Sinceridade de um Homem para uma Mulher

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A psicologia não nasceu nos consultórios, mas no espanto ancestral do homem diante da própria alma. Sigmund Freud e Carl Jung não criaram o abismo — apenas lhe deram novas linguagens. Muito antes deles, Fyodor Dostoevsky já descia às regiões subterrâneas da culpa, do desejo e da contradição humana; e, antes ainda, os gregos haviam convertido esses conflitos em tragédia e mito. O inconsciente não surgiu como descoberta moderna — acompanha o homem desde o instante em que ele começou a temer aquilo que carregava dentro de si.

O homem que busca a eternidade esquece que cada instante é já infinito em si; é na intensidade da queda e na doçura da perda que a alma sente seu próprio voo.

A tecnologia insinua-se como um vírus que atravessa a porta que o próprio homem abriu: instala-se sem alarde, reorganiza vínculos, substitui presença por interface. Aproxima à distância e afasta na proximidade, enquanto persuade de que nunca se esteve tão conectado. E, nesse paradoxo, quanto mais se comunica, menos se encontra — porque o vínculo mediado simula contato, mas não sustenta encontro.

O homem não sofre porque perdeu a si mesmo. Sofre porque passou a vida inteira fugindo do Primevo que jamais deixou de habitá-lo. Quanto mais se afasta dessa origem silenciosa, mais tenta preencher o vazio com identidades, crenças, conquistas e distrações. Mas nada consegue ocupar o lugar daquilo que nunca foi embora.

O maior erro do Homem não é esquecer que vai morrer, mas viver como se nunca fosse prestar contas.

Será que só eu me sinto um mendigo tentando ensinar a multidão a ser bilionários, sendo homem comum, talvez medíocre, pregando um Deus todo-poderoso?

O homem das cavernas

O homem das cavernas
Está no seu carro , tem celular,
E usa ia , e não sabe onde se encontrar

O Homens das cavernas
Só que dominar e mandar
Mas não sabe de ética
Sua vidinha patética
Em pleno século 21
Ele só pensa em um

O homens das cavernas
Só sabe a técnica
Ele é uma comédia
É uma profissão
Sem noção
Se acha mais que seus
Irmãos

O homem das cavernas
Só quer ser o animal
Mais forte, se confunde
O que foi sorte
É um sem Norte
Deseja até a morte
Do seu irmão
É só um bundão

O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu

O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu

O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu

O mar pune o homem que busca voltar ao lar, pois o coração sabe que o verdadeiro exílio não é a distância da pátria, mas o despertar da ilusão de que pertencemos a algum lugar.
Reno Fioraso

O homem acredita que o erro vem de fora. Raramente percebe que o primeiro filtro entre a realidade e a consciência é aquilo que habita o próprio interior. Enquanto esse filtro permanecer turvo, nenhuma verdade chegará intacta.

Doravante, basta ao homem ser trepassado por um lampejo de luz, ou ver- se à deriva sob o brando orvalho que desce dos céus. Assim a história se finda, e o que me aprasava, agora me tolhe a razão.

230726

O homem suplica ao céu e, quando o céu atende, vira as costas.
Isso revela um paradoxo antigo: desejamos com intensidade aquilo que ainda não temos, e tratamos com indiferença aquilo que passa a nos pertencer. A ausência nos move. A presença nos acomoda.
Pedimos com fé, mas recebemos sem consciência. E assim transformamos dádiva em descarte, oportunidade em arrependimento.
A verdadeira oração talvez comece depois do "amém": na responsabilidade de honrar, cuidar e dar sentido ao que nos foi confiado.


Jefferson Pianco

Se houvesse somente a justiça do homem, a vida na Terra seria injusta.

O mundo começou a dar errado quando aquela frase "vira homem" deixou de ser dita.

O homem veio do macaco ou o macaco veio do homem?

No meio de uma vida que parece um cata-vento girando sem vento, um homem planta sementes na areia seca, esperando chuva que nunca cai. Uma casa sem teto abriga sonhos molhados pela noite fria. Cacos de espelhos refletem rostos que ninguém reconhece. O relógio anda para trás, marcando horas que ainda não nasceram.
Na parábola do peixe que tenta voar, ele salta do rio e cai sempre de volta, cansado e molhado. O viajante caminha em círculos na floresta escura, buscando um caminho que se fecha atrás dele a cada passo. A criança constrói castelos de areia na praia e ri quando a maré leva tudo embora. Um cego acende uma vela no fundo de um poço e jura que a luz existe. Nada parece fazer sentido.
Mas no final tudo se conecta de um jeito profundo. As sementes germinam no deserto porque a areia guarda água escondida. O peixe que tenta voar descobre que o ar também é um rio infinito. O viajante encontra em cada círculo uma verdade nova. O castelo destruído ensina que a beleza está no construir e no soltar. A vela do cego ilumina o próprio coração.
O relógio invertido mostra que o tempo não se perde, apenas se transforma. Os cacos ainda refletem a luz inteira. E assim o que parecia absurdo se revela a maior das conexões: a vida humana, feita de fragmentos soltos que, juntos, formam o sentido mais verdadeiro e humano.

O preguiçoso espera pela sorte, enquanto o homem de valores cultiva as condições necessárias para que o sucesso aconteça.

A maior riqueza que um homem pode conquistar é o silêncio de uma consciência tranquila ao deitar a cabeça no travesseiro.

O preguiçoso desperdiça o tempo; o homem de valor o investe na construção de um legado que honra a Deus.

A nobreza de caráter é o alicerce que mantém o homem de pé quando as tempestades da vida tentam derrubá-lo.

O valor de um homem é medido pelo que ele faz quando ninguém está olhando, guiado apenas pelos seus princípios.