Só as Mães são Felizes
Os manipuladores nunca foram Fortes nem Espertos... Eles só se criam na Fraqueza ou no Descuido dos Manipuláveis.
A psicóloga está acabando comigo:
mandou-me separar um caderno só para anotar as incidências de estresse…
Só estou fazendo para comprar caderno!
Parece brincadeira — e é também!
Mas, olhando mais de perto, percebe-se algo muito maior escondido nesse riso: quantas vezes tratamos o cuidado emocional como se fosse só mais um caderno novo na gaveta?
É a recusa disfarçada, o medo sutil de se conhecer,
de se colocar diante do espelho,
de admitir que dentro de nós também existem gavetas bagunçadas
que carecem de arrumação.
Escrever, no fundo, é isso:
um ato simples que revela abismos
e, ao mesmo tempo, constrói pontes sobre eles.
Pela palavra, evitamos novas feridas
e aliviamos as que insistem em se abrir.
Há textos que caminham sozinhos.
Nascem prontos, enxutos, inteiros.
Mas há outros que precisam calçar as sandálias da empatia
para não machucar ou confundir quem ainda anda descalço dentro da própria alma.
E, é nesse vai-e-vem entre provocar e acolher
que percebemos algo curioso:
quando aprendemos a brincar com as palavras e com as imagens,
elas se juntam para brincar conosco.
A escrita deixa de ser esforço
e passa a ser companhia.
A arte deixa de ser fuga
e vira travessia.
É aí que o caderno muda de função.
De simples objeto, ele se transforma em lugar:
um lugar onde a dor descansa,
onde a graça do cotidiano floresce,
onde a alma encontra espaço para respirar.
E se eu tenho um desejo para quem se senta para folhear conosco esse “nosso caderno”,
é que saia daqui um pouco melhor do que entrou.
Porque a palavra bem cuidada faz isso —
acolhe, reorganiza, ilumina.
E quando compartilhada com sinceridade,
cura quem escreve e quem lê.
No fim, terapia ou não,
a escrita é um jeito silencioso de cuidar do mundo.
E, quem sabe, de nós mesmos também.
Só está faltando isso aqui, para eu entrar na fila dos mal-educados e ir tomar café na sua casa, sem nem te avisar.
E eu que, vez em quando, deito um travessão na mensagem — só para ser confundido com um “Chatbot”.
Mas um travessão é muito mais do que sinal gráfico — é um gesto.
Um pequeno ato de ousadia que só pratica quem não teme ser percebido.
Quem escreve com consciência do que carrega, e com a leveza de quem não precisa provar nada além da própria honestidade com as palavras.
Porque, no fundo, escrever é isso:
um jogo silencioso entre coragem e sensibilidade.
Coragem para tocar onde dói —
Sensibilidade para não machucar lugar nenhum.
E um travessão, bem deitado, talvez seja o símbolo mais humilde dessa bela dança.
Ele separa, sim, mas também aproxima...
Às vezes, pausa… mas empurra adiante.
Ele corta… mas também convoca.
Às vezes parece apenas um traço, mas é um traço que fala:
"Ei, aqui entra algo que só os atentos percebem."
E quem ousa usá-lo não o faz por frescura gramatical —
mas por afeto estético, intuição narrativa,
e essa espécie de maturidade que só têm os bem resolvidos:
bem resolvidos consigo, com o que dizem,
e até com o que deixam de dizer.
No fim, o travessão é como o pincel que se deixa cair de propósito:
não é descuido, é assinatura.
Não é desatenção, é presença.
E se alguém confunde isso com um “Chatbot”…
ah! — que continue confundindo.
Porque a arte, quando bem feita, normalmente já confundiu até quem a criou.
E aqui para nós — risos — às vezes um travessão bem deitado é mesmo isso: um pincel que se joga, de caso pensado, sobre a tela.
Um atrevimento sereno, cheio dessa sinergia rara entre arte, responsabilidade e sensibilidade — um trio que costuma morar apenas nos que já fizeram as pazes consigo e com a própria forma de criar.
A intenção, claro, era fornecer lenha para queimar.
E o fogo aceitou.
Porque, é preciso muita coragem para se aventurar na arte de escrever.
É preciso alguma loucura mansa para deixar palavras escaparem sabendo que podem ferir, curar, provocar ou até acalmar.
E é preciso ainda mais sensibilidade para permitir que elas se entendam com as imagens — porque, quando elas resolvem brincar juntas, quem escreve vira mero coadjuvante.
A palavra abre caminho.
A imagem acende.
O travessão risca.
E o gesto final surge sozinho —
como se a chama tivesse vontade própria.
Talvez não haja atrevimento mais bonito e charmoso do que o dos que se aventuraram e se aventuram no ofício de escrever.
