Sinto falta do meu Passado

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Tal qual a Flor da Araucária
traz a primícia para o Pinhão,
Todo o meu amor anuncia
a chegada no seu coração,
Os teus olhos observadores
como os da Gralha-Azul
nos meus já são senhores.


A ironia do destino revela
a cada instante que criei
em ti a estação eterna,
Como devoradora terna
capaz capturar a tua pulsação
com amabilidade, sedução
e aconchegante possessão.

⁠Nunca estive fora do meu livro, disse o Peregrino.

Em todas as épocas de minha vida compreendi que o meu coração foi sempre superior a todas as minhas desgraças e misérias, diz Balzac.
Sfj,caracteres⁠

⁠Eis que o meu servo, procederá com prudência; será exaltado e elevado e será sublime.
sfj,reflexões

Só ele é minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei abalado.
sfj,reflexões bíblicas ⁠

⁠Deus é o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.
sfj,reflexões bíblicas

⁠"Desculpa, mas o meu relógio biológico já não me permite perder mais tempo com coisas fúteis."

"Cada fracasso meu te incomoda? Aguarde até eu acertar."

“Não é frieza, é foco: não gasto tempo com quem não sabe o valor do meu.”

LIVRAMENTO (soneto)

Leia-me! O meu verso árido e nefando
Que queima o meu peito, e dá arrepio
De quando teu paleio vem me cevando
Nos embustes sorrateiros, vis e tão frio

Olha-me! Não temas, pois, sou brando
Já não busco o poetar num belo feitio
O meu ser ainda permanece, radiando
Já o senso, é tal qual um céu sombrio

Fala-me! Verdades, não simule pranto
Pois, as flores do cerrado têm candura
As agruras, não vão ser, minhas pupilas

E se escrevo este soneto, enquanto
Escorre nos versos a minha tristura
O meu amor, desobriguei das quizilas...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/01/2020, 17’33” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

FRENESI (soneto)

Medo, mas pro amor não cabe dúvida
No seu o meu olhar eu assim o queria
E, em teus abraços minha alma o poria
Em frêmitos, sem vacilar, toda a vida!

Ausência, no desejo é uma poesia ferida
E no peito os suspiros é uma desarmonia
E assim, aos ventos trovas de amor diria
Pois, se tem vontade deve ser obedecida

E nestes versos de um carinho infinito
Não se pode ter rimas com teor aflito
Se grito: é porque só quero te ter aqui...

Então, vou trasladar esse doce lamento
De paixão, e tão repleto de sentimento
Pra saudade. Dessa distância. Um frenesi...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

A brisa noturna que toca o meu rosto, é sinal de tristeza, é sinal de desgosto.
o ar que eu respiro é um ar inflamável, que me lança de açoite de encontro a um rochedo que se oculta na noite.

Aos amigos ofereço o meu escudo
aos inimigos, o fio da espada.

AMOR DISTANTE

O meu amor distante e constante
Me seduz com a voz do teu olhar
Quero tanto poder ele encontrar
E nesta sensação ser navegante

Teu gesto virtual penetra meu ser
Faz saudade haver, sentir paixão
Se te ter ou te perder é imprecisão
Certo é o arrepio a me percorrer

Cada oscilação de tua fala é emoção
Que vibram na alma em total prazer
Transbordando os fluidos do coração

Preciso, quero e necessito te ver
Amor distante, amor de comunhão
Seja presente e fiel no meu viver

Estella Zegna
Poetisa do mar
Rio de Janeiro, RJ

Poeminha no viver

Meu viver, que és um canto
Que n’alma sempre a nascer
E eu, neste morar vivo tanto
Portanto, tenho a agradecer.

Os anos que vão passando
São de desfolho sem dó
Se turbulentos ou brando
Dão-me ventura, não sou só!

A minha fé, minha confiança
São meus olhos, olhos meus
Tal um flechar de esperança
Como uma benção de Deus!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

ECLIPSE (soneto)

Sei de uma saudade, tapera escura
Onde meu coração anda penitente
Memória de uma dor, que perdura
No peito, cheio de suspiro pendente

Ó paixão, só me quer na sepultura
Da solidão, amarrado em corrente
Da agonia, me privando da ternura
De ter-te... me tiranizando a mente

Por que? Bates a porta do querer
Quer me ver sofrer e em prantos
E de sentimento rude e sem valor

Arranca de mim este vazio a prover
Versos toscos e tão sem encantos...
Tal qual a quem... desluziu o amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Natal Defronte

As ruas corridas, muito estresse
No dia lotado de apressado rumor
E o meu pensamento desvanece
No muito fragor e no pouco amor

Já é Natal, cheio de luz de fulgor
O brilho da fé, opacou-se, afinal
De aparência o hoje é o mentor
Nestes tempos, de só fútil ritual

Valeu-me o olhar dum pedinte
Que brilhava mais que tudo isto
Era príncipe e farto de requinte
A face que lembrou a de Cristo

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano, 12 de dezembro, 2019

Meu coração não é igual a seus brinquedos que podem ser usados e depois guardados no baú.

⁠SONETO VICIOSO

Horas pequenas de o meu poetar
Eu nunca senti quando vos tinha
Que amargurasse a poesia minha
Em tormento e nostalgia de amar

Pensamentos ao vento, a cutucar
Versos soltos, a rima tão sozinha
Soluços nos sonetos, pobrezinha
Sensação, que o peito põe a trovar

Poética de amor, emoções acontece
Escoa no papel saudade alva e pura
Do dantes, insiste e não se esquece

Estranha inspiração, tão desventura
Por um amor, que no amor desfalece
Viciando o coração em dura candura...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 setembro, 2021, 18’47” – Araguari, MG

⁠S’ERRA

S’erra meu soneto, em rimar-vos tanto
Em verso tenso e saudoso, em vos ver
S’erra a poética inquieta, em não haver
E te ter ao lado, faz-lhe ceder ao pranto

S’erra o poeta, na lira dar-te em canto
Pra vós, e na inspiração mais escrever
S’erra cada verso, em assim te conter
É vazio, solidão, a prosa sem encanto

S’erra compor o longevo, sem apesar
De tantas vezes no engano, enganado
Faz desta ilusão sentimentos divididos

S’erra o lhano verso ao amor versejar
Que das promessas são votos cridos
Nestes erros, errar! qual o culpado? ...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2021, setembro, 11, 10’01” – Araguari, MG
Ferreirando