Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Estar em sua presença é uma sensação tão boa, de paz, amor, aconchego, de lar. O seu abraço, seu cheiro, seu toque, seu beijo... ah, os beijinhos que você dá nas minhas mãos… sentir isso por alguns instantes remove o medo do meu coração... o medo de entregar-se, de mergulhar. Mergulhar em um mar infindo, um mar desconhecido, um mar de suposto amor…
O amor existe e nascemos com ele, mas no meio dos caminhos da vida, alguns aprisionam-o em seu peito. Lembrem sempre que tudo que é bom, é para estar livre.
O fim do amor é mais triste do que nosso próprio fim... O relógio que tinha parado para viver as loucuras da paixão volta a funcionar na morosidade entediante da solidão!
O amor é uma torre de onde se pode ver, com sucesso, o entrelaçamento de todas as coisas. Recusa o conflito pois sabe que ao fim não há conflito.
Eu sinto amor, eu sinto vontade de falar para pessoas o quanto eu as amo, o quanto elas significam para mim, mas eu não consigo, as palavras não saem. Sinto o amor rasgar, o ódio dominar, a tristeza se apoderar, mas por fora nada tem, neutralidade e silêncio, por fora é só silêncio. Mas eu as amo, como o carpinteiro nos amou. Elas só não sabem, mas se um dia for preciso, darei a vida em troca das delas.
Casem-se talvez por amor, mas divorciam-se certamente por ódio. E se voltarem, não é por saudade: é pelo vazio.
Acredito eu, mas não tenho plena certeza, que as pessoas se casam por amor; mas com certeza absoluta elas se divorciam por ódio. Talvez depois venha o remorso, e um pouco depois disso o arrependimento. Mas tenho uma certeza; certeza absoluta: a vontade de voltar sempre vem da depressão.