Porque escrever é primeiro se arriscar —
e só depois se revelar.
E haja atrevimento pra tocar quem se atreve a ler!
Pois, quem escreve, abre portas, mas quem lê, precisa ter coragem
de entrar.
No fim, talvez seja assim que a arte realmente nasce:
do encontro entre um risco, uma intenção e a ousadia de se deixar queimar.
E nós apenas sopramos o fogo —
porque a Lenha, a Faísca e o Incêndio Poético
já estavam ali — todos —
pedindo pra brincar.
Que os bons ventos de agosto nos tornem sensíveis o bastante, para merecermos as flores, com toda sorte de cores de setembro!
Amém!
Lá se vai Agosto…
Se despedindo com seus ventos discretos, carregando ensinamentos que, por vezes, passam despercebidos.
São esses ventos que nos convidam à introspecção, que nos lembram de cuidar da nossa sensibilidade e atenção ao mundo.
É nesse preparo silencioso que encontramos a capacidade de receber o novo, de perceber os detalhes que realmente importam.
Setembro, com suas flores e cores, não é apenas um mês; é um convite à recompensa daqueles que souberam Escutar, Reaprender e se transformar.
Merecer suas cores e fragrâncias não dependem de pressa ou força, mas de estarmos abertos, atentos e delicados o suficiente para reconhecer a beleza que nos cerca.
Que os ventos de agosto nos moldem com suavidade, que nos tornem atentos aos pequenos gestos e às sutilezas da vida, para que, quando setembro chegar, possamos acolher suas flores, ornados de gratidão e plenitude.
Amém!
Que os bons ventos de agosto nos tornem sensíveis o bastante, para merecermos as flores, com toda sorte de cores de setembro!
Amém!
Não tive nada a ver com o 11 de setembro… apenas carrego comigo a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.
Não tive nada a ver com o 11 de setembro… Só carrego a Culpa, a Gratidão e a Graça de ter nascido num dia bom, com a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.
Só veem essa medonha polarização com bons olhos, os que já não veem com os olhos seus.
Isso porque a polarização rouba a visão verdadeira e substitui a percepção da realidade pelas lentes dela.
Quem se deixa aprisionar por ela já não enxerga com clareza — apenas repete os reflexos que lhe oferecem.
A polarização estreita horizontes, fabrica inimigos imaginários e ensurdece para qualquer voz que não ecoe na própria trincheira.
O olhar, antes capaz de contemplar a complexidade da vida, passa a se contentar com a caricatura de “nós contra eles”.
E o mais trágico é que, nesse processo medonho, não se perde apenas a neutralidade: perde-se também a capacidade de enxergar o lado humano do outro.
Perde-se a liberdade de pensar com a própria cabeça, porque ver com os olhos alheios, nunca será o mesmo que enxergar com os próprios olhos.
Antes de ser sequestrado pela Medonha Polarização, o cabo de guerra era só uma das inúmeras e ingênuas brincadeiras de crianças dos bons e velhos tempos.
A Crueldade das Indiretas só encontra morada na Inviabilização do Debate.
Confundi-las com ironia é pagar para se precipitar no abismo da guerra palavrosa.
Quando a palavra não é dita face a face, mas atirada ao léu, ela não busca construir, mas ferir.
As indiretas carregam o veneno medonho da ambiguidade: dizem sem dizer, acusam sem assumir, afastam em vez de aproximar.
No lugar do diálogo sincero, abre-se espaço para mal-entendidos, ressentimentos e silêncios pesados.
Debater é olhar nos olhos, é sustentar a própria convicção sem precisar se esconder em meias-palavras.
Por isso, toda indireta é uma recusa ao encontro verdadeiro — uma forma disfarçada de fugir da verdade que poderia libertar.
Afinal, só há debate quando há coragem de expor, ouvir e responder.
Tudo o resto não passa de ruídos orquestrados ao desserviço do encardido.
Um trisal tão nefasto entre a Igreja, o Estado e seu Braço Armado só poderia parir tamanha aberração.
Não há sutileza nessa união — ela sempre carrega consigo os germes do abuso e da manipulação.
Quando a fé se deita com a política, e ambos convidam o braço armado para o mesmo leito, o resultado buscado nunca é comunhão, mas o controle da nação.
A Igreja, que deveria consolar, torna-se cúmplice do silenciamento.
O Estado, que deveria servir, converte-se em senhor.
E o braço armado — que deveria nos proteger — se vê no direito de intimidar.
É nesse pacto que o sagrado se prostitui, o político se corrompe e a violência se legitima.
Não é difícil reconhecer os frutos dessa aberração: consciências domesticadas em nome da obediência, corpos disciplinados pelo medo e uma sociedade moldada não pelo diálogo, mas pela imposição.
