Sinto falta do meu Passado
Vazio da tua falta
Vastidão dos mares
Distância dos nossos encontros
Intensidade onde busco navegar
Nas sensações das tuas maresias
Cada movimento é um pulsar da nosso caos fascinante
Somos conexões de um amar voraz.
"A maior tolice é buscar no outro o que nos falta; a verdadeira sabedoria é encontrar no outro o espelho do que somos."
O dinheiro não compra tudo, mas a falta dele pode complicar bastante as coisas. É um meio para ter mais liberdade e tranquilidade, mesmo que não seja a chave para a felicidade.
Sem Porto nem Colo
Demétrio Sena - Magé
Falta quem me atravesse com olhar fluente,
um silêncio cargueiro de boa palavra,
com a mente arejada; o coração sem nó;
uma lavra de sonhos e bons sentimentos...
Quem acolha o segredo insondável que trago,
saiba ver a minh'alma das fendas dos poros
ou no lago dos olhos castanhos e fundos,
onde ponho meu tempo de vida já gasta...
Pois perdi cada porto seguro em alguém,
cada colo que havia para me levar
muito além do cenário; do próprio momento...
E me falta sentir o sentido que faço
num abraço que tenha como ter meu mundo
como rio que segue pro seu oceano...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
A falta que sentimos do que ainda não vivemos…
Em muitos momentos da vida, acreditamos estar sentindo falta de alguém.
Mas, se formos honestos e silenciosos o suficiente para observar, perceberemos que não é exatamente da pessoa que sentimos falta.
Sentimos falta da história que começamos a escrever com ela.
Não é ausência.
É interrupção.
A mente humana tem uma capacidade extraordinária de projetar futuros. Antes mesmo que algo exista de fato, o cérebro já ensaiou diálogos, construiu rotinas, imaginou casas, viagens, pertencimento. Criou uma narrativa inteira — sem que nada disso tenha acontecido no mundo real.
A neurociência chama isso de simulação prospectiva.
O cérebro antecipa experiências para se preparar para elas.
Mas, emocionalmente, ele não diferencia tão bem o que foi vivido do que foi apenas imaginado com intensidade.
Por isso, quando algo não se concretiza, não sofremos apenas pela perda de alguém.
Sofremos pela perda de um caminho inteiro que já havia sido aceito internamente como destino.
É o luto do que não aconteceu.
E esse luto é silencioso, porque não há memórias suficientes para justificar a dor.
Há apenas expectativas que não encontraram lugar na realidade.
Mas existe uma segunda camada, ainda mais sutil.
Quando aquilo que imaginamos não se realiza — principalmente quando depende do outro — o cérebro muda de estado. Ele sai do campo do vínculo e entra no campo da conquista.
O que antes era afeto passa a ser desafio.
Isso acontece porque o sistema de recompensa do cérebro, regulado principalmente pela dopamina, não responde apenas ao prazer de ter algo. Ele responde, sobretudo, à possibilidade de obter algo que ainda não foi alcançado.
A ciência chama isso de erro de previsão de recompensa.
Nós nos tornamos mais motivados quando:
• quase conseguimos,
• quando há incerteza,
• quando não está garantido.
O desejo cresce na ausência.
Não porque aquilo seja mais valioso, mas porque ainda não foi resolvido.
Assim, o que parecia amor, às vezes era ativação.
Não era a pessoa que nos prendia.
Era o estado interno de busca.
Quando conquistamos, o cérebro reduz esse impulso — porque aquilo já não exige esforço, já não representa novidade, já não carrega tensão.
E então confundimos estabilidade com perda de interesse.
Na verdade, são sistemas diferentes operando:
O da conquista busca intensidade.
O do vínculo busca continuidade.
Um produz excitação.
O outro produz construção.
Se não soubermos distinguir, passamos a vida tentando reviver o primeiro, incapazes de permanecer no segundo.
Por isso, muitas vezes, queremos mais aquilo que não temos do que aquilo que já está presente.
