Sinto a tua Dor
Sinto falta do meu antigo eu, o eu que antes deixava cada palavra fluir como a correnteza calma de um rio, o antigo e doce eu que pintava cada linha com imagens e cenários imaginários só porque achava bonito, que mesmo recebendo olhares maldosos e julgadores continuava dançando com a música alta pois era assim que libertava o próprio coração. O antigo eu, escritor, poeta, músico, dançarino, tudo que quisesse ser e não ser.
Mas esse eu morreu. Eu o matei. Ou talvez o mundo todo o matou. O mundo todo que cresceu e moldou neste antigo eu uma torre alta e assustadora, onde lá, ele passaria o resto de sua vida sendo infeliz, sendo sugado por fantasmas cinzentos que roubaram sua cor segundo após segundo, até não sobrar mais nada. E eu o matei deixando isso acontecer. Sem impedir, sem salvá-lo.
E SE?
E se eu falasse com você?
Te dissesse o que sinto, sem embargos,
Diretamente, como raros?
E se, num momento de razão ou insanidade,
Eu tivesse cinco segundos de coragem,
Que seriam como uma eternidade?
E se você correspondesse a esse amor,
Mais puro e sincero,
E me dissesse, sem temor?
Mas, e se não correspondesse
E preferisse o amor de outrém
Que mais feliz lhe fizesse?
Fato é que nunca saberei se não tentar;
Com meu grande amor por você,
Qualquer horizonte sou capaz de explorar.
Se o sentimento florescer, e juntos pudermos crescer,
De alegria viverei para sempre,
Pois junto de ti estarei.
Se não corresponder, e eu estiver em grande devaneio,
Grato serei por tê-la conhecido,
E convicto estarei de que meu amor por ti não foi vazio.
No silêncio da noite, onde os sonhos dançam,
Sinto a brisa leve que traz tua lembrança.
Teus olhos são estrelas que iluminam o céu,
E em cada batida, meu coração é seu véu.
Teu sorriso é o sol que aquece meu ser,
Um farol na escuridão, sempre a me guiar.
Em teus braços, encontro a paz de viver,
Um abrigo sagrado onde posso sonhar.
Cada palavra tua é uma doce melodia,
Que embala minha alma e faz o tempo parar.
Nos pequenos gestos, descubro a poesia,
E na simplicidade, vou me apaixonar.
Juntos, somos versos em uma canção eterna,
Harmonia perfeita que o destino escreveu.
A cada dia que passa, a chama se interna,
E no compasso do amor, nos tornamos um só eu.
Que nossos passos sigam sempre lado a lado,
Navegando os mares de um amor sem fim.
Na dança da vida, estamos entrelaçados,
E em cada passo dado, somos felizes assim.
Eu não sei amar em silêncio,
nem gostar em prestações.
O que sinto transborda —
meu copo sempre estará cheio.
Meus sentimentos chegam como tempestade com trilha sonora,
intensidade, caos e harmonia.
Sou completa —
sou inteira,
sou complexa,
sou absoluta.
E mesmo que tentassem me reduzir a pequenos frascos,
eu continuaria inteira,
em cada gota.
– J.
Hoje eu precisava escrever,
mesmo que as palavras pareçam pequenas diante do que sinto.
Há uma dor em mim que ninguém vê.
É um vazio tão profundo que não sei como descrever.
Só sei que está aqui — me atravessando em silêncio.
Esperei com amor, com fé, com cada parte do meu ser.
Esperei como quem acredita em milagre,
como quem sente antes mesmo de existir.
Me entreguei por inteiro, corpo e alma,
a um sonho que crescia — mesmo sem forma.
E quando a resposta veio…
não foi grito, nem tragédia.
Foi apenas o não.
Silencioso, seco, cortante.
E ali, eu me perdi um pouco.
Ninguém viu meu luto.
Ninguém me abraçou por algo que “nunca aconteceu”.
