Sinto falta do meu Passado
As Formas do Meu Amor II
Eu me arrepio pensando em você
Me passa flashes do seu olhar e seu lindo sorriso
E pensar que um dia estarei ao seu lado Simplesmente almeja meu coração.
Num mundo tão grande, ser poeta não é importante
Em uma cidade fronteirça e pquena e pacata Com o tempo fui me apaixonando por você Com um sorriso tão discreto, mas apixonante.
Os dias se passaram sem poder te olhar
Ao pensar em nós crio sonhos
A realidade é apenas te amar
Mas percebo que é somente uma poesia.
Se o paraiso realmente existe
Ao seu lado quero estar
Em outra vida devíamos estar unidos
E nessa Vida farei de tudo para estarmos também.
As Formas do Meu Amor III
Saber que posso não te ver mais
Começo dentro de mim ter aflito
E sei que esta distância será demais
Minha alma entrará em conflito.
Quero de novo ver teu sorriso
Que tão pouco pude vê-lo
Tão lindo é o seu riso
Que vida ao redor disso!
Um dia vou conquistá-lo
Pois sei que estarei preparado
Nessa vida vou amá-la
E dir-te-ei que estou apaixonado.
Sorrisos e olhares serão capazes
De mostrar o amor que sinto por ti
E no momento certo aclarei
Que ao seu lado apenas quero estar.
Só tenho olhos pra você,
Não ligo pro que vão dizer,
És tudo para mim és meu viver,
Porque diz que não me amas,
Se tuas ações me enganam,
O jeito que falas comigo,
Me ilude mas é você que eu preciso,
Parei de esperar que fizessem por mim o que só depende do meu esforço. Quando eu reagi, a vida andou. ✨🚪
O homem que se tornar o meu futuro esposo deve me passar tanta confiança ao ponto de eu me sentir aliviada ao entregar o controle a ele, sabendo que estarei segura e guardada sob o seu cuidado.
Reza do Cativo
Pela Sobrevivência e Liberdade
Saravá, meu Pai…
Que o sinhô lá do céu escute nóis que sofre cá embaixo,
Que dê nóis o de cumê na cuia de barro,
A água boa, mesmo que no pote quebrado,
E um chão batido pra deitá o corpo cansado.
Saravá!
Que o chicote num levante quando a mão tá fraca,
Que o ferro quente num queime a pele quando a esperança quer nascê.
Que as mão de roça num seja cortada,
Que os pé de trilha num seja amarrado,
Que a pele num seja arrancada com ódio,
E que o sangue derramado faça brotá liberdade.
Saravá!
Protege os fio que foi vendido na feira, junto com gado e galinha,
Carregado em carroça, amarrado em fileira,
Sem nome, sem fala, só conto-de-reis na boca do feitor.
Ampara as irmã que geme baixinho na senzala, buchadas pelos homê do mal
Que cala por medo, mas chora lágrima que corre como rio escondido.
Guarda os corpo que tombô no porão do navio,
Com corrente no pescoço e sal na ferida,
Os que morreu no escuro, sem vela e sem canto,
Os espírito que ainda geme no tronco,
E os canto que foi calado com mordaça.
Saravá!
Que a memória dos mais velho num se perca:
Dos que contava história de África nas noite de lua,
Dos que batia tambor escondido no mato,
Dos que ensinava reza baixinho, de ouvido em ouvido,
Dos que passava segredo de erva na palma da mão.
Que o tambor nunca pare de batê,
Mesmo quando o sinhô proíbe,
Mesmo quando a chibata quer calar o couro.
Que o cheiro da arruda, do alecrim e da guiné limpe os caminho,
E que a fé dos que rezava escondido no fundo do quintal fique viva dentro de nóis.
Saravá!
Que a luz da candeia num deixe o corpo no escuro,
Que clareie a senzala,
Que guie os pé de quem foge na mata,
E que esquente nóis nas noite de frio,
Quando só o abraço da coragem faz companhia.
Que a candeia da esperança num se apague,
Mesmo quando a noite é comprida,
Mesmo quando o sinhô fecha a porta e leva a chave.
Saravá!
Que os pé de quem fugia deixe rastro de coragem na terra molhada,
Que os olho de quem viu a dor também veja liberdade,
E que o coração de quem sofreu saiba ainda amar.
Que os braço que empunhava enxada e foice ache descanso,
Que as costa que carregou fardo ache alívio,
E que a lágrima caída na terra seca faça nascê água de fonte.
Saravá!
Livra nóis das cobra que rasteja no mato,
Do capitão-do-mato que ronda com cachorro,
Do escorpião escondido no chão quente,
Da abelha que ferroa sem aviso, da ferida que num tem remédio,
E do cansaço que pesa mais que o sol de meio-dia queimando a pele.
Saravá!
Abençoa nóis na travessia da Kalunga Grande,
No gemido do tumbeiro que ainda ecoa,
Na senzala que guarda silêncio de morte,
No quilombo que guarda sonho de vida.
Dá força a quem correu com corrente no pé,
Dá voz a quem rezava escondido no mato,
Dá chão a quem fugiu pela picada da mata,
Dá descanso a quem tombou sem cruz, sem nome, sem reza.
Abençoa os fio e os neto que vem depois,
As família que vai carregá de nóis a força e a esperança,
Que ache na vida a liberdade verdadeira,
Que o coração deles seja forte, o pensamento sábio,
E os pé guiado pelos caminho de justiça e coragem.
Saravá!
Que cada gota de suor derramado vire canto de vitória,
Que cada lágrima caída no chão se transforme em rio de lembrança,
Que cada corpo caído na senzala se levante no quilombo da eternidade.
Coloca nos peito de cada um de nóis a certeza:
Que a liberdade é reza que nunca morre,
É tambor que nunca cala,
É chama que nunca apaga.
Saravá!
E que os fio de hoje e os fio de amanhã
num precisem mais chorá cadeia nem senzala,
que a liberdade chegue na vida deles como pão na mesa,
como água fresca no pote,
como canto que nunca se cala.
Saravá!
Que os neto e bisneto de nóis cresçam forte,
que a lembrança da dor se faça só memória,
mas que a força da coragem seja sangue correndo nas veia.
Que eles andem de cabeça erguida,
que tenham nome, voz e destino,
que ache no mundo o respeito e a paz que nóis sonhava.
Saravá!
E nóis jura, diante de Deus e dos mais velho,
que essa reza num morre,
que essa chama num apaga,
que essa palavra é tambor batendo no peito,
é vento levando esperança,
é juramento vivo de liberdade.
Saravá, axé!
Autoria:
Marco Arawak. antigo:
Que a minha felicidade te abrace; que as flores que perfumam o meu lar te contagiem e façam morada contigo.
