Sinto falta do meu Passado
Quando olho em seus olhos,
sinto o vasio que ficou de nós,
o ar fica pesado, como se cada suspiro fosse um desabafo.
Nós fomos um quase algo, mas só quase, nunca foi algo de verdade, mas você ainda perdura em meu coração, é como se não só meu corpo mas minha alma implorasse para que você não fosse, mas você foi, mesmo depois de prometer ficar, e eu, acreditei.
Arde, arde, arde
Dói, dói, dói
Só sinto
Desespero
Agonia
Feroz dor
Arrancado das garras da paixão, solidão
Livre, me sinto livre
Para voar sobre o abismo do meu coração
Cavado pelo amor perdido nas mágoas do tempo
O jeito é continuar e seguir
Estou morrendo por dentro, aos poucos sinto tudo indo embora, vejo cinza até os dias mais ensolarados, sinto amargor na boca até ao provar um doce, o pior é que... Ninguém consegue ver, o sorriso é como uma carapaça dura que esconde e protege meu interior verdadeiro e a batalha já perdida dentro de mim, a solidão dos dias se torna parte de você e você começa a viver como um programa, mesma rotina, todos os dias são os mesmos e você não consegue sair desse círculo vicioso, apenas esperando chegar algo que ainda nem sabe o que é, mas está pronto para receber seja lá o que for.
Acordando todos os dias com vazio existencial, não sinto nada por ninguém e nem por mim mesmo, apenas vivendo pelo nada, sem tristeza, sem alegria, apenas com vazio.
Se 4 vezes 3 é o mesmo que 3 vezes 4, por que o que eu sinto por ela não é o mesmo que ela sente por mim?
Você entende o que eu digo quando lhe falo ' eu te amo ', mas não entende como me sinto ao dizer isso.
Escuto um sutil som que vem das gotas escorrendo pelas louças na pia
Sinto o cheiro do feijão cozido e olho pro cuco de imbuia na parede
O chiareis que faz o som da bassoura ao percorrer o chão esfoliante da calçada lá fora me acende sofá afora
Esse céu que se prepara pra dormir
Alaranjado e rosa
Nuvens cheiosas e colossais
Com muito esforço o sol ainda consegue pincelar alguma luz nelas
Me equilibro atentamente na quina do meio-fio enquanto olho pro céu que já coloca uma sombra aqui em baixo e força os postes a iluminarem as ruas com leves rajadas de luz âmbar
Podia estar chuvoso
Talvez seria melhor ainda
Mas com a certeza que é de baixo desse céu que quero estar
Nos caminhos da vida, o amor que sinto por você é minha força e minha perseverança. Que cada rosa deste buquê leve um pouco do que meu coração insiste em guardar: você.
Sinto
Piedade do coração
Que é ingrato
Perverso e esnobe
Num mundo
De gente
Oca de bondade
Amor e vida harmoniosa
Entre irmãos.
Emoções eu senti,
Quando eu decidi viver,
Sempre sinto isso,
Parece que não vou conseguir...
Mas sempre me renovo,
Cada caída, me traz um novo renascer!
Quando paro para pensar em todas as comunidades que ainda precisam ser alcançadas, às vezes me sinto pequeno, quase insignificante, gastando a vida em apenas uma, enquanto tantas outras permanecem distantes do meu alcance.
Mas então me lembro da história de um garotinho que foi à praia. Diante de milhares de estrelas-do-mar secando ao sol, ele pegou uma, lançou de volta ao mar e sorriu. Alguém, observando, disse:
— Isso não faz diferença alguma, olhe quantas ainda vão morrer.
E o menino respondeu:
— Para essa aqui, fez toda a diferença.
Assim também é comigo. Eu não serei cobrado por tudo o que precisa ser feito, mas sim por aquilo que Deus me mandou fazer
Devo dizer que não me sinto capaz de um dia me acostumar à maneira como você vai,
sem nunca olhar pra trás.
Te observo até perder-te de vista, e,
quando não mais te vejo,
a vista embaça, pinga.
Eco de um Adeus sem
Retorno
Ainda sinto, mesmo após o passar do tempo, a sensação de que as minhas demonstrações
não foram o suficiente, o sentimento persiste...
Será que você também percebe isso? Você
descartou tudo, quase abdiquei da minha
própria existência por você, porém naquele
instante você revelou a supremacia do seu
ego, o quanto colocava a si mesma em
posição de destaque em detrimento do nosso amor... E então... Então você concluiu o seu desmantelamento do nosso amor...
Partiu, justo quando eu mais precisava de você, atribuiu-me a culpa... Fez questão de me fazer sentir culpado, de me fazer questionar... Eu sei que não sou a vítima, todavia, sou a vítima!
Se a situação fosse inversa, jamais te
abandonaria! A dúvida persistia em minha
mente: Será que aguentarei você? Conseguirei suportar a convivência com a sua personalidade? Mas... O meu amor por você era tão forte que não conseguia alimentar tais incertezas. Hoje, você se tornou a imagem refletida no espelho embaçado pelo vapor da água quente, gradativamente obscurecendo até que não houvesse mais nenhum reflexo
visível, e essa ausência machuca profundamente, a ausência do que poderia ter sido, a distância, o fim daquilo que ainda
pulsa em meu peito...
Agora, vou saborear o meu cigarro, melancólico, na varanda, como se estivesse em um filme. Talvez a assertiva dita um dia faça sentido: jamais deixarei de amar você...
E o mais triste é que você trancou todas as portas.
Adeus.
De vez em quando eu sinto um cheiro. É muito suave no vento e me lembra da minha casa. Depois ele some.
