Sinto falta do meu Passado
Sonho eu tive um. Bom seria se realidade pudesse se tornar.
Bem no alto da colina, onde existia antes uma igreja católica, eu podia ver, agora, uma grande unidade hospitalar onde as pessoas tranquilamente caminhavam e eram atendidas por médicos e enfermeiras sorridentes e, mesmo claudicando ou sofrendo com dores, os pacientes mantinham um tênue mas animado sorriso de esperança nos lábios, pois lá havia aparelhos modernos de todo tipo, para descobrir e tratar a causa de seus males, mesmo dos terminais, agora amenizadas suas dores, devido a suficiente oferta de medicamentos que eram oferecidos ao público lá presente.
Descendo pela avenida principal eu podia ver, onde antes ocupavam, em cada esquina, dezenas de casas religiosas de pregação, agora havia escolas técnicas para formação prática de diversas profissões formadoras de jovens trabalhadores que iriam suprir as necessidades das indústrias. Os jovens cantavam, em uníssono e alta voz o hino nacional, como se pudessem agradecer a terra adorada, em outras mil, dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil, em alto e bom tom. Lembrei-me do meu tempo de criança, quando cantávamos todos os hinos nacionais possíveis, só e sempre que a diretora aniversariava. Que saudades sinto daqueles tempos.
Marca-passo colocamos no coração, mas também em nossas vidas, quando, por más orientações, ficamos marcando passo, sem prosperar, sentindo que a Vida não anda, desanda, estagna, oscila, vacila, desliza e nem sequer sai do lugar, como se fôssemos teimosas tartarugas.
Quando será que acordaremos para a realidade e cuidaremos do Real ao invés do Virtual, aprendendo que o verdadeiro Amor ao próximo independe de muros ou de lindas, altas e estonteantes edificações, e que seria bem melhor e de bom alvitre Educar mais e doutrinar menos, pois doutrina pode até ser opcional, depende do pensar de cada um, mas Educação tem que vir do berço e depois da Escola.
A grande mestre cobrará bem caro se para ela não estivermos bem preparados, e sabem qual é seu nome? a ela chamamos de Vida, e esta, como estamos diariamente acostumados a assistir nas TVs, não deixa nada barato!
LUGAR CERTO - Cada coisa tem seu lugar certo.
Tudo tem seu lugar certo para ficar. Cachaça na prateleira, assassinos, ladrões e políticos corruptos na cadeia e mulher no altar. Quando, por acaso, contrariamos e tiramos essas coisas do seu lugar certo a coisa toda desanda: ficamos sem hospitais e paz na sociedade, batemos nos postes em alta velocidade e, infelizmente, casamos. Nos arranjam tantos filhos que somos obrigados a virar ladrões ou políticos para podermos enfim sobreviver. É a treva, ou melhor, o absoluto e verdadeiro caos.
Orgulho é um sentimento de satisfação pessoal, egoísta ao extremo, incapaz de realizar atos concretos em beneficio de terceiros, sempre travestido de falsas demonstrações de caridade e bondades.
Este sentimento, ambíguo e quase sempre egoísta, nos impede de termos o discernimento correto entre o bem e o mal, demonstrando nossos intrínsecos maus propósitos e nossas imaturidades, profissional e pessoal.
Em campo contrário opõem-se-lhe a bondade e a verdadeira humildade, repletas das benesses da paz, seguidas pelo amor ao próximo e a costumazes éticas, pessoal e profissional, transmitindo plena confiança a todos, deixando exposto, assim, suas verdadeiras intenções de coletiva cooperação em prol do bem comum.
Deixem-a em paz
Ela tem uma beleza doce,
Mas também possui uma personalidade ácida,
Tão ácida,que é mal interpretada,
As pessoas não a entendem,sempre a julgam,
A chamam de Ignorante,sem educação,
O que eles não sabem é que ela apenas se defende contra eles,
Ela na verdade é doce,assim como sua beleza.
Saudade.
