Sinto falta do meu Passado
O meu dinheiro é tão pouco
Que eu não conto a mixaria
Também não dá pra contar
Porque acaba em um dia.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
09/04/2024
Eu não quero muita coisa
Pra poder sobreviver
Só quero paz de espírito
E sossego pro meu viver
Eu quero felicidade
Pra toda humanidade
Unida permanecer.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Eu já criei tempestades,
Mas o meu mar acalmou,
Quero de volta a jangada
Que de mim se afastou.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
A lua quando aparece
E clareia o meu Sertão
Todo ser vivo se esquece
Da noite de escuridão.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
26 junho 2024
Meu sonho tá garantido
Até mesmo sem dormir
E o meu real escondido
Querendo me iludir.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
30/10/2024
Eu me esforço pra não rir
Das ações do ser humano
Eu queria criticar,
Mas entender é meu plano.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
01/12/2024
Meu verso nem sempre é puro
Tem verdade e fantasia
Às vezes ele é bem duro,
Mas tem vez que é harmonia.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
04/12/2024
No meu pensar mais profundo
Eu tento me entender
Mas vejo que me afundo
E quando retorno ao mundo
Volto sem compreender.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
03 janeiro 2025
Quando baixo a minha voz
Me encanto neste momento
Porque sempre que me calo
Escuto meu pensamento.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
05/06/2025
Eu invento no meu verso
Fujo da realidade
Crio um mundo multiverso
Mas paralelo à verdade.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
29/06/2025
Ao meu pai
Seu nome foi concebido no árido, no prólogo de uma vida de muitas lutas, na fonte seca de esperanças sem chão. E com essa bagagem, ombreou-se de coragem, sem nobreza ou trovador para contar suas histórias, como que por obrigação ser sobrehumano, sobre toda a humana cadência. Não se trata da jornada do herói, mas da origem do meu herói, da gênese do meu entendimento e a força da minha vontade.
Não digo que sou os erros e acertos do pai, sou o ouvinte curioso das suas histórias, o observador paciente de todos os seus passos. Não creio que tudo seja apenas matéria, que tudo seja aleatório em um ciclo do nascimento até a morte, há de se galardoar aqui ou em outro lugar tantas obras e um bom coração. Mais valioso para mim é o teu exemplo do que os inúmeros livros que já tive acesso, do que os heroísmos nascidos da imaginação criativa do autor. O teu fardo não é fado, é minha herança, para que assim eu conte o teu nome nos meus atos, na educação aos filhos, nas escolhas dos amigos, no temor a Deus, no bem ao próximo que sobrepuja a vaidade. Vou sentar e te ouvir mais uma vez, enquanto calmamente me ensina a vida.
Não sou santo como tantos são.
Sigo a vida simplesmente.
Através do meu dia a dia tento fazer o melhor que posso e nada mais.
Não adianta inventar.
A vida é irmã do tempo e conhece a verdade de cada um
O resto será entre mim, meu último suspiro e o legado que deixei ou deixarei.
Caso exista algo mais, acho que vai depender do que fiz aqui enquanto vida
O resto será entre mim e Deus.
Religiosamente falando...
Deus não é propriedade de ninguém. Portanto, não existe o seu ou o meu deus e sim, o nosso.
"O Preço do Amor"
Recebeste em silêncio o calor do meu colo...
Nas noites sem sono, eu vesti tua dor...
Meus braços foram teu primeiro consolo...
E minha vida, teu mapa de amor.
Dei-te o tempo que o mundo não dava...
Fiz do meu peito abrigo e guarida...
Com lágrimas minhas tua febre baixava...
Cada cuidado, uma parte da vida.
Mas eis que o tempo virou o espelho...
E os dias dourados se foram no chão...
Agora cansada, suplico um conselho:
Preciso pagar-te por um coração?
Se não há salário, não há gentileza...
Se não tem valor, não sobra afeto...
Sou só tua mãe — sem mais nobreza,
Na velhice, teu olhar ficou discreto.
Ah, filha querida, onde está tua alma?
Trocastes o amor por um contrato frio?
Esqueceste da fonte, da estrada, da calma,
Do leite ofertado nos dias vazios.
Talvez um dia o mundo te ensine,
Que afeto comprado tem prazo a vencer.
E quem vende o tempo por um “me convine...”
Não sabe o que é realmente viver.
Elas vêm e lavam meu espírito
Minhas pequenas gotas de chuva
Que trazem pra mim velhas lembranças, e lágrimas turvas, de algo nunca antes dito
Meu pequeno lugar de conforto, pode ser bagunçado ou meio morto
Fato, reflete o nato ódio absorto, às linhas tênues entre a dor e o temor
Inquietude, me disseram, atrapalha o silêncio.
Porém jamais souberam, o silêncio era propenso, à trazer-me pensamentos, muitas vezes hediondos, e maçantes minutos se tornavam horríveis e longos
Mas sim, não sou livre ainda
Me faltam forças talvez?
Mas, de vez em vez, vejo a tão linda liberdade, cantando pra mim ao amanhecer, deixando a saudade, dos sentimentos que um dia quero ter
Morrer
Morrer estando vivo
Sem direito a velório nem choro
Este é meu medo
A outra maneira de morrer
Mesmo que crueu
Me deu o direito de viver
Até sua vinda...
- não antes
