Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Tentar um amor é prosseguir no cabo de uma rosa, você pode encontrar pétalas com o melhor dos perfumes, mas também pode encontrar espinhos com horrível dor.
O amor embota os sentidos, confunde o entendimento, tira a memória, escurece a vista, faz o homem pálido e torpe, traz a velhice e apressa a morte.
Em amor, vence quem pode e sabe esperar o último minuto. Em amor e em tudo, vence quem tem mais vontade.
A única dor viril é a dor do amor, a única lágrima heróica é a lágrima do amor, a única divina covardia é a covardia da fragilidade do amor.
O amor é um mar semeado de escolhos de que os velhos tentam livrar a mocidade; mas os mancebos querem arrostá-lo e reclamam seu direito ao naufrágio.
Todo o bem que eu puder fazer, todo amor que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora, que eu não os adie ou esqueça jamais, porque por aqui não mais passarei..!
