Sinto a tua Dor
A cada dia percebo em mim um solitário 'isso dói'.
Sinto imensa vontade de ter alguém em meus braços e suavemente em seus ouvidos dizer ‘EU TE AMO’...
Tua Falta
Tanta falta tua sinto...
Pergunto-me o que te falta?
Qual enigma abre-te labirinto...
A resposta meu som de flauta
Há revolta no meu pensamento
Só a falta que me faz não me cabe
Tanto tempo d’amor sedento...
E o vento passageiro só ele sabe...
A falta nossa é tecido tempo falta
Mantendo a eterna escassez
Feito sempre afamado tempo
Querer fazer tudo d’uma só vez
Tua falta é me fazer nunca que já fez
Quem sabe um dia quem sabe jamais...
Eu saiba que sou Sô simples talvez...
Tua indisciplina que Minh ‘falta faz
Quem saberá sempre se doce deleite...
Eu ‘anarquia que tu’ alma harmoniza
O sol levante que no ventre se deite
O doce delirante que tua boca precisa...
Tua falta é saber que me apetece...
A seiva bruta d’tua fotossíntese
Saber sô semente que tu’ árvore floresce
Acresce tronco e ramos em síntese...
Contentamento sinto com o melro seguro na laranjeira! Mesmo no escuro não tenho medo de perdê-lo, pois meus olhos veem lume na flor que ele ousa pousar.
Levada por meus instintos, resgatei o que sinto, li teus cânticos e me encantei.
Me floreei de versos tantos, ditos pelos lábios calados, nas mediações dos astrolábios, na longitude do pensamento
Quando fitei-te nos olhos.
O silêncio que antecede a onda, sinto que não posso, como seria poder viver sem ar? O errado se faz certo, eu realmente pensei que poderia, agora eu sei que solitária é a noite, é verdadeiro , está escrito no muro! Eternamente jovem, vamos dançar? Afinal todos morrem e se os velhos estão vivos, os eternos são jovens quando eu nasci! Voltar é seguir em frente, não há Mais nada a dizer, Goodbye!!
em cada mergulho, te sinto mais perto.
mas não sei o que pode surgir
vindo da imensidão que habita aqui.
pois nessa vida, existem mundos
que nem a galáxia pôde descobrir.
aqui em baixo, você não se sente só?
você representa tanta grandiosidade,
santidade, claridade.
mas você se sente assim?
ou só ocupa um grande espaço
preso em um buraco?
é estranho o quanto somos parecidos.
você observa o mesmo vazio que eu,
lá eles não aceitam muita demora
e nem gente hipócrita.
engole o choro, supera e volta.
assim como aqui,
as pessoas somem e voltam para abraçar
ou até guerrear.
já outros, nunca voltarão a ver seu lar.
mas nunca saberemos o caos
que elas trazem e o quanto vai nos bagunçar.
por incrível que pareça,
sei como é se sentir assim.
é uma imensidão que ao mesmo tempo
que te acolhe, te assusta.
mas vou ter que aceitar que a vida é assim,
até o dia que me deem um fim.
Em meio a multidão eu me sinto um estranho diferente de tudo e de todos, não me sinto confortável, no meu mundo também não me sinto bem, cada dia que passa mais estranho eu me sinto, busco uma explicação para tudo que acontece na minha vida e cada dia que passa fico mais sem respostas, sempre quis ser feliz fazer tudo certo, mas cada vez que penso em acertar parece que erro mais.
REFÚGIO DE MALÍCIAS
(Nepom Ridna)
Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.
Sinto saudade do tempo encantado
Quando o que era roubado era só o passado
Minha alma ingênua acreditava na cena
Hoje só restam malícias em nossa arena
Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu
Nas noites vazias lembro com tristeza
Daquela ignorância que chamava de certeza
Os sorrisos fáceis e as promessas vãs
Agora são fragmentos em minhas mãos
Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu
O tempo mudou e mudou com ele
Minha alma vela um novo impasse
Um novo emblema
E nos versos soltos encontro meu abrigo
Entre a emoção e a razão tão antigo
Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.
Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu
Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.
Hoje pensei que receberia uma mensagem boa, mas não. Me sinto tão triste, às vezes penso que tive uma vida passada onde fiz algo muito grave, que nessa vida eu tô pagando por ela. Passo por situações tão simples de resolver, a meu ver, mas acaba sendo difícil pra mim a vista de outras pessoas... Só fui atrás do direito do meu filho, que tem TDAH e TOD, e também por experiência e por conhecimento em Educação especial. Sei que meu filho tem TEA, que não é só suspeita, como eles dizem. Sofro muito com isso, em conseguir as consultas e exames que ele precisa fazer aqui onde moro, e é muito difícil isso tudo... e, no SUS, a fila não ajuda…
Se procuras por uma vida estável, sinto muito em desaponta lo(a), mas isso não é vida. Se estas vivendo uma vida assim, algo está errado. Viver é a emoção dos erros e acertos o tempo inteiro, o resto é apenas sobreviver!
Quando encontro-me em uma condição que sinto a necessidade de abater alguém, é porque o indivíduo é superior a mim, nem sequer o combato, junto-me ao mesmo, o sucesso é coletivo.
Sinto com coração de menino o som que a paz te tocou enquanto mulher, te vibro a existência como homem, disposto e exposto, ao sentimento que sem medo lhe levo aos pés. Ave bela e liberta, com jeito de menina, se um dia eu for tua sina, me encontrará a sua espera, antes de pensar, até na primeira esquina, eu pronto pra ser teu homem e tu a minha mulher.
o que eu sinto não é uma verdade absoluta, mas é a maior verdade que existe em mim, e aprendi a respeitar isso.
