir melhores.
A utopia representa o medo do homem de residir no morno, de ficar sem o seu tão doméstico drama, a sua cômoda tragédia.
A pior vingança é aquela que atinge exatamente quem nada tem a ver com ela e é executa através de pura violência covarde.
Enquanto nossos comportamentos, vestimentas, palavras e atos estiverem atrelados a expectativa da aceitação dos outros, seremos prisioneiros, mesmo descalços e sem rumo numa praia deserta e paradisíaca.
Deixemos o passado onde ele está, para consultas apenas e o futuro onde ainda ficará, junto com os sonhos, pois o seu presente é que importa e constrói o resto da sua bela estrada.
Quando eu julgo, estou falando de mim, das minhas fraquezas, dos meus preconceitos vergonhosos, das minhas ignorâncias em camadas e dos meus medos, mas nunca de quem penso estar desqualificando, rotulando.
Me desculpe se a minha simples opinião se transformou, aos seus olhos, numa verdade absoluta e trouxe ódio na cauda.
Navego pela vida com uma certa tranquilidade, pois as vezes me entristeço comigo mesmo, ao cair. Me levanto, sorrio e prossigo.
A mentira nos obriga a conjurar com a verdade, sempre que a segunda se torna parte indispensável da primeira.
Sombras e claridades são estágios importantes. Aproveitemos nossos momentos sem luz e aqueles onde ela quase nos cega.
Quando uma sociedade atinge o limiar da sua indiferença, o medo passa a ser a única emoção e nesse ponto tudo pode acontecer.
A vida as vezes bate forte demais. O problema é que não aprendemos a esquivar e muito menos absorver com um sorriso de deboche.
Nem sempre sou água que se infiltra, contorna, transborda e flui. As vezes sou areia, que apenas preenche, deposita e sossega.
Talvez quando a Lei realmente chegar em qualquer porta, não ler o sobrenome do morador e quando a saúde e a instrução chegarem junto, tenhamos paz.
