Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

Cerca de 264540 frases e pensamentos: Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

Quem sabe um dia o destino lhe apresente o verdadeiro amor da sua vida, mas talvez você nem note...

Inserida por Obrother

Mais virgindades já se perderam pela curiosidade do que pelo amor.

Inserida por ralphmarek

Um amor distante, era a felicidade, e de tão verdadeiro, o fim foi crueldade.

Inserida por Sakaguti

⁠Amor é um sentimento RELATIVO.

Inserida por MADEIN92

Aos encantos vindos de ti me apego
Embebido à sombra de teu carinho
Certo de não mais estar sozinho
E se for preciso do mundo abnego

De súbito na vida me acho cego
Ao ver surgir a ti novo caminho
Restando-me a tristeza que carrego
Assim o jasmim se exibe espinho

É o destino agindo fora de hora
Um alerta agudo no peito que arde
E de repente te vejo ir embora

Dar valor ao que se tem é pura arte
Ante o adeus que surge cedo ou tarde
Porque na vida toda pessoa parte

A TERCEIRA LÁGRIMA

Se o homem destemido jamais chora
Eu digo que até Deus pode chorar
Pois já que tudo pode, a qualquer hora
Pode também, sentido, lacrimar.

Pois vi, num rosto, a fome da criança
Carente, solitária, numa praça
Todo amargor, toda desesperança
Daquela vida só, fria, sem jaça.

Seus olhos eram vozes a implorar
Era um espelho, a angústia em seu olhar
A refletir, dolente, os olhos meus.

Sem entender o senso do destino
Vi merejar nos olhos do menino
Plácida e triste a lágrima de Deus!

Oldney Lopes©

ESPADA E FLOR

As palavras, ditosas e benditas,
São também como espadas ou navalhas
Podem ser as derrotas nas batalhas
Ou grande trunfo quando não são ditas

Cultivar o silêncio como flor
E cuidar de calar mais que dizer
Resulta triunfar mais que sofrer
Confere mais alívio do que dor

O silêncio é uma jóia preciosa
Sutil como uma pétala de rosa
Mas firme nas contendas mais renhidas

Assim se escolhe entre ter gáudio ou dor:
Ser do silêncio seu amo e senhor
Ou servo das palavras proferidas!

Oldney Lopes©

CRIVO

Não meça a vida pela duração
Em anos, meses, dias ou em horas
Mas pela intensidade em cada ação
Que faz do seu viver soma de "agoras"

Pois resta após as voltas dos ponteiros
Da ampulheta esgotada toda a areia
O que se produziu pelos canteiros
Plantios, sementeiras e colheitas

Perceba que em essência amor é vida
E o tempo cronológico é um crivo
Que faz a vida em vão se esvaecer

Então abane o pó, sopre a ferida
Tente viver bem mais do que estar vivo
Cuide de amar bem mais do que viver

Oldney Lopes ©

SAUDADE

Saudade, é só você que me acompanha
Persegue, alcança e fica e me atormenta
Parece ardil, ou sutil artimanha
Chegar febril, permanecer cruenta

Saudade, a dor que queima na memória
Impinge ardor, aflige e ensandece
Maltrata e açoita como palmatória
Golpe após golpe, o peito em pranto e prece

Saudade, o corpo sente e a alma chora
Cheia de ausência, plena de vazio
Tormenta que transborda até o mar

Saudade inunde o tempo, afogue o agora
Pois tudo passa, um dia vem o estio
E então você também irá passar!

Oldney Lopes ©

A VOZ DO TEU OLHAR

Sou um sagaz leitor dos olhos teus
Se usas das palavras como escudo
Trazes na fala a pez de densos breus
E pondo-te calada diz-me tudo

Sei ler o que não dizes, quando falas
Ouço o que calas, pelo teu olhar
Não derrames a voz então nas valas
Das tentativas vãs de te explicar

Entre teu doce olhar e a voz aguda
Enxergo em tua fala uma alma muda
Escuto em teu olhar a voz da fada

Na voz improdutiva, o olhar é lavra:
Dizes no olhar bem mais que mil palavras
Com mil palavras não me dizes nada!

Oldney Lopes©

Sob a Via Láctea,
Vou te beijar intensamente.
Vou te beijar e beijar e beijar,
E vamos dançar... até o anoitecer.

E vamos dançar... e dançar e dançar,
Tocando a nossa música preferida.
Ouvir "Sixpence None" a noite toda,
Vou te beijar... e beijar e beijar.

Até os vagalumes vão dançar,
Sob a fenda lunar,
Que para nós está mais brilhante!

E vamos nos beijar, dançar e cantar,
Lua abençoando-nos nesta loucura,
Do soneto que canto à tua ternura!

Aos pais ausentes.
Feliz Dia dos Pais, aos presentes.

