Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Estava rodeado de gente com uma enorme vontade de se expressar, de pessoas em que a necessidade é muito maior do que a mensagem.
Por que querem escrever, se reconhecem com toda a sinceridade que não têm nada pra dizer? Não poderiam fazer qualquer outra coisa? Que necessidade era aquela de porem as coisas em marcha estando inativos?
Primeiro vive-se e depois, quem quiser, poderá avaliar se tem qualquer ideia para transmitir; e isso vai ser decidido pela própria vida. A literatura é fruto da vida, não é a vida que nasce da escrita.
E foi-se embora, mas eu tive a sensação de que levou consigo qualquer coisa que tinha visto nos meus olhos
Escrevo para me entender a mim mesmo e escreverei com toda a honestidade de que for capaz. Tal não significa que eu seja pessoa em que se possa confiar quando escrevo sobra a minha própria vida e sobre a minha obra, sobre a forma como naufraguei ainda antes de me fazer ao mar.
Ainda que só por um instante, foi a primeira vez que nos olhamos nos olhos, foi o nosso primeiro momento de intimidade, pois olhar alguém nos olhos, sem desviar o olhar, que é o normal quando dois olhares se encontram por acaso, pode ser algo bastante íntimo.
O instante de um raio de luz atravessando as trevas era para ela a criação cotidiana do mistério da vida.
Eu sempre acordo antes de chegar lá. Mas fico com tanto medo, porque estou indo para algum lugar onde ninguém possa me encontrar e ninguém saiba meu nome.
É a manifestação oficial do desejo cada vez maior de romper com todos os seres vivos que têm alguma conexão com o passado.
Quando não estávamos prestando atenção, todos se juntaram e votaram que as tradições do passado são feias.
É uma atitude melhor a que tomo agora. A melhor que já tomei. É um descanso muito melhor para o qual me vou. O melhor que já conheci.
