Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
E aquele abraço tão prazeroso, tão bom, tão gostoso, tão excitante, tão carinhoso, tão aconchegante, tão protetor, tão tudo...
Sou grata por conhecer você, por você ficar na minha vida, mais grata ainda por não me deixar nos dias que, nem eu mesma me suporto.
E o líquido que corre, alimenta e salva assim como contamina e mata sendo apenas o veículo do traslado do carregamento final resultante da disputa dos que geram a própria vida no alto do saber e meio do sentir...
Vou arrumar uma moça boa e de família para amar infinitamente nas trilhas e montanhas, numa casinha branca de Sapê. Acordar de manhã e fazer um café quentinho antes de sair e escalar umas rochas para sentarmos no alto e ver o sol nascer....
Pelos caminhos, as trilhas encontram o lobo e lhe mostram o horizone que mandou lhe chamar para uma prosa ter com ele antes do teu uivar na noite que cai também a lhe chamar. Um encontro entre a luz que se apaga e a luz que se acende para desenhar as sombras do lobo como pintura no quadro da natureza por onde nas matas ele passar.
As trilhas aparecem e desaparecem pelo caminho a cada passo à frente e a cada distância que ficou para trás. A ida e a volta nunca serão o mesmo caminho.
O que importa na vida é por onde e como passamos! E se os deuses da natureza ficarem felizes, algum dia te presentearão com alguém que valha a pena chegar nos topos e vales, ver o sol e a lua, brincar nas chuvas e cachoeiras, correr e rolar nos matos!
Chega lua no meu céu, tez branca de sardas, madeixas negras, lisas esvoaçadas, espreitando comigo pelas trilhas que circundam as árvores, atravessando os rios, escalando as encostas até o topo das montanhas... Uivar...
E assim se deu o ocorrido. Em um improvável momento, imperfeito lugar, inimaginável e por forças inexplicáveis. Na inconsistência da busca e inconstância do tempo. Assim se deu o encontro. Muito além da intenção e do intento. Como ar seguiu alimentando, como água foi ocupando os espaços, como fogo instigando o desejo e como a terra embalando a paz. Alegrias inesperadas, risadas, prazeres, contendas e conversas estimulantes. E assim se deu o encontro. Pouco provável e de repente inesquecível. Será amor o nome sustentado por escolhas de modos de outrora? Será uma pequena fagulha que morre por falta de sopro?
Vejo um novo olhar em minha direção, minha primeira reação é esconder-me. Mas como no pique-esconde, a intenção é ser achado.
Banhei-me em mar de esperança quando percebi que além de não ser eterno, nenhum mal se sobrepõe ao bem e nenhuma mentira é mais grandiosa que a verdade, e assim também incompatíveis, não eterno é o ódio, como é o amor.
O Deus de um não é maior e nem melhor que o Deus de outro. Entre nomes e imagens, a única possível diferença entre o Deus em um e o Deus em outro está na capacidade deste Deus de saber e mais que isso, realizar o que essencialmente provém do que é o amor.
