Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Há algo chamado “distância crítica”. Quando animais encontram intrusos em seu território, eles observam primeiro. Depois atacam quando o intruso chega a uma certa distância.
A maneira como me tratam é variadíssima. Um dia Anne é tão sensata que permitem que saiba de tudo; no dia seguinte, ouço dizer que Anne não passa de uma cabritinha estouvada que não sabe nada e pensa que aprendeu maravilhas nos livros. Não sou mais nenhum bebê ou criancinha mimada, para que riam do que eu digo ou penso. Tenho meus próprios pontos de vista, planos e ideias, embora ainda não consiga expressá-los em palavras. Oh, quanta coisa ferve dentro de mim, enquanto fico deitada na cama...
Vou prometer-lhe que hei de perseverar, apesar de tudo, hei de encontrar meu próprio caminho e engolir minhas lágrimas. Só desejaria poder ver os resultados e também que, de vez em quando, uma pessoa que gostasse de mim me animasse e encorajasse.
Às vezes, ainda que pareça estranho, consigo ver a mim mesma como se fosse através dos olhos de outra pessoa. Então, fico à vontade para observar as atitudes de uma certa Anne.
Contemplo minha vida até o Ano-Novo como se olhasse através de uma poderosa lente de aumento. A vida alegre e ensolarada lá de casa, a vinda para cá, em 1942, a mudança brusca de hábitos, as brigas, as implicâncias. Não conseguia adaptar-me, fui apanhada de surpresa, e a única maneira de manter minha individualidade era sendo impertinente.
Enquanto isso, é necessário que mantenha firme meus ideais, pois talvez chegue o dia em que os possa realizar.
Pare de esperar que a vida seja fácil. Pare de esperar por alguém que te salve. Você não precisa de mais alguém mentindo para você.
As coisas nem sempre fazem sentido. Mas você é forte. Supere as dificuldades e pode ter uma vida maravilhosa.