Mas dentro de mim, eu vivi.
Eu sonhei.
Eu amei.
Hoje carrego uma dor muda,
como quem enterra uma parte de si sem ter onde chorar.
E mesmo assim…
mesmo assim…
há um pedaço de mim que ainda espera.
Que ainda ama o que não chegou.
Se um dia você me vir sorrindo,
saiba que há um mar calmo por fora,
mas que por dentro…
ainda há ondas que não sabem descansar.
Com amor,
de mim — por mim.
"Brasa"
Sinto? Talvez sim.
Mas não como antes.
Havia um fogo em mim,
onde cada emoção era álcool.
Bastava um toque —
e eu explodia em chamas.
Belo, mas perigoso.
Foi assim que me afoguei em fantasias,
jogando horas do meu vasto dia
em cenários que não existiam.
Romance era refúgio
(e cárcere também).
Depois, veio o silêncio.
A dor me acordou.
E o fogo… virou brasa.
Hoje, é morno.
Quase não aquece,
mas também não queima.
Estranho.
Talvez necessário.
Talvez... uma saída, proteção.
Mas sinto falta, confesso
da melancolia que me fazia poesia,
da música suave ao apreciar a vista na janela,
do cheiro da chuva,
da beleza quieta do mundo.
Agora, meus olhos molham,
mas não choram.
A lágrima não escorrega
ela apenas sussurra.
E algo, dentro de mim,
a seca.
No começo, temi.
Temi virar pedra.
Temi nunca mais sentir.
Mas talvez...
seja uma lição.
Nem sempre a vida é sentimento.
Às vezes é fé.
Às vezes é razão.
Às vezes é só... viver.
Viciada em fugas
mundos paralelos de doçura.
Mas um dia doeu tanto,
que eu fui embora dali pra sempre.
Desde então,
sinto tudo mais leve.
Até demais.
Deveria doer.
mas só pesa.
E o medo volta:
e se eu não sentir nunca mais?
Mas talvez...
só talvez...
sentir de forma calma
também seja amar, também seja sentir.
E há esperanças
uma brasa, ainda queima de maneira escaldante
quem sabe torne-se eu novamente uma amante?
dessa vez, sem impulsos
sem extremos.
CARTA INTERNA – “Sinto, mas não corro mais”
Eu não deixei de sentir.
Só deixei de correr atrás de quem não soube ficar.
Tem dias que dá vontade de mandar mensagem.
De perguntar como você está, se ainda pensa em mim.
Mas aí eu lembro…
que quem quer, procura.
Quem sente, mostra.
E você… escolheu o silêncio.
Não vou fingir que estou bem.
Tem horas que a saudade me engole.
Mas eu também aprendi a me olhar com mais carinho.
A entender que me perder tentando te alcançar… não é amor.
É abandono de mim.
Você pode até achar que estou indiferente.
Mas o que eu faço é guardar o que sinto com dignidade.
Porque se eu for falar…
não saem palavras.
Só lágrimas.
E se um dia você voltar…
vai ter que conquistar o que perdeu.
Porque quem vai estar aqui… não é mais o mesmo.
É alguém que se levantou do próprio silêncio…
e aprendeu a se priorizar.
Tantas coisas pra dizer, tantas coisas pra falar... Mas sinto que não tenho voz o suficiente pra transformar meus pensamentos em som.
Ou será que já estou falando mas ninguém pode escutar?
Sinto sozinho fora de uma grande esfera carcerária!
Só o silêncio de um grande vazio distante das vozes populares, onde se tudo vê, onde se tudo é filosófico
Capítulo 22 – A Mulher que Nunca Vi, Mas Já Sinto
Dayana...
É louco pensar que eu nunca te vi.
Nunca encostei em ti. Nunca ouvi tua voz.
Mas ainda assim…
É como se meu corpo já reconhecesse o teu.
