Silêncio de um Olhar
Silêncio!!
Existem determinados momentos na vida, que apenas um olhar, responde tdas as perguntas.
As palavras são desnecessárias. !!
Simone Vercosa
"Eles combinaram em silêncio que eu nunca existiria; passam um após o outro com o mesmo olhar gélido e a intenção calculada de me ver falhar, forçando-me a comer o pão da minha própria derrota no fim do dia."
O silêncio oferece palavras
Que são ligadas pelo olhar
Nas expressões valiosas
Mostrando que as emoções
Vão além das expectativas
Pois falam no próprio olhar.
Olhos de crianças inocentes
Pedindo afeto ,pedindo carinho
Olhos de velhinhos carentes
Pedindo consolo pedindo abraço .
Então preste muita atenção
Nos olhos que falam ao coração
Eles revelam os sentimentos
No piscar de uma vida veloz
Que precisamos assim enxergar
O brilho dentro de cada olhar.
E caso ele esteja vazio, triste
Precisamos ao menos tentar
Aliviar o peso dessa dor
Com a força que vem do amor!
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA
“Quando teu olhar encontrou o meu, o universo se curvou em silêncio — como se entendesse que, enfim, dois destinos cansados tinham achado repouso no amor.”
“No olhar de um gato vive uma calma estranha — a calma de quem observa o mundo em silêncio, como se já tivesse visto o suficiente para não se perder no caos dele.”
Eu sei exatamente o que você está sentindo agora. O silêncio da casa parece enorme, olhar para o celular dá um aperto no peito e, quando você fecha os olhos, a lembrança daquela pessoa machuca. Parece que o mundo inteiro se juntou para ver o seu limite.Dói muito, eu sei. O pior não é só a saudade; é o orgulho ferido. É a sensação de ter sido feito de bobo por quem você mais cuidou. Ver quem te machucou seguindo a vida, sorrindo e postando fotos enquanto você mal consegue comer, dá uma raiva enorme. A gente se pergunta como alguém consegue dormir em paz depois de fazer tanto estrago.Mas escute com atenção o que ninguém teve coragem de te falar: não chore por quem não daria a mínima se você sumisse.A verdade é que essa pessoa não está feliz de verdade. Gente vazia precisa fazer muito barulho para tentar parecer importante. Você não errou por ter amado, por ter sido fiel ou por ter dado o seu melhor. O erro foi da outra pessoa, que recebeu tudo e preferiu viver de migalhas.Essa dor que está te rasgando hoje não vai te destruir. Ela está te deixando mais forte. O universo precisou arrancar essa pessoa da sua vida com força porque sabia que você não teria coragem de terminar. Foi um livramento disfarçado de tristeza.Chore tudo o que precisar hoje. Limpe o rosto. Mas aprenda uma lição para sempre: nunca mais deixe o seu valor nas mãos de quem não sabe te respeitar. Daqui a alguns meses, com a sua vida reconstruída, você vai olhar para trás e ver a realidade. Quem perdeu de verdade não foi você que chorou no quarto. Foi quem perdeu você.Levante a cabeça. A vida dá voltas e, no tempo certo, ela coloca cada pessoa exatamente no lugar onde merece estar.
No silêncio do seu olhar, eu li a sua mentira e ouvi o seu pedido de socorro. Você não precisa fingir que é forte o tempo todo.
Falésias do Meu Silêncio
Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada. Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio da cura.
Cada passo traz a sensação de que estamos lutando por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.
Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar. Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.
Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...
Rita Padoin
O silêncio diz, os gestos demonstram, o olhar revela. Mas, quando houver espaço para dizer abertamente o que você sente ou o que está acontecendo, não deixe a oportunidade passar.
Fale.
Não engasgue com aquilo que precisa ser dito. Não obrigue o outro a preencher com suposições o lugar onde poderia existir clareza. Há vazios que não nascem da ausência, mas daquilo que ficou preso na garganta.