O trisal nefasto não gera filhos livres, mas servos disfarçados de cidadãos.
E talvez o maior desafio não seja tão somente apontar os riscos sem precedentes dessa união, mas perceber como, vez ou outra, ela continua a ser desejada por aqueles que temem mais a liberdade do que as medonhas grades invisíveis da prisão.
Enquanto uns choram seus pais que só lhes deixaram aquilo que dinheiro nenhum pode comprar, outros, miseráveis, que não têm nada além do dinheiro — desumanizam os seus.
Os que só veem a Felicidade nas Grandes Conquistas, ainda não tomaram Vento na Cara com ela no Carona.
Talvez acreditar que mais ninguém esteja Ferido — seja só outra forma medonha de Ferir.
Porque a dor, quando não ouvida, vira eco.
E quando presumimos que o mundo está inteiro, deixamos de perceber os cacos que alguém tenta segurar com as próprias mãos.
A verdade é que ninguém sai ileso da travessia — enquanto uns sangram por dentro, outros tentam esconder os cortes com sorrisos.
Estamos quase todos lutando com dores, dificuldades e problemas…
Ainda que diferentes.
Mas ignorar o sofrimento alheio é como esbarrar em uma ferida aberta fingindo ser só o vento.
Empatia não é diagnóstico — é presença.
É a coragem de admitir que talvez o outro também esteja lutando uma guerra que não machuca e apavora somente você.
E que às vezes, só de reconhecer a batalha, já deixamos de ser um potencial inimigo sem perceber.
Se não soubermos enxergar a dor do outro, a nossa também ficará sem testemunha.
E nada fere ainda mais do que sofrer sozinho num mundo que insiste em parecer inteiro.
A vulnerabilidade compartilhada e o reconhecimento mútuo do sofrimento são, talvez, os caminhos mais curtos para nos sentirmos menos frágeis em um mundo tão quebrado.
Em meio a tantas dores, dificuldades e problemas, quem presume não tê-los — ou imagina que o resto do mundo segue ileso — acaba sendo, sem perceber, a parte mais perigosa deles.
Quem sabe a dimensão do barulho de um diagnóstico é só quem o vive, os que fazem disso um espetáculo, só imaginam.
Os que atravessam o instante em que um diagnóstico cai sobre a própria vida, sabem: não é apenas uma palavra, é um estrondo que reverbera por dentro.
O barulho não vem do som, mas do silêncio que se instala depois — aquele em que o futuro precisa ser reaprendido, os planos se recolocam em caixas frágeis e o coração passa a ouvir demais.
Para quem vive, o diagnóstico não é manchete nem assunto de corredor.
É matéria de oração, de medo contido, de coragem silenciosa.
E é o peso de ter que continuar respirando enquanto a alma tenta entender o que mudou sem pedir permissão.
Já os que transformam isso em espetáculo ou comentário ligeiro escutam apenas o eco distante.
Imaginam o impacto, mas não conhecem o abalo.
Confundem curiosidade com empatia, opinião com presença e ruídos com cuidado.
Talvez por isso, diante do diagnóstico alheio, o gesto mais humano não seja perguntar, expor ou explicar — mas silenciar, respeitar e permanecer.
Porque há dores que não pedem palco, mas abrigo.
E há barulhos que só quem os escuta por dentro sabe o quanto ensurdecem.
A mentira repetida só vira verdade por ser uma das moedas que custeiam o aluguel das cabeças desocupadas.
A verdade nunca dói, o que dói é o fato de ela diferir das nossas vontades.
E a mentira não cria raízes por força própria.
Ela precisa de solo fértil: mentes desocupadas, críticas adormecidas e consciências terceirizadas.
Repetida, não se transforma em verdade — apenas em hábito.
E hábito, quando não questionado, passa a ser confundido com realidade.
Há quem alugue a própria cabeça por conforto: pensar cansa, duvidar exige coragem e confrontar narrativas cobra um preço muito alto.
A mentira paga esse aluguel com promessas fáceis, inimigos prontos e explicações que dispensam reflexão.
Em troca, exige apenas silêncio interior e obediência ruidosa.
Mas a verdade nunca foi aceita como moeda corrente.
Ela às vezes pesa demais, incomoda, desalinha certezas e devolve ao indivíduo a responsabilidade de pensar.
Por isso, circula muito menos.
Não porque seja fraca, mas porque recusa ser aceita sem resistência.
No fim, a mentira só prospera onde o pensamento crítico tirou férias ou nem sequer existiu.
E talvez o maior ato de rebeldia hoje seja reocupar a própria mente — expulsar o inquilino confortável da repetição e devolver à verdade o espaço que sempre foi dela.
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