A voz do meu pai.

A voz do meu pai, hoje é em tons de recordação
Aglutinadas na falta do eco de tua presença
Em suspiros de tua toada rija, suave fustão
Que acariciaram e fremiram em defensa

O quanto lidaram, e dos justos a tua razão
Velho pai, a tua voz jaze na lástima intensa
Nas lembranças agonia acridoce no coração
E, no entardecer do cerrado, a renascença

Pois havia na tua voz sim e também não
Que agora na vida nos dá a recompensa
Do teu jeito forte e para sempre lição

Tal contra o vento árido, a nostalgia prensa
A tua voz, levada como folhas da estação
E na saudade, uma eterna saudade imensa.

DE POESIA EU PRECISO

De poesia é o que eu preciso
Da tua quimera e mais nada
Galgar a rota de sua escada
Sem vestir-se do ser narciso

A poesia é muito mais amada
Prazer d'alma, pouco ao juízo
Volteios de ilusão no paraíso
Da ficção, com lira misturada

Só preciso de poesia, teu guizo
Inspiração, silêncio, a tua pitada
Cheios de acordes e improviso

Poesia é tal qual uma estrada
Do fado vendado e impreciso
Que nasce da faúlha inspirada
(de poesia eu preciso!...)

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

CHEIRO DE CERRADO

Quando a alvorada chegou, eu fui a janela
Sentei-me. O horizonte abriu, a vida arfava
Eu, ao vento, atraído, a essa hora admirava
E estaquei, vendo-a esplendorosa e bela

Era o cerrado, era a diversidade em fava
Céu róseo um mimo! A arder como vela
De pureza singela tal qual uma donzela
Que hipnotizava a alma, eu, observava

Então me perdi no perfume que exalava
O olhar velava com pasmo e com tutela
Aí, hauri toda a essência que fulgurava

E agora, fugaz, lembrando ainda dela
Sinto o cheiro, que na memória trava
Da alvorada do cerrado vista da janela

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

novembro

a nuvem de chuva está prenha
a lua na noite longa enche de luz
novembro, aos ventos, ordenha
amareladas folhas que nos seduz

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
novembro de 2016
Cerrado goiano

A linguagem das flores

Existimos porque nascemos
Espalhados pelos campos;
Outras no nascer das estufas;
Outras a ceder lugar as frutas!

Ora no desabrochar do dia;
Ora no aconchego da noite,
Entre um enfeite de alegria;
Ou luto num leito de morte!

Perdida no árido deserto;
A crescer sob léu ermo,
Nosso destino é incerto!

Porém! Somos sempre a flor!
Símbolo de um... - Eu te amo!
Tristes na dor e felizes no amor!

Encanto animal

As coisas do não sei
Surpreende com encanto
Outras vezes com espanto!
Coisas que fazem! Pensei:

Tanto melhor ser bem,
Ser original, verdadeiro!
Para que se perderem
Em ser desordeiro?

Maldade não serve
Pra bicho, nem gente,
Nem sei pra que existe!

Não compreendo o mal
De gente querer ser tal
Muito melhor ser anima!

Mantos, mentos, mintos e montos: são muitos

Eu sou feita de
pensa-mentos
Senti-mentos
Descontenta-mentos
Descobri-mentos
Conheci-mentos
Desaponta-mentos
Escondo tudo isso debaixo dos meus mantos,
mas não minto, só omito,
deles me visto, não me dispo.
Só aos prantos, me desmonto.

VISÃO

No cerrado vi um peão a toda brida
Pelos cascalhados da árida estrada
Do meu sonho não entendia nada
Se eu estava na morte ou na vida

Entre folhas ressequidas, adormecida
Uma caliandra, sendo colhida por fada
Em cachos, no beiral da lua prateada
Numa tal tenra pálida beleza já vencida

E nesta ilusão a ele fiz uma chamada
Vós estás de chegada ou de partida?
O tal peão, O Tempo, de sua cruzada

Respondeu: não tenho alguma parada
Levo comigo o podão de toda a vida
A caliandra colhida, é tua infância perdida.

Cantemos pois (fragmento dos Três Contos)

Trôpego à esmo em labirínticas vielas.
Corpo em espasmos devido à frialdade.
Pensamentos inconsistentes à realidade,
São lindas pinturas de feias aquarelas.

São olhos que vêem qual anjo o algoz.
O qual tece a arte tão bem aceita,
"se há o plantio tem de haver a colheita ",
E deixam aos deuses a vergonha por nós.

E choram um brado de ignota agonia.
Se sofrem é de uma mental patologia.
Prefiro a poesia que há no caixão.

Deita ao lixo tua bela sinfonia.
Guarda teu canto, amante da hipocrisia.
Chegada é a hora de cantarmos podridão.