Sinto falta do meu Passado
•Canção ao rio de janeiro•
Terra amada, terra querida;
De onde o pássaro gorjeia,
Meu coração bate por você,
Bela terra ao altar te levo;
Tuas florestas e Jardins,
Flores e frutos.
Muito rica e formosa,
Ao meu Pai do céu te entrego;
Com muita dor, minha alma perece,
Desigualdade e maldade;
Noites acordado,
De desgosto, não me deixe morrer;
Ai meu pai,
Misericórdia tenha;
Deste veneno da ganância.
Mas do pássaro que aqui gorjeia'
Oh amada minha;
Justiça vestida tenha,
Verdade como espada;
Em tua balança paz tenha.
Como meu pai,
Honrosa e honesta seja;
Mas do pássaro que aqui gorjeia;
Ao altar de meu pai,
A levarei com amor.
(Pedro Henrique Gomes)
Sai do meu lar para buscar a felicidade em outro lugar, voltei ao meu lar e vi que que minha felicidade era aquele lugar.
Enquanto minhas lagrimas rolam pelo meu rosto, vc permanece perdido como se não estivesse vendo eu chorar, não entendo essa realidade alternativa que vc está, não consigo entender! ou será que vc não está perdido e talvez perdido estou eu... vc não vê ou não quer ver à verdade...
Você já apreciou o gosto da água, em momentos de fome?
Pois bem meu caro, aprecie e valorize os momentos de bonança na sua vida.
Ouvi rumores ao meu respeito
Sabe o que mais gostei ?
Se falam muito de mim,
Isso significa que sou especial na vida delas.
"Dita, meu corpo em transe,
cheio de cores espectro,
que vagueio no vale das sombras circense,
na fuga deste mundo monstro..."
Quando for me difamar ou caluniar com alguém, fique à vontade, mas lembre-se bem do meu nome, porque é de mim que receberá o indesejado "convite" para esclarecermos isso em algum tribunal. Fica a Dica.
À mulher de um amigo meu a estão aconselhando, isso me dói porque esse amigo está inocente do que está acontecendo.
Ela é sua esposa, sua bela rosa, mas faz coisas de má mulher. Troca seus filhos, troca seu esposo pela ilusão de um falso querer. É víbora do mal, não tem coração, brinca com o amor, sabe dissimular. Quantas vezes têm fingido amor, sem perceber que desdelá em cima a observam, que no livro da vida está marcada sua traição.
Ainda que os sóis fenecessem e o firmamento se rasgasse em penumbra, meu afeto por vós não feneceria; pois jaz em mim como promessa lavrada em pergaminho e selada com o lacre do tempo idoso.
Mesmo que os séculos nos separem e os céus nos escondam, meu coração há de reconhecer o teu em qualquer lugar da criação.
O devaneio do meu perdido olhar
Encontra um 'nada' repleto de 'tudo'
Pensamentos reclusos, obtusos na solitude do estar
Meu mundo gira em elipse, num eterno eclipse do absurdo.
Com meu nariz franzido
e um torto lábio apertado,
não acredito nem vendo
e nem caminhando ao meu lado.
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
Depois do meu "oi",
um "quem é vivo sempre aparece!"
Mas eu nunca estive sumido,
nem mesmo aparecido.
Por fim, como eu lido?
Ah, agora sim,
dessa vez, apenas desapareci.