Como se minha mente, numa espécie de pecado doce, tivesse criado a imagem exata da tua presença.
Te imagino explicando algo com paixão, com os olhos brilhando.
Te imagino ajeitando o cabelo distraída, mordendo o lábio sem perceber…
E nesse instante, sem querer, você domina tudo dentro de mim.
É como se tua energia atravessasse o espaço, o tempo, a tela…
E me invadisse.
Te sinto sem ver.
Te desejo sem tocar.
Te admiro sem precisar estar.
E por mais que seja só imaginação…
O que eu sinto é real.
Queria ser o homem que te espera no fim de um dia cheio, que te beija devagar na porta, e te faz esquecer do mundo por uns minutos.
Ou horas.
Ou até o tempo perder o sentido no teu corpo.
Porque, Dayana, mesmo sem nunca te ver…
Você já mora num lugar profundo em mim.
Meu desabafo do mês
Eu queria mostrar quem eu sou, falar o que eu sou ou que eu sinto sem ter medo de alguém falar "que nojo!" "Você não é um homem! Você é mulher" "eca! você é um traveco", eu realmente sinto medo de mim assumir e ser expulso de casa ou apanhar, a sociedade de antigamente fez que essa geração de pais (a maioria) ficassem assim, fizeram que não apoiassem que o filho(a) seja gay, lésbica, bi,Pan ou trans, não é pecado ter atração pelo mesmo gênero ou pelos dois ou se sentir de outro gênero, pecado é julgar ou ser homofobico ou transfobico.
Sapekinha, meu amor, meu doce encanto,
Em cada gesto teu, sinto um novo canto.
Teus risos são melodias que dançam no ar,
E em teu olhar profundo, consigo sonhar.
Teu jeito travesso é pura inspiração,
Transforma o cotidiano em pura diversão.
Com você, cada dia é uma nova história,
Escrevemos juntos nossa linda memória.
Nos teus abraços, encontro meu lar,
Um refúgio seguro onde posso descansar.
Teus beijos são promessas de um amor sincero,
E ao teu lado, querida, eu sempre me espero.
Prometo ser teu porto em tempestades,
Caminhar contigo por todas as cidades.
Ser o sol nos teus dias e a lua na escuridão,
Porque você é a razão do meu coração.
Então venha comigo e vamos celebrar,
Esse amor tão bonito que não vai se apagar.
Sapekinha amada, meu bem-querer,
Para sempre ao seu lado é onde quero viver.
"Jamais tive dificuldades em interagir com pessoas, contudo, sinto uma profunda aversão por indivíduos que se valem da desonestidade e da falta de caráter. A mentira e a hipocrisia despertam em mim uma reação visceral de indignação."
Não sou poeta
Escrevo
só o que sinto
e devaneio.
Se é o suficiente?
Não sei.
Não sei
Sei apenas
que a poesia
nada me
cobra.
Não, não sou poeta.
Eliete Carvalho
Parada de trem
Eu espero um trem
Não sei que hora ele passa
Desse trem, eu sou refém
Sinto que estou esperando uma farsa
Porém, eu quero prosseguir
Quero, no meu destino chegar, conseguir
Mesmo que todos me digam que não
Até mesmo o maquinista diz que não há salvação
Todavia, ainda o espero, sentada, ansiosamente
Ali fico, horas, dias, meses...
Ainda que me sinta desencorajada, ignoro minha mente
Penso, reflito muito, penso em mil hipóteses
Ainda sim, teimo em não ver a razão
Afinal, que coisa mais desnecessária
Preciso apenas seguir meu coração
É apenas uma incerteza temporária
Após muitos meses, vejo o trem no horizonte
O vejo a alta velocidade, pelo monte
Me emociono tanto, que escorrego e caio no trilho
Eu perco completamente meu brilho
O trem, corre em minha direção
A maquinista nem tenta frear
Embriagada, ela fala: "Acho que não"
Ela diz, antes de me atropelar