A língua portuguesa é tão rica e por esta mesma causa tornou-se muito invejada pelos inventores de palavras. Basta receber alguns comentários mais afoitos para sentirmos quão grande são as palavras criativas de resumos e invencionismos, nesta nossa tão querida e maltratada língua, por parte exclusiva das grandes "pérolas do Enem nacional". Isto faz-me recordar que somente nós, usuários deste vernáculo temos uma única palavra que exprime um grande e gostoso, ou não, por vezes triste sentimento, o qual chamamos de saudade.
É esta uma das palavras mais presentes nas poesias de amor da língua portuguesa. Pena que a educação em "lato sensu", presente verdadeiramente entre os anos de 1950 a 1970, quando as escolas profissionalizantes grátis, com o "curso científico", nos auros tempos do "tesouro da juventude", enciclopédia, até hoje insuperável em compêndios e conteúdo, presentes na maioria das bibliotecas escolares, eram ofertados a grande massa populacional, incluindo os menos abastados trabalhadores e aos seus filhos, por direito, quando tanto as prefeituras, estado e governo federal, comungavam de um ideal único, que era o desenvolvimento e a preservação da soberania nacional, resquícios das benesses implantadas pelo saudoso e insuperável presidente Getúlio Vargas, verdadeiro e único pai dos pobres.
Transformados que fomos em eternos órfãos, por mais que morramos nós e nossos sucessores filhos, nunca nos sentiremos novamente, um dia, adotados sequer, pois o egoísmo indecente daqueles herdeiros políticos que o sucederam, desde então, sequestrando nossa capital federal aqui do Rio (RJ), para escondê-la, a seu bel prazer e deleite, nos mais longínquos rincões do sertão brasileiro, sonegou-nos o simples direito adquirido de sermos, ao menos, felizes.
É curioso o desafeto que consigo ter comigo mesmo em um tempo tão passageiro, as vezes tudo o que eu mais quero é estar longe ouvindo apenas o som ensurdecedor do silêncio e encontrar a minha paz na solidão. O egoísmo que sempre esta comigo e por um acaso terrivelmente extraordinário me protege de novas paixões e mais pedaços do meu coração partido, esse sou eu, apenas cansado a procura de abrigo
Peço a ela minhas sinceras desculpas, sei que errei. O sentimento me corrói, pois não sei o que falar, a culpa me condena, os olhos de sentença me apedrejam e a linguagem corporal me ignora. Deixa no ar uma certa dúvida se haverá perdão ou não. O silêncio de uma mulher significa diversas coisas; neste caso, o desapontamento.
Agora que cresse e que sei de fato como é ser um adulto vejo que avia muito mais verdade na minha época de criança onde brincar na chuva era muito mais divertido do que ter bens pra poder mostrar pra quem não entende a simples beleza de se brincar.
De uma hora pra outra me apaixonei, resolvi me entregar... E o que ganho em troca ? Sua ingratidão. Porque faz isso comigo ?
Quero sair de dentro de mim, quero voar bem alto até onde as pessoas não mais posam me ver, quero me tornar a chuva que da vida as arvores e aos animais, quero me tornar um rio, quero me tornar o mar, quero desaparecer e não mais voltar.
Aqui sentado a sobra dessa arvore e com o mar a minha frente vou escrever minha canção que essa seja levada pelo sopro do vento mais gelado e que essa encontre os espíritos daqueles que já morreram nas inúmeras batalhas da vida.
Vou navegar até alto mar lá na escuridão daquela que vai ser a mais escura das noites vou aguardar quero ouvir a música o canto daquilo que tem vida que sente que chora que ri que se desespera que ti torna humano.
Ando por esta terra dez de uma época jamais imaginada pelo homem vi a evolução do primeiro ando no escuro me alimento do néctar vermelho sou um guerreiro que lutou em batalhas contra criaturas que olhos humanos não poderiam imaginar apesar de ser uma criatura das trevas luto para que o mal caia a meus pés e assim ter minhas asas de volta pra depois voar ao céu deixar esse mundo e finalmente voltar a minha terra lá no escuro da minha eternidade.