Não porque seja melhor.
Mas porque o cérebro foi desenhado para perseguir, não para repousar.
E é aqui que mora o equívoco.
Relacionamentos não são metas a serem atingidas.
São realidades a serem habitadas.
Metas terminam quando são alcançadas.
Vínculos começam exatamente aí.
Quando entendemos isso, algo muda.
Percebemos que não estamos tentando esquecer alguém.
Estamos apenas ensinando o cérebro a encerrar uma simulação que continuava rodando sozinha.
Não precisamos lutar contra o sentimento.
Precisamos retirar a energia da projeção.
O que não aconteceu não precisa ser resolvido.
Precisa apenas deixar de ser continuado dentro de nós.
E, pouco a pouco, o desejo deixa de ser urgência.
A ausência deixa de ser falta.
E a mente, que antes insistia em terminar uma história imaginada, aprende a voltar para aquilo que está vivo — agora, concreto, imperfeito, mas real.
Porque maturidade emocional talvez seja exatamente isso:
Parar de confundir intensidade com verdade.
E escolher, conscientemente, aquilo que cresce com o tempo — não aquilo que apenas nos acende por um instante.
A democracia é um sistema quase perfeito. Para sê-lo, falta apenas o povo esperar o dia das eleições para escolher seus representantes e não fazê-lo antes.
Consciências elevadas não são silenciadas por falta de razão, mas porque a mediocridade teme tudo o que a expõe.
Eu deixei de acreditar em conto de fadas mas não foi por não tentar, foi por falta de coisas concretas de sonhos realizados. Acho que o meu castelo desabou sobre minha cabeça e de princesa me transformei em bruxa muito rápido, pois as pessoas me julgaram, me recriaram, inventaram um nova história e uma nova personagem, na qual eu mesma fui enfeitiçada, talvez a palavra certa seja amaldiçoada, mas eu sempre dei meu jeito, sempre encontrei saídas, fui crescendo me adaptando a novos lugares criando estabilidade, fui enfrentando situações que julguei serem muito pesadas para mim, fui fazendo escolhas e seguindo caminhos que talvez não me fariam chegar a lugar algum, mas não foi por falta de tentar, e não importa se eu não sou uma princesa ou uma garota perfeita, eu sou feliz me arriscando, errando, me iludindo me enganando, porque com isso eu descubro coisas sobre mim que um espelho não SERIA CAPAZ de me dizer.
Não é que eu não sinta sua falta, mas aprendi a viver sem você. Aprendi que nem tudo que queremos é o que nos faz bem.
No mundo em que vivo, o padrão de senso comum é ser imbecil perante a falta de compreensão com a verdade.
A fome não espera. Se você puder ajudar, se não for te fazer falta, ajude. Ajudar o próximo é emprestar a Deus, pois já dizia o ditado popular. E se é dito popular, é o povo quem diz. Se é o povo quem diz, é a voz é do povo. E se é a voz do povo, é a voz de Deus, assim diz o povo.
O que você faz hoje pesa amanhã
Não é falta de tempo, é decisão
Relógio corre, não pede perdão
Quem vacila hoje, paga na mão - música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo
A pobreza não justifica a falta de amor. Independentemente das circunstâncias financeiras, o amor, a compaixão e a empatia são escolhas que podemos fazer. A pobreza pode ser um desafio, mas não define a capacidade de uma pessoa de amar ou ser amada.
Saudade dói, porque é o amor que ficou quando a presença se foi...
É sentir falta de algo que não volta, mas que nunca deixa de existir dentro da gente.
Ela aperta o peito, silencia o sorriso por alguns instantes… mas também prova que o que foi vivido, foi verdadeiro e importante!
Instituições não perdem talentos por falta de oportunidade.
Perdem quando deixam de oferecer significado percebido.
Pertencer é sentir que sua presença altera o todo, não apenas ocupa espaço.
Tathiane Pereira
Pesquisadora Independente em Comportamento Humano
Autora da TECT | Fundadora do Voz da Sala