Porque o silêncio também comunica, é verdade. Mas existem coisas que não deveriam ser entregues à interpretação de quem está do outro lado. Quando puder dizer, diga. Antes que aquilo que você não conseguiu dizer comece a criar raízes dentro de você, cresça em forma de ressentimento e um dia vire distância onde antes havia amor.
Minhas perdas me ensinaram a ler sinais mínimos: um olhar que demora, um silêncio que não retorna, o som do telefone que não toca. Aprendi a traduzir o vazio em mapa e a seguir por rotas menos frequentadas, onde ainda existem bancos vazios e gente que aceita sentar ao lado.
A poesia de um gesto simples salva reputações partidas. Um olhar demorado, um silêncio que não acusa. Pequenas misericórdias costuram roupas rasgadas. A bondade costuma ser costureira de almas. E eu aprendo a valorizar cada ponto bem dado.
Por trás de cada olhar frio ou de cada silêncio absoluto, existe uma batalha invisível que o mundo não viu acontecer.
Pai
Pai, hoje a noite parece ter o teu profundo olhar. Sento-me aqui, no mesmo silêncio onde te procuro,
e a estrela que leva o teu rosto acende-me o peito.
Há dias em que a tua ausência pesa,
mas é nessa saudade que te sinto mais perto, como se a luz lá em cima fosse a tua mão a pousar devagar sobre a minha.
Falo contigo assim,
sentado, quieto
porque a saudade
que tenho de ti
não é dor,
é caminho.
E enquanto essa estrela brilhar,
sei que não estou sozinho.
Pai, fica comigo nesta noite.
Eu continuo aqui,
a falar contigo,
como quem acende
uma fogueira dentro da alma.
A experiência do borbulhar de palavras
chamando o olhar ao barulho do silêncio que da mente brota
fluindo frases que leva
o olhar poema afora
com o barulho das palavras
rolando a história
nessa brincadeira agente olha
a água que molha
a garganta da mente
que tagarela corre com a palavra
certa para a frase inquieta
que sem a palavra: puf
Leonardo Mesquita
Gotinhas de Amor que Relatam
Ariana
Quando o Silêncio Também Fala
O Olhar Atento
Durante o período de estágio, a observação diária revelou algo que os registros formais não mostravam. Ariel, uma criança do maternal, era carinhoso, tranquilo e despertava afeto em todos. No entanto, não falava. Seu silêncio não era desinteresse. Seus olhos brilhavam ao observar a lua, como se ali houvesse um lugar seguro para existir.
Ariana, sua irmã mais velha, demonstrava maturidade incomum para a idade. Sua personagem favorita era Alecrina — uma figura forte, determinada, quase protetora. Suas escolhas simbólicas diziam muito sobre o que ela precisava ser naquele momento.
Os Sinais no Desenvolvimento
A ausência da fala em Ariel e a postura defensiva e adulta de Ariana chamavam atenção. Não como diagnóstico, mas como sinais. A observação sensível permitiu compreender que o comportamento das crianças era uma forma de comunicação — uma resposta a vivências que ultrapassavam a infância.
A Rede de Proteção
Com o tempo, a escola tomou conhecimento de que as crianças haviam sido vítimas de violência intrafamiliar. A mãe perdeu a guarda, e Ariel passou a viver sob os cuidados da avó. A atuação da rede de proteção foi fundamental para garantir segurança, estabilidade e acompanhamento.
O Papel da Escola
A instituição não questionou, não expôs, não pressionou. Respeitou o tempo. Criou rotinas previsíveis, ambientes acolhedores e vínculos seguros. A escola foi espaço de reconstrução silenciosa — onde o cuidado veio antes da palavra.
Reflexão ao Educador
Nem toda criança consegue contar o que viveu.
Mas toda criança mostra.
Observar é um ato de proteção.
E, muitas vezes, é o primeiro passo para salvar uma infância.
No ninho do silêncio nascem frases autorais, ponha a palavra no papel
aqueça-a com olhar criativo até a eclosão do verso próprio...
alimente-o com sua voz
deixe-o voar
no pensar que o aprimora...
Leonardo Mesquita